sábado, 23 de janeiro de 2010

TU E AS ESTRELAS EMBRIAGADAS

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O medo da sombra assusta a hora

e pede um cobertor de céus, esses

que transportas nos lábios quando estás calada

e gritas lá dentro: Justiça!

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E não é tua, é do teu ventre fruto,

a bruma de liberdade.

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Renascem gongons de Midgard,

a tua cama veste-se de Sóis alheios,

a Lua já não é o rabo de alma e sonhos

— veste-se de medo oracular, ceifador.

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A Justiça de leite e mel, sonâmbula

sonha enquanto gritas, e gritas na escuridão

que cobrem os céus nus e podres de estrelas

esquecidas até de nome.

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E foi a luz que matou as estrelas,

lembras-te ao menos disso, ó Midgard?

E brindamos com o mar, com a memória.

7 comentários:

Joshua disse...

Gostei muito do título deste teu poema só é pena não ter percebido quase nada do texto em si.
Mas lá está, como tu já me disseste aqui: "Oh, Joshua, tu não podes querer perceber tudo"...
:(

Anónimo disse...

LINDO, SÉRIO e PROFUNDO.

Anónimo disse...

Adorei.
E as flores...são as minhas preferidas.
E a música? Encantadora.

Virgílio Brandão disse...

Joshua,
para uma meente tão esclarecida tens, por vezes, cada uma. Mas é verdade: não podes querer perceber tudo.

O facto de te deteres a ler um poema meu é, para mim, gratificação bastante.
:-)

Anónimos: grato por apreciarem a minha poesia.
A música... deve ser encantadora, sim. Aqui só passa o que eu gosto, por isso só poderia ser algo de agradável. :-)

Joshua disse...

Tens razão. Desculpa. Tenho que para de me meter contigo.

heliogaballus disse...

Aceite. Ainda que, por vezes, me falte razão. Mas podes te meter comigo que, como sabes, não me importo.
:-)

heliogaballus disse...

Aceite. Ainda que, por vezes, me falte razão. Mas podes te meter comigo que, como sabes, não me importo.
:-)