terça-feira, 31 de agosto de 2010

  • MEMÓRIAS DA HISTÓRIA…
A OPAD-CV era uma organização de natureza política e cerceava a liberdade de pensamento e o livre desenvolvimento da personalidade das crianças cabo-verdianas.

Imagem: Aurelius Commodus, Marcia e Narcisus, o escravo grego que estrangulou o filho de Marco Aurélio Antonino.

8 comentários:

Anónimo disse...

Não há comparação possivel entre a OPAD-CV e a mocidade portuguesa etc., etc., meu caro. Não, não tem nada a ver! Cerceava a libredade de pensamento, tens a certeza, Virgílio?
Big Drops!

Virgilio Brandao disse...

Acha que não, Big Drops? Mas porquê é que não tem nada a ver?

E cerceava isso tudo que digo, sim.
Abraço fraterno

Anónimo disse...

É melhor analisares as coisas no seu contexto próprio, assim como analisas Amilcar Cabral, e verás! Ponha "cada macaco no seu galho!"
Big Drops.

Iolanda disse...

Dr. Brandão
Muito boa tarde


Li o seu texto sobre a OPAD-CV e não pude resistir á tentação de compartilhar consigo a minha verdade. Esta sim, é verdade com certeza, pois vivi-a, não me contaram.
Eu e muitos amigos meus fizemos parte do 1º grupo dos Pioneiros Abel Djassi, na Praia e nunca tive consciência de, apesar dos poucos anos que tinha , estar a ser vitíma de lavagem cerebral e impedida de desenvolver a minha personalidade. Aliás, vou contar-lhe um episódio que aconteceu comigo num dos nossos encontros dominicais, no salão Josina Machel, do Liceu Domingos Ramos. Claro que eu só podia ir a esses encontros depois do horário da escola dominical, na igreja do Nazareno.
Discutíamos a lista dos camaradas que tinham as melhores notas e seriam seleccionados para as colónias de férias, principalmente nos antigos países do leste, quando decidi interpelar a mesa, contituida, pela camarada Adélcia Pires, camarada Elisa Andrade e camarada Alice,(mas não me lembro o apelido da Alice)sobre alguns dos nomes que constavam da lista e com as quais eu não concordava, apresentando os argumentos da minha discordância.
Respondeu-ma a Camarada Elisa Andrade para me dizer e lembro-me como se fosse hoje - " Camaradinha Iolanda ta extremamente enganóde".

Claro que ripostei e contra argumentei. Recebi palmas da plateia, pelo meu atrevimento.Adorei.

Acredita que esse espaço, esse ambiente que lhe descrevi é o espaço e ambiente ao qual se refere?

Eu tenho muita pena, dos meus filhos, que são 4, por não encontrarem, hoje, na Praia, uma organização, um espaço, um ambiente saudável que eu tive oportunidade de ter, nos idos tempos da nossa OPAD-CV.Tenho muito orgulho de ter passado por essa organização que promovia actividades lúdicas e pedagógicas entre crianças, além de promover a competitividade, premiando o mérito.
Esta é a fotografia da minha OPAD-CV.

Cumprimentos,
Iolanda Varela

Virgilio Brandao disse...

D. Iolanda Varela,
diz bem: "a sua verdade", "a sua OPAD-CV". Mas a verdade é o que é e não a nossa percepção dela. Revisito, de vez em quando, coisas da minha infância e nunca deixo de me surpreender (ando à procura dos manuais escolares que usei na 3ª. Classe logo depois da independência, para os reler!).

Conto-lhe isto, também e se m permite: Há dois Domingos atrás um amigo, Alberto Gomes de seu nome, ofertou-me um livro, Voo Nocturno de Antoine Saint-Exupery. Li-o, e os meu olhos não foram os mesmos de quando eu tinha 14 anos... tive a percepção real do sentido livro.

É por isso que hoje recuso-me a ver o Orféu Negro que vi no Mindelo quando eu era menino: sei que irá estragar a minha percepção de menino, as construções fantasiosas construidas para além da obra em si mesma. E não quero perder isso. São opções voluntárias, e respeito isso...

Os benefícios de uns não devem subverter a realidade, e não fazem pois esta está cristalizada pela história. Mas a história e as fotografias dela podem, se quisermos, ser o que queremos dela. Staline, v.g., era mestre nisso.

Abraço fraterno
PS: Eu também vivi esses tempos, eu vi, ouvi, e vivi os tempos da OPAD-CV e de outras coisas. Mas eu não tenho "a minha verdade", mas somente a análise da realidade nua e objectiva da sociedade e cabo-verdiana.

Iolanda disse...

Dr. Brandão
Feliz dia

A verdadeira pedra de toque de todo o processo de revelação e da transcendência da realidade histórica é o momento mágico e irrepetível em que cada um de nós é tocado por ela, o que muitas vezes passa, pelo próprio silêncio e ausência de indicadores exteriores, bastando-nos, a nossa própria sensibilidade, a nossa íntima convicção, a nossa emoção, a nossa contemplação, a nossa própria capacidade de olhar, de observar e ver e a nossa própria maneira de estar e de ser agentes da História.
Quis apenas compartilhar consigo um olhar diverso sobre uma realidade chamada OPAD-CV.

Cumprimentos,
Iolanda Varela

Virgilio Brandao disse...

D. Iolanda Varela, o subjectivismo inerente à história e ao processo histórico não são passíveis de serem dissociados da realidade. Compreendo esta sua representação do passado, pois foi a que lhe foi dada, que adquiriu e assimilou no contexto “em que foi tocada” na OPAD-CV. Nisto, é certo e verdade seja dita, a organização fez o seu trabalho político e ideológico de base.

A história - vista à distância e não como devir imediato - é uma ciência e não um espaço de apriorismos sensitivos, de emoções condicionadas ou de reconfiguração dos factos de acordo com interesses pessoais (individuais ou colectivos). Mas percebi a sua (!?) posição, e agradeço que, para a próxima, coloque entre parêntesis palavras e ideias que não sejam suas… é uma questão de respeito, de honestidade intelectual para com todos. Agradecerei, e o Prof. José Mattoso - certamente.
Abraço fraterno

Anónimo disse...

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