Mostrar mensagens com a etiqueta Fome. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fome. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

  • A REALIDADE NÃO ENGANA
Uma mãe solteira, em Cabo Verde, que ganhe 12.000$00 (140€)/mês, vive com o rendimento de 4,6€/dia. E há quem ganhe menos, muito menos! E o país, é de desenvolvimento médio! E há quem ache que o salário mínimo não é necessário! E depois não haverá de haver efeitos colaterais da miséria? Menos retórica, e mais acção!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

  • AS LIBELINHAS
A 18 de Dezembro de 2008 escrevia este post.

No outro dia falava com uma mui querida amiga sobre as libelinhas, as de Claúdio Augusto César. Hoje, lembrei-me deste post… é verdade: pode-se (deve-se!) semear outras coisas e o triunfo não deve ser do mal. Sim, tenho de concordar com Salomão, «o que estraga a vinha não são as raposas, são as raposinhas». Libelinhas, libelinhas… as libelinhas devem ser escutadas.

O mal é paciente; mas pode ser morto de fome, com arte.

Imagem: Jackson Pollock, sem título (c.1950)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

  • O DIA DEPOIS DE SARAMAGO
Saramago já cinzas! Também o seremos, um dia. Poucos teremos a sorte de ter tantos anos de vida, e muitos menos as honrarias que a sua arte lhe devolveu; mas o mais espantoso é que – e nisso os homens não são iguais – ainda menos terão a coragem, mesmo errando e equivocando-se, de dizer o que pensam. Escrevia neste blog, a 7 de Outubro de 2000: «Esse Saramago, não fica em silêncio enquanto o mundo perece. Com ou sem razão, faz bem!»

O silêncio envolveu José Saramago; mas também calou parte da consciência do país. O dia depois de Saramago é um depois mais silencioso, mais carneiro. E muitos terão supirado de alívio; pois com ou sem razão incomodava muitos lobos, em particular os lobos vestidos de cordeiro. Discordava na forma e na substância de muito do que o homem José Saramago dizia – por vezes com falhas de razão clamorosas e que me deixavam espantado! – mas admirava e admiro parte substancial da sua obra como escritor e a sua coragem cívica e política... o que muita cidadania não é nem chega para ser capaz. 

O país não perdeu um grande escritor, não; perdeu um crítico social, que com ou sem razão nunca se calou, nunca foi cordeiro da maioria, nunca foi cidadão castrado como a maioria continua a ser. E invejo José Saramago, hoje! Afinal, ele sabe ou não sabe, neste dia depois de ser cinzas, qual é o sentido desta grande aventura. À minha fé tem hoje por hoje a certeza. E eu terei de esperar, com uma curiosidade que sabe a pão de mel num dia de fome…

Imagem: José Saramago