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segunda-feira, 22 de março de 2010

| ¡BASTA YA!

Para que o silêncio de alguns não se torne regra de muitos, nem lei para todos.

Serei de novo, como um dia fui,
choro de mães na Plaza de Mayo,
lado a lado serei, com Luisa Tamayo,
a irada multidão que pelas ruas flui.

Serei de novo, como um dia fui,
Dama de Blanco em La Habana
Gritando ao silêncio onde afinal rui
Olvidados sonhos da nação cubana.

Esquecido e sem amparo, morreu Zapata
No silêncio da palavra livre tornada ingrata
Murió solo, lejos de los suyos en Camagüey.

Diz-me Che, a Luisa, mãe e Pietá, o que direi
Se a ‘Primavera Negra’ de Março ainda mata,
Na Cuba que, como Orlando Zapata, tanto amei.
---- Alex (Zé Cunha), 21-03-2010

Imagem: A noite de Quixote — Mariano Villalba

quinta-feira, 18 de março de 2010

| IMPRESSÕES
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Manifestações contra o status quo, em Cuba! Passa-se algo em Cuba, muito mais do parece… e se pudesse estar ao pé de Luisa Tamayo, mãe de Orlando Zapata, dir-lhe-ia — para ela e todos aqueles que sofrem a injustiça e a opressão — o que dizia Séneca:

— El que siempre busca grandezas, alguna vez las encuentra.

Uns semeiam, outros colhem; tudo a seu tempo. Mene mene, tequel u farsim... — pensei.

Imagem: Reina Luisa Tamayo Danger, mãe de Orlando Zapata