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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

  • A MAIORIA ABSOLUTA DO PAICV
 
 
Os resultados finais (os votos a contar não irão influir nos resultados) das eleições em Cabo Verde: PAICV 37; MPD 33; UCID 2; PTS 0; PSD 0. A Assembleia Nacional terá uma maioria absoluta de deputados do PAICV, e Carlos Veiga, como prometeu, deverá ocupar o lugar como deputado da nação. José Maria Neves terá cinco anos para fazer o que não fez nos últimos dez anos: consolidar o Estado de Direito Democrático e transformar Cabo Verde num país próspero.  

Ao contrário do que muitos pensam, o Governo de um, país não precisa de elogios pelo que faz de bem... pois tal é um dever primário que precisa é de críticas para atentar no que faz mal e para aperceber-se das suas omissões. A oposição não é nem deve ser contra o poder; a oposição é um contraponto do poder, um vigia do exercício do poder, um curador do interesse colectivo na Assembleia Nacional. Assim o ensinava Montesquieu, e assim deve ser e agir... e ser vista.

O discurso de José Maria Neves foi de quem soube ganhar, e o de Carlos Veiga de quem soube perder. Em contraponto da campanha eleitoral, as declarações destes dois líderes – assim como o de António Monteiro (o mesmo não se pode dizer de João do Rosário) – ao se conhecerem os resultados oficiosos, qualificaram o processo eleitoral. O povo de Cabo Verde revelou aquilo que é: conservador e pouco dado a mudanças. É um facto para objecto de estudo sociológico; assim como a capacidade popular de apreender o que é um partido político e um apendíce de projecto político.

José Maria Neves tem todas as condições que o colocarão na história política e social de Cabo Verde, ou por desperdiçar uma oportunidade que dificilmente se repetirá ou por poder realizar muitos dos anseios dos cabo-verdianos. Poderá, se não se deslumbrar, ficar na história de Cabo Verde como um deputado eleito por Cabo Verde ao Parlamento português da segunda metade do Século XIX – Fontes Pereira Melo – foi para Portugal e a história do desenvolvimento luso. Bom seria que, em verdade, também desse crédito aos cabo-verdianos que o precederam e que delimitaram as linhas necessárias do desenvolvimento de Cabo Verde; a saber: Adriano Duarte Silva, Bento Levy, Francisco António Martins…

Fonte dos dados: DGAPE.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

  • O SOCRATISMO — COMBATER A DEPRESSÃO COM DEPRESSÃO
Portugal está deprimido. A depressão passou de demográfica a existencialismo social; a depressão colectiva. Em cada mãe encontraremos uma filha de Sylvia Plath, um desespero mudo que olha para um Governo surdo que não vê que a cada dia que passa dá aos cidadãos em Portugal uma Sexta-feira negra. As circunstâncias são difíceis, mas não deveriam ser. Quem se lembra da aprovação do último Orçamento Geral do Estado sabe(rá) bem do que estou a dizer.

Existe uma diferença entre política e políticas. O Governo de José Sócrates não deixa o povo esquecer isso. Retirar e diminuir o abono de família — estrangulando, ainda mais, muitas famílias — é uma dessas lembranças. E só não aumentou o IVA de produtos fundamentais para as famílias, nomeadamente das que têm crianças, porque o PSD não deixou (as motivações de Passos Coelho e do PSD não vêm ao caso). E que o Governo aumentar a taxa da natalidade… combater a depressão demográfica. Que contra senso!

Esta política de aflitos não está com nada. A técnica de combater o fogo com fogo não é aplicável às ciências sociais, e muito menos nas políticas sociais. Combater depressão com depressão é coisa néscia. Que Deus no ajude!, pois este Governo não parece estar a sê-lo por Ele. E, mais Eduardo Catroga… Não!

Porque não? É um rio de más águas, como são os frutos que hoje comemos por si regados no último Governo de Aníbal Cavaco Silva. A memória...