- DISTRAIR-SE DO MUNDO
Porque somos tão apressados a tirar conclusões? – pergunta-me o meu poeta.
Eu, não digo nada; pois não me sinto capaz de responder à tal questão. Assim estende-se a minha alma no seu recanto, pedindo à brisa da noite, como se fosse Deus informe, para curar a universal dor de cabeça que me afronta. E percebo, hoje e agora, Funes o Memorioso.
E Dario lá longe e tão perto de tudo o que se diz.
E Empédocles ad unitatem sem ididade.
E Athenas perecida nos sonhos e nas palavras...
E Tyi tão perto e tão longe de tudo o que de belo se vê do oiro.
E Hoje, como ontem, também morrem coisas, silenciosas.
Imagem: Bendik Riis

