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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

| THE UNIVERSAL DECLARATION OF HUMAN RIGHTS

Aung San Suu Kyi

A society that lacks human rights is a society that breeds misery. If I am ever asked why I am an advocate of human rights, I would like to answer that I simply do not like seeing so much human misery around me. There are many people today whose lives have been blighted by the sense of insecurity and helplessness common to those who are at the mercy of the whims of unjust, authoritarian rulers. People need to be protected against the misuse of power. The articles of the United Nations Universal Declaration of Human Rights are aimed at providing this all-important protection for all the peoples of the world.

In the aftermath of World War II, already-established powers and young nations newly emerged from the colonial chrysalis gathered to lay out a set of principles that would protect future generations from the scourge of violent conflict. Burma was one of the original signatories of the Universal Declaration of Human Rights when it was adopted by the United Nations in December 1948. But sadly, more than fifty years later, the articles of the Universal Declaration of Human Rights still remain paper promises to many peoples and nations.

Coming as I do from Burma, a country that suffers from the systematic violation of human rights by those in power, I deeply appreciate the wisdom and vision of those who drew up the articles of the Declaration. There is not one article that we can choose to ignore without imperiling freedom, justice, and peace. If we are to lead free and full lives, all the articles of the Declaration must be respected.

The preamble of the Declaration proclaims that the “advent of a world in which human beings shall enjoy freedom of speech and belief and freedom from fear and want” is the “highest aspiration of the common people.” It is also the most basic need for all, regardless of race, religion, or nationality.

Our struggle for human rights has brought us very close to all members of the human family who are striving for the recognition of their inherent dignity and their inalienable right to life, liberty, and security of person. It is my hope that our common aims and sufferings will create a strong sense of solidarity that transcends national borders and cultural differences. We struggle with a sense of purpose and an unshakable faith in the power of compassion, endeavor, and universal brotherhood. As our gratitude goes out to those who have so generously supported us in our times of adversity, we would like to express the hope that one day, our country may also be a source of strength and support for those in need of peace, justice, and freedom.
---- in Aung San Suu Kyi, Foreword to The Human Rights Enciclopedia.

sábado, 16 de outubro de 2010

Aung San Suu Kyi...

domingo, 29 de agosto de 2010

  • O MEU POETA
A beleza é análoga à divindade: Φ… a divina proporção. É, por isso, invisível aos olhos dos que não amam — diz-me o meu poeta.
Imagem: Aung San Suu Kyi

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

  • QUEIJO E COMPAIXÃO
A minha mania de aprender uma coisa nova todos os dias coloca-me, por vezes, em dificuldades. Ontem aprendi a fazer queijo com a minha irmã, e requeijão com a minha mãe – como a sua mãe a ensinou em Santo Antão. Ensinaram-me, mas não me deixarão por isso em prática! Pelo menos com elas por perto. Hoje, meditando um pouco, pensava nisso. E lembrei-me das palavras de Aung San Suu Kyi sobre o ensino do budismo na sua pátria: «Precisamos de muita compaixão neste Mundo. Mas gostaria de ver o nosso povo a colocar em prática a compaixão.»

Há, assim, uma relação ética entre aprender a fazer queijo e requeijão e fazer queijo e requeijão; entre ter compaixão e por em prática a compaixão. Tenho compaixão por todos os que fazem o mal de forma gratuita, mas será que serei capaz de por a minha compaixão por eles em prática? É algo que tenho de aprender, um dia destes, a praticar com acções e não somente com omissões. Será um sonho adiado, como diz Langston Hughes? O certo é que hoje, hoje, tenho algo mais a aprender.

Imagem: Cipião Nasica, o Africano

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

  • NÃO ESQUECER...
A liberdade é a mais bela das coisas que a vida nos concede. Lembra-te de Aung San Suu Kyi... A sua luta deve ser também nossa.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Remember Aung San Suu Kyi

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

| DE EZRA POUND A AUNG SAN SUU KYI

A história da política da modernidade está pejada de situações que me causam  perplexidades – mesmo considerando-as no seu tempo histórico. O caso de Ezra Pound – em plena América democrática – é uma delas. Ezra Pound esteve, durante 13 anos, preso sem culpa formada – a imagem do que acontece hoje com os prisioneiros de Guantanamo, só que ele era um preso político dos Estados Unidos da América. A razão? Diziam que estava incapaz, doente mental, mas não: era um prisioneiro político por ter defendido teses políticas próximas do fascismo italiano. Paradoxalmente – ou não, se atendermos à lógica da história dos vencedores – Winston Churchill defendeu o Duce Benito Mussolini chamando-o de “o maior legislador vivo” quando pensava que o fascismo era uma forma de fazer frente ao “perigo socialista” que vinha da URSS. E hoje, ainda hoje – de Burma a Cuba, passando pelo Irão – existem pessoas cujo único delito é pensarem e falarem de forma diferente do establisment político.

Ezra Pound foi internado num asilo de loucos, Mandela, Aung San Suu Kyi e os dissentes chineses, iranianos, cubanos… em cárceres para delitos comuns ou em prisão domiciliária. A diferença para estas pessoas, como foi para Mandela e Ezra Pound, é saberem que não são esquecidas, que há quem se importa com elas – mais: que se importam com a sua luta, com os valores de liberdade de pensamento que defendem (não se tem de concordar com a substância, mas sim com o princípio). Ezra Pound era visitado com frequência por Edith Hamilton, o que lhe servia de grande consolação. E de que falavam? Estas conversas são, de certo modo, vertidas no Cantos; e Ezra Pound esclarece: “de litteris et de armis, praestantibus que ingeniis”; i.e., de livros e de armas, de mentes extraordinárias quer do passado quer do presente (Ezra Pound, The Malatesta Cantos, 98).

A consolação da filosofia, como diria Boechio, ou a prova de que Gregório Magno tinha razão e Amor ipse intellectus est (o Amor em si é o princípio do conhecimento)? Num Mundo que derrapa à alta velocidade, bom seria que fosse uma coisa e outra coisa. |

Imagem: Ezra Pound

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

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Aung San Suu Kyi