sexta-feira, 15 de janeiro de 2010



  • A LIBERDADE E O HINO NACIONAL
O «Cântico da Liberdade» é o hino nacional da República de Cabo Verde emergente com a Constituição de 1992. Tornou-se o hino oficial em 1996. Antes desta data, o hino nacional era compartilhado com a Guiné-Bissau. A letra é de Amílcar Spencer Lopes e o texto de Adalberto Higino Tavares Silva.

A letra oficial do hino cabo-verdiano é em português, pois ainda ninguém se lembrou de traduzir o hino em Cabo-verdiano... Estranho, não é? Traduza-se a Bíblia, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e tudo o que se quiser, menos o hino nacional. O hino nacional não é cultura nacional, ou será que não é, ó defensores do ALUPECabo-verdiano? A liberdade é uma coisa bela, até permite o culto do passado e do seu mal como uma coisa boa. No que diz respeito ao hino emergente de 1975, era mais rico em termos poéticos e com uma melodia melhor conseguida, mas o hino de hoje é outro, e devemos conhecê-lo e respeitá-lo. Se nunca ouviu o hino ou não se lembra do seu som, escreva para o meu e-mail e enviar-lhe-ei um mp3 com ele.
O texto do hino nacional (conhece?):

Canta, irmão
Canta, meu irmão
Que a liberdade é hino
E o homem a certeza.
Com dignidade, enterra a semente
No pó da ilha nua;
No despenhadeiro da vida
A esperança é do tamanho do mar
Que nos abraça,
Sentinela de mares e ventos
Perseverante
Entre estrelas e o Atlântico
Entoa o cântico da liberdade.
Canta, irmão
Canta, meu irmão
Que a liberdade é hino
E o homem a certeza

Imagem: Liberdade liderando o povo, Eugene Delacroix

3 comentários:

Tchale Figueira disse...

Não posso ter orgulho deste hino onde os versos finais foram plagiados( roubados) de um poema do Arménio Vieira que também tinha concorrido... Conheço bem a génesis desta aldrabiçe...

Sory Virgilho!

Virgílio Brandão disse...

Tchalé...
uma coisa é a origem do hino, outra o que representa. O hino é de todos, é um dos imbolos do país. Cá está uma matéria para conversa pessoal um dia destes. Percebo o plano subjectivo das razões que invocas...

Abraço fraterno

Virgílio Brandão disse...

Ah! Não peças desculpas pelo que pensas és. O Mundo precisa de gente frontal, que diz o que pensa, com um sem razão. Ser o que somos é fundamental.
:-)