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quarta-feira, 20 de maio de 2009

  • BENEDICTUS XVI, BARACK OBAMA E A PALESTINA
Benedictus XVI, ao visitar a terra Santa e a cidade de Jerusalém, deixou uma mensagem subliminar de que Israel deveria permitia a existência de um Estado palestiano. Barack Obama, ao se encontrar com Benjamin Netanyanu, defende expressamente esta ideia: a coabitação do Estado de Israel com o Estado da Palestina. Imaginemos que Israel aceite esta ideia, que plasma a boa vontade e a ideia de que todos povos merecem ter a mater da sua pátria; sim, imaginemos que tal seja aceite pelo poder político (que é quase um suícidio político, note-se).

Uma questão emerge: será que os palestinianos estarão na disponibilidade de, verdadeiramente, viver em paz com os israelitas? Será que a ideia de «lançar Israel ao Mar» – como Nasser anunciou, e se pensou fazer com a Guerra dos Seis Dias – é coisa do passado, que a ideia não pode, a todo o momento, ser repristinada? Não creio, de tudo. É uma possibilidade latente, à espera de revelação.

Ademais, há que considerar que Israel dificilmente admitirá um Estado Palestiniano nas fronteira de Jerusalém, pois tal seria hipotecar o sonho profundo de de Moshe Dayan e dos israelitas de ver o Templo de Salomão erigido no seu local natural – na Mesquita de Omar, a Cupula do Rochedo. Para o cidadão comum, e até mesmo para um estratega político, o problema maior talvez seja a água (sim, isso mesmo!), mas não para Israel como povo – nem para políticos como, v.g., George W. Bush e Donal Rumsfeld. Não creio que Barack Obama e Benedictus XVI ignorem o problema maior da questão palestiana, mas mexer nela, na sua verdadeira essência (o plano religioso), é abrir uma guerra com efeitos imprevisíveis. E ninguém quer isso, mas também ninguém quer ficar calado e ver o conflito eternizar-se. São boas vontades, mas de circunstância, e para o Mundo ver – mas que, de forma alguma, irá resolver o problema palestinano.
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Este é um problema de natureza das coisas, não uma mera questão política. Tenho para mim que somente quando Jerusalém se tornar, de facto, Património Comum da Humanidade – cidade inapropriável – é que o problema da Palestin terá solução. Permaneria o espetro da questão escatológica para o Mundo cristão, mas isso é de outra ordem, e sem as consequências dos conflitos armados permanentes.
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Imagem: Benedictus XVI beijando o chão do Santo Sepulcro em Jerusalém

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Que valores?… say it again!

quarta-feira, 4 de março de 2009

  • A CRISE MUNDIAL E O MILAGRE CABO-VERDIANO
A política está, definitivamente, nua?

É, parece que é mesmo uma questão de marroquinaria… de briu – diriam os antigos do Mindelo. «Temos de ser o exemplo» – gritam Barack Obama e Hillary Clinton. Não é que isso tenha alguma coisa a ver com a minha amada terra, não. E logo ela, que será as Canárias da costa de África – no que está quase, só falta o quase pois a crise mundial nem chegou à ela. Ah, pobre Canárias!

Mas calados, caladinhos… pois ainda as instituições internacionais: o BCE, o Banco Mundial, o FMI, o Banco Africano de Desenvolvimento e os Estados Unidos da América, a União Europeia, o Japão, o Brasil… ouvem e pedem um empréstimo de longo prazo (para orçamentos futuros pagarem) ou a fundo perdido ao país. Ou pior: chamarem os obreiros nacionais do milagres de escapar à crise mundial para ajudar a resolver os seus problemas.

Então, o que será de nós? Calados, caladinhos… devemos ficar com as nossas vestes de seda púrpura enquanto o Mundo vai nu. Mas, como é nossa sina, ainda alguém vai querer ganhar o Nobel...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

  • DISCURSO INSÓLITO
“[O quadro orientador] não precisa de aprovação formal da UE e está aberto à discussão pública a nível nacional, por isso, será enviado às comissões especializadas da Assembleia Nacional e à comunicação social para que todos possam dar o seu contributo”. José Brito, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde dixit, in asemana on line
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Ah, Senhor Ministro, como é que se vai discutir publicamente um documento que vai ser apresentado em Bruxelas no próximo dia 12 de Novembro? Esta questão da Parceria Especial de Cabo Verde com a União Europeia tem estado (?) aberto à discussão pública onde? Digam-me que eu não sei, não vi, não me disseram nem ouvi nada (e não me falem dos circuitos fechados... não). Mas isso deve ser porque ando desatento...

Quer(erá) dizer que vai estar aberto à «discussão pública» por uma semana, é? Pois é... Please, give me a break! Não acha, M.I. Ministro dos Negócios Estrangeiros, que o povo dispensa, e bem, simulacros de discussão pública?