- COMPREENDER O MUNDO
sábado, 31 de dezembro de 2011
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Virgilio Brandao
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sábado, 24 de setembro de 2011

ESTELA CANTO E FELICIDADE
Redoma do meu umbigo,
primeiro útero
e mãe.
Lembras-me Estela Canto
nas penumbras tardes de Buenos Aires
à beira do café
com o tango dançando nos coretos
teus lábios de quinta-essência curva
e sorriso prenhe.
Confesso: lembras-me
porque me dói a alma,
todos os homens teus têm duas mães,
gemem quando amam
e procuram por ti sem saberem
– na verdade dizem-se ditames de dias novos
em corpo-longe.
Sim. Ah, sim. Lembras-me
que sou petros in natura
ansiando de trágico o teu riso em noite escura
apagada dentro de luz
em todas as auroras dos gemidos
que ficam nas sombras dos dias…
Sim, lembras-me Estela Canto,
as dores de parto letrino e de dentes
do poeta
e todos os anseios de amanhã
consumindo anos de mar refinado
para perceber de Deus em ti obra
e beijo que podem ser melhoradas…
Lembras-te de me lembrar,
ainda menino,
que posso ser melhorado?...
Recordo-me – expeliste-me de ti…
Lembras-me Estela Canto,
uma parte de Adão em Buenos Aires,
recortando sentidos,
apagando alma de amores,
criando caminhos do belo nas rasuras,
parindo luz numa íris cansada…
Será que sabia que daí chegava a ti
– ao teu Porto Novo e ao teu Fogo –
milho vermelho para construir seiva
para me gerar?
Lembras-me Estela Canto
pois nasci em ti, que foste apagando
o verde e dás sentido ao belo
mesmo nas noites escuras
e no medo cansado que espreita na voz
residente no teu ventre que também balbucia
como o poeta chorou em Genebra
e Buenos Aires quando eu nasci: Ya no seré feliz.
O que não sabe, é que é feliz!
Em ti…
---- Virgílio Brandão
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terça-feira, 19 de julho de 2011
Tenho fome, de ti.
Trazes-me a madrugada devoluta
como o pão do Sudão;
acaricias-me o estomâgo saliente
e vazio, vazio de carnes em que se tornou
a minha alma corrupta de sonhos,
ostra putrefacta, coisa nua
sem ti para me ruminar nos céus gemidos.
Os homens são maus, eu sei!...
Tu és o seu espelho negro, e te amo
furação de horas longas.
O vento, antes de calar-se de orgasmos,
sussurou-me o seu nome além.
Na esquina das Aleluias
deu-me o seu segredo: o oriente
e o teu manjar.
Era, assim menino, como o poeta
que sonhava resgatar pão quente da terra
gentia e lágrimas doces e felizes dos corações...
...mas os corações são pássaros,
e pássaros não choram, nem pelos sonhos
como tu.
---- 19-07-2011
Virgílio Brandão
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sábado, 2 de julho de 2011
- O MEU POETA E A MEMÓRIA
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- O MEU POETA E A MENTIRA
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sábado, 18 de junho de 2011
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
- THE PAST AND MY POET
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