- O «DILEMA DA VELHA» DE VOLTAIRE
terça-feira, 2 de novembro de 2010
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quinta-feira, 8 de julho de 2010
El poeta es un pequeño Dios - Vicente Huidobro.
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quinta-feira, 4 de março de 2010
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
- LIVROS QUE MERECEM MAIS DO QUE SER LIDOS…
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El Amor, las Mujeres y la Muerte, Schopenhauer
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Imagem: Kinder — Jean Louis Gieg
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domingo, 4 de outubro de 2009
Recebi um e-mail sobre a Lua. Tem imagens belíssimas, e vinha acompanhado da Moonlight Sonata (Sonata para Piano Nº. 14, primeiro movimento), de Beethoven. Entre as imagens, encontrei uma que levaria qualquer pessoa que nunca se tenha debruçado sobre o transpersonalismo, o antropomorfismo e interiorizado uma dignidade mais alargada do que a humana a pensar:
— Até a baratas gostam de namorar ao luar…Mas e se pensássemos que, degradando o «até», existe mais no mistério da vida do que aquilo que pensamos ser o Mundo que dominamos e, como uma praga ou um vírus letal, vamos destruindo? O certo é que se de repente explodissem umas tantas bombas nucleares, não veríamos a Lua, nem nós nem as baratas; mas elas continuariam a ter uma vantagem: sobreviveriam.
E se deixássemos de ser arrogantes, de ver o Mundo e os outros como se fôssemos anões morais? Não seria melhor se víssemos o Mundo, a nossa cidade, a nossa ilha, o nosso bairro e, acima de todo, o outro e a natureza como espaços de interdependência, de construção de uma humanidade melhor? Será que, ainda, somos capazes de nos abraçarmos de forma fraterna e, juntos, olharmos a Lua e desfolhar luz nos horizontes que ansiamos? Como dizia o Nazareno, «olhai os lírios do campo…» (ou será, como dizia Salomão, olhar os «caminhos da formiga» ou da barata, como te digo agora?) e sê sábio. Eu, cá vou tentando…
— Obrigado, Gladstone…
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
- MANUEL DE NOVAS: O TRIUNFO FINAL
Se a Pipa é a alma da China tradicional, o Enka representa o espírito do Japão que emergiu das raias do feudalismo para a modernidade, o Fado o espírito do Portugal migrante ou Leonard Cohen o paradigma dos trovadores do século XX, Manuel de Novas é, para Cabo Verde, um dos cultores maiores da nossa alma migrante, a que jaz na expressão da nossa natureza diasporizada e imposta pelo confinamento ilhéu e que se revela na dimensão poética do nosso povo, em particular na Morna. E neste aspecto, Manuel de Novas é, sem favor, um dos cimentadores da nossa nacionalidade, da nossa identidade cultural e uma das expressões maiores do wit Mindelense. O Mundo, é assim: vai parindo e tragando todos. Petrarca, no seu belíssimo poema Triunfo da Morte, adverte da evidência esquecida:
Ó cegos que aproveita o afadigar?
Que logo vos tornais à madre antiga,
E muito pouco o vosso nome há-de durar.
O nome de Manuel de Novas, durará. Pois emprestou ao Mundo, em particular ao universo crioulo, um legado de beleza que perdurará para lá da memória dos meros mortais. Viu-nos, e a nossa condição, com olhos de beleza da arte. Esta é a condição do poeta, a que o desiguala de forma mais evidente dos demais homens: ao se tornaram iguais pelo nivelamento final da natureza, concede a alguns a felicidade ausente de viverem para sempre. Por essa razão o passamento dos poetas para a maior aventura não se chora, pois celebra-se um novo nascimento. In divus relatus est, Manuel de Novas.
Imagem: Jean Louis Grig — Fécondités
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terça-feira, 22 de setembro de 2009
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009
- CONTRADIÇÃO
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Imagem: Angelina Jolie
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009
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- OS INCENDIÁRIOS SUBTERRANEOS
O mundo está cheio de incendiários; nascem de todo o lado – como dizia Aristóteles. E parece ter razão, assim como o Juízo do judeu português que todos dizem de Amesterdão. Coisa análoga — além da falta de jeito político de Manuela Ferreira Leite — voa por aí, assim como a ASAE que mandou fechar a «Sopa dos Pobres» de Faro, a modos de dizer: «tudo fecha neste mundo»; e é verdade, menos a falta de tino (há coisas que não são de moda nem de modismos). Ai!, os universos são o que são. Suum cuique tribuere — gritaria Ulpiano. A vida não tem pressa, não tem não.
Acho que, hoje, antes de dormir, vou ler um pouco de Water Margin de Shi Naian; tem belas lições. Os incendiários estão no underground do verbo de confraria. Li há pouco — antes escrever o meu poema diário — numa das minhas bíblias pagãs e atentei neste espanto: «Que feliz seria o género humano se o amor que governa os céus governasse também os corações!» (Boechio, De Consolatione Philosophiae, II, metro oitavo, Buenos Aires, 1995, p.54). Pois é, mas ignoti nulla cupido.
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domingo, 30 de agosto de 2009
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009
- O MEU POETA
Imagem: Zamia Cunaria Ovulate Strobilus, New York Botanical Garden, New York, USA
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sexta-feira, 12 de junho de 2009
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domingo, 3 de maio de 2009
- A ORIGEM DAS COISAS…
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quinta-feira, 9 de abril de 2009
- OS MESMOS DE SEMPRE?
– Mas, VB, saberão, verdadeiramente, ao que vão? – pergunta-me o meu poeta...
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008
EL ARTE, Théophile Gautier
Sí, es más bella la obra trabajada
con formas más rebeldes, como el verso,
o el ónice o el mármol o el esmalte.
¡Huyamos de postizas sujeciones!
Pero acuérdate, oh Musa, de calzar,
un estrecho coturno que te apriete.
Rehúye siempre cualquier ritmo cómodo
como un zapato demasiado grande
en el que todo pie puede meterse.
Y tú, escultor, rechaza la blandura
del barro al que el pulgar puede dar forma,
mientras la inspiración flota lejana;
es mejor que te midas con carrara
o con el paros duro y exigente,
que custodian los más puros contornos;
o pídele quizá a Siracusa
su bronce en que resalta firmemente
el rasgo más altivo y delicioso;
con la delicadeza de tu mano
descubre dibujando en una veta
de ágata el perfil del dios Apolo.
Huye, pintor, de la acuarela y fija
el color demasiado desvaído
en el horno de los esmaltadores.
Haz que sean azules las sirenas
y retuerzan de cien modos distintos
los heráldicos monstruos sus figuras;
en el lóbulo triple de su nimbo,
la Virgen con el Niño, en cuya mano
hay la esfera con una cruz encima.
Todo pasa. Tan sólo el arte fuerte
posee la eternidad. Únicamente
el busto sobrevive a la ciudad.
Y la moneda rústica y austera
que un labriego ha encontrado bajo tierra,
recuerda que existió un emperador.
Hasta los mismos dioses al fin mueren.
Mas los versos perfectos permanecen
y duran más que imágenes de bronce.
Artista, esculpe, lima o bien cincela;
que se selle tu sueño fluctuante
en el bloque que opone resistencia.
- Imagem: Verónica Zemanova
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terça-feira, 4 de novembro de 2008
- Imagem: Carmen Electra
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