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quinta-feira, 22 de julho de 2010

  • AS LIBELINHAS
A 18 de Dezembro de 2008 escrevia este post.

No outro dia falava com uma mui querida amiga sobre as libelinhas, as de Claúdio Augusto César. Hoje, lembrei-me deste post… é verdade: pode-se (deve-se!) semear outras coisas e o triunfo não deve ser do mal. Sim, tenho de concordar com Salomão, «o que estraga a vinha não são as raposas, são as raposinhas». Libelinhas, libelinhas… as libelinhas devem ser escutadas.

O mal é paciente; mas pode ser morto de fome, com arte.

Imagem: Jackson Pollock, sem título (c.1950)

terça-feira, 18 de maio de 2010

  • MÚSICA TUYA

¿Es verdad que te gusta verte hundida
en el mar de la música; dejarte
llevar por esas alas; abismarte
en esa luz tan honda y escondida?

Si es así, no ames más; dame tu vida,
que ella es la esencia y el clamor del arte;
herida estás de Dios de parte a parte,
y yo quiero escuchar sólo esa herida.

Mares, alas, intensas luces libres,
sonarán en mi alma cuando vibres,
ciega de amor, tañida entre mis brazos.

Y yo sabré la música ardorosa
de unas alas de Dios, de una luz rosa,
de un mar total con olas como abrazos.
------- Blas de Otero

Imagen: La floresta encantada — Jackson Pollock

sexta-feira, 7 de maio de 2010

| PERPLEXIDADE DÉLFICA

Que pode dizer um homem quando se sente tão feliz, mas tão feliz ou seja o que é isso que rompe a alma com lâminas de gozo… que tem a sensação de estar a agarrar o universo pelos cornos, a eternidade pela mão e Deus pela cunnus? Vanitas vanitatis, e seria sapientíssimo!

Imagem: La donna luna — Jackson Pollock