- ATÉ A DEMOCRACIA CHEGAR...
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
- PROSTITUIÇÃO INTELECTUAL OU INTELECTUAIS PROSTITUTOS?
Por não percebermos o que é ser-se “intelectual”, porque pensamos que somos todos intelectuais a partir do momento em que aprendemos algumas coisas na Escola ou na Universidade, é que viajamos sozinhos na soberba e não chegamos a melhorar o que somos e a ansiar, cada vez mais, a melhorar e saber mais e, em última análise: “aprender alguma coisa antes de morrer”, como dizia Sócrates.
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Agora, a prostituição intelectual é, pela sua natureza e em razão de quem a pratica, uma actividade perniciosa, profundamente danosa para a sociedade no seu todo: tem por base o egoísmo e por fim a subversão da realidade e não a sobrevivência pessoal ou de outrem que se encontra na raiz da prostituição (a existência “sempre” de alternativas é da ordem da fantasia de quem discursa de barriga cheia e prenhe de fantasias). E ela, prostituição intelectual, ao contrário da prostituição tout court, tem, também, uma dimensão omissiva…
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Não foi por acaso que o Imperador Alexandre Severo — a conselho de Ulpiano — punia severamente os homens de conhecimento que eram dados ao que hoje se chama “prostituição intelectual”: constituíam um perigo social, para o Estado e para a cidadania. Falamos de pessoas que sabem, mas sabem para o mal; e sabem para o mal porque usam o saber de forma amoral e instrumental; desde que sejam pagos em numerário, espécie material ou honrarias… o seu saber está disponível ao poder ou a grupos com poder ou com propensão ao poder ou a ter poder. Nestas circunstâncias o saber não consubstancia um valor mas sim um desvalor social. O que não falta no mundo são prostitutos intelectuais; assim como não faltam pobres sonhando serem abastados morgados.
Os jovens falam em valores e em ausência de valores, mas fico sempre com a percepção de que não têm consciência do sentido poliédrico do conceito de valor. Acusam os mais velhos de não transmitirem “valores” ou “modelos” aos jovens, mas parecem não ter interiorizado os valores que reclamam para os “outros” concidadãos. Um dos convidados da RTC (Ladislaz Santos; espero que ter grafado devidamente nome) falava em “nível” — no mesmo sentido de ”classe baixa”, segundo expressão de uma Ministra do presente Governo… —, sem consciência de que tal epíteto é uma forma de estigmatização da sociedade por via da estratificação qualitativa dos cidadãos em razão da sua situação social. E, pelo seu discurso, assume isso como um valor social com alguma bondade… mas se pensar bem, o que encontrará é um discurso discriminatório em razão da origem ou situação social que colide com os valores constantes dos fundamentos da nação cabo-verdiana. Isto, sim! é um paradoxo… pois a discriminação, neste sentido, seria um valor.
O debate foi, de todo, confrangedor.
Os valores não são dados, são imanentes à dada sociedade e transmitidos e apreendidos pelos cidadãos e pela comunidade globalmente considerada. Álcool, droga, prostituição e violência sempre existiram; hoje haverá mais… mas importado em virtude e termos uma sociedade mais aberta e consumista; pois também importamos valores e “modelos”, a todos os níveis! Até o modelo de Estado — e os valores que propugna — foi importado, de um prêt-à-porter de segunda linha experimental da Europa democrática. Ademais, bom seria que tivéssemos em consideração que Valor é um produto da relação do sujeito com os fundamentos da sociedade em que vive, seja ela segmentada ou universal. Não é por acaso que encontramos em Nicolai Hartmann e Max Scheler a ideia de um direito natural de “conteúdo variável”.
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
- OPAD-CV. A LAVAGEM DE CÉREBRO E O LIVRE DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE DAS CRIANÇAS CABO-VERDIANAS OU COMO OS CEGOS CONSEGUEM VER
------- Prima forma: Liberal on line.
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010
- A CEGUERIA POLÍTICA DE JOSÉ MARIA NEVES
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
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quinta-feira, 10 de junho de 2010
O JULGAMENTO DA HISTÓRIA
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sexta-feira, 14 de maio de 2010
- A VERDADE DE COPENHAGEN
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segunda-feira, 3 de maio de 2010
- A CORRUPÇÃO ENDÓGENA E OS CORRUPTORES
A corrupção é um vírus mortal para a sociedade; e começa com um sim a um favor ou benefício indevidos, com um fechar de olhos... com o "jeitinho" aos amigos e aos amigos dos amigos, com a promoção de quem não merece, com o favorecimento dos familiares e dos amigos dos familiares em detrimento do mérito de outrem, com a "mão que lava a outra". Isso, também, é corrupção.
A corrupção é um vírus silencioso, e destrói vidas e projectos com as acções que potencia. Começa na alma, e depois passa para as acções corrempedoras da estabilidade, da paz e da segurança da sociedade e dos cidadãos. Ela está aí, em toda a parte; é endógena e socialmente transversal. E por isso deve ser combatida por todos com o não e com a denúncia oportuna. Mas não pode ser uma arma de ataque, pois é um instrumento de defesa da sociedade contra os seus inimigos — os corruptores.
Usar a luta contra a corrupção como arma de ataque ou como meio instrumental para se atingir seja quem for ou qualquer objectivo que não os legalmente prescritos é, em si mesmo, um acto de corrupção. Um acto de corrupção tout court, no plano legal, mas também uma forma de minar os valores que sustentam a sociedade que sofrem um desvio moral com tais práticas; pois, em boa verdade, mesmo o fim legítimo não deve ser alcançado por meios ilegítimos ou moralmente reprováveis.
A corrupção, na sua configuração social, é um autêntico camaleão; e nem sempre vemos onde estão os corruptores e os que se deixam corromper, e o juízo de censura sobre estes deve ser particulamente grave. Grave, mas no plano dos princípios e dos valores que enformam e sustentam a sociedade, nomeadamente o da legalidade, pois de outro modo... a acção será uma acção corrompida.
Daí a defesa da integridade dos valores fundamentais da sociedade ser um imperativo, um reduto que deveriámos defender, todos! Mas, infelizmente, isso não acontece na sociedade cabo-verdiana. E o processo de revisão da Constituição da República foi, em si mesmo, um mau exemplo neste plano. E não me sinto a pregar no deserto, não...
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quinta-feira, 1 de abril de 2010
- A RESISTÊNCIA E O LOBBY DOS LOBOS
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quarta-feira, 31 de março de 2010
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segunda-feira, 29 de março de 2010
O DIÁLOGO, A NUVEM E O AMANHÃ QUE NÃO CANTA
Imagem: Sydnei (Júlio Santos)
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domingo, 28 de março de 2010
|Exclusive Interview: Gaddafi on Obama, Israel and Iran
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domingo, 14 de março de 2010
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sábado, 13 de março de 2010
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quarta-feira, 10 de março de 2010
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sábado, 6 de março de 2010
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quinta-feira, 4 de março de 2010
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