quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
- SEPARAÇÃO
Hoje nos separamos para sempre
e isso faz o mundo transformar-se.
Tudo nele anuncia a traição:
os rios vão se afastando das margens,
as nuvens vão se afastando do céu,
a mão direita olha para a esquerda
e arrogante diz: "Vou embora, adeus!"
Abril não mais prepara o mês de maio,
mês de maio que nunca mais verás,
e as flores se desfolham, feitas pó.
É a derrota do azul para o amarelo!
Já as últimas flores se esturricam,
comprimento e largura não há mais,
o branco, em estertor, já agoniza,
deixando um arco-íris de orfãzinhas.
A natureza afoga em sua tristeza,
a maré baixa sobe pela margem,
calam-se os sons e isso porque nós,
você e eu, para sempre nos deixamos.
---- Bella Akhmadullina
Imagem: Weeping Woman, Edward Munch (1907)
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
- VOZES DESPERTAS E AS NECESSÁRIAS EXPLICAÇÕES DE JOSÉ MARIA NEVES
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terça-feira, 1 de junho de 2010
A poet can't be in disfavour,
he needs no awards, no fame.
A star has no setting whatever,
no black nor a golden frame.
A star can't be killed with a stone,
or award, or that kind of stuff.
He'll bear the blow of a fawner
lamenting he's not big enough.
What matters is music and fervour,
not fame, nor abuse, anyway.
World powers are out of favour
when poets turn them away.
----- Andrei Voznesensky
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segunda-feira, 19 de abril de 2010
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
- Codé di Dona seguiu para a maior aventura...
Ad aeternum. Ave Codi di Dona, gratia plena. Dominus tecum.
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

- LA INSERCIÓN SOCIAL EN DIOS
En recuerdo de Alcestina Tolentino
¿Tendrá Dios hogar para los disientes como tú, como yo y los que sangren los sueños en las carreteras, puentes y en casas que no pueden comprar o vivir? Es como se fuesen pálidas estrellas en exilio forjado de dolor, ribaceras de nubles negras heridas y corazón tirano de amor que se da a la fiesta de ellos, siempre de ellos, los tiranos que amamos – los amantes segadores de nosotros, los hijos a quien damos esencia y todo y la tierra, la tierra que no desiste, sí, ¡que no desiste nunca! Yo creo que sí, que sí. ¿De otro modo, como es que la tierra no desiste nunca? ¿Porque es, como tú, como Dios y sus madres, mujer? ¡Oh, sí! Hay tierra que no desiste y hay tierra que se olvida.
Y continuaremos, tu y yo, en las crespas arenas olissipas esperando por el tiempo de hablar, de ferrar los balones del silencio que nos mira — a ti que no te miraran mas —, y a eses caballeros ebrios de poder y que cabalgan sobre los sueños ajenos hasta al cielo de sus santas madres. Tienen una venta en los ojos, sabemos: miran el Sol, soberanos, pero no la estrada que los lleva a los elíseos. E estos, hay para todos. El camino importa más que todo, pues el final de la estrada es igual, demasiado igual. Y es por eso que la tierra, la tierra que olvida, no debería desistir.
La separación es, tienen que ser, demasiado pequeña para la persona. Ahora estas en la comunidad de los espiritos — parte de ti alimenta la tierra y la otra se insiere en la esencia del olvido de unos y de la memoria de otros. ¡Que triste! Mismo en la muerte… mismo en la muerte el valle es muy largo y los hombres demasiado estrechos de Ser, tan lucios y tan poco lucidos. La tierra que no desiste no. Es paciente demás para no bullir triunfante todos los días. Y me va a mirar, luego por la tarde, y me dirá:
— Mañana, eres tú.
¡No! Sin Hella, sí. Sin ella, no.
La inserción en Dios es mejor, pero ser pecador y ella es más. Y me recuerdo de Camus, que quieren matar el descanso de sus huesos para lo colocar en el Pantheon de Paris, como sé el no estuviese ya en verdadero Panteón — ¡que no es el del Capitolino de Roma, el Supulcrum Adrianii y otros mas, no¡ —, de los seres. Eso es el que está en el corazón de los hombres, eso que se chama memoria de la humanidad, eternidad, cualidad y esencia de Dios. Es lo que hace los hombres personas, unas personas más personas que otras… pues es lo mismo que separa los hombres de los puercos, Picasso de una mariposa y el efecto de esta de las estrellas en el firmamento, la orden de las cosas, como tu ahí y poco menos do que todo, yo aquí, África en mi corazón, yo en ella, ella en ella, ella en min. ¡Grande ditador!, vivir.
¿Hace sentido todo eso sin Dios, mismo que sea una mujer que quiere integrar-me, como te hace a ti, mi amiga? Sí, me recuerdo de Camus y del dia en que dice no, límpidamente ¡no! Rebelde se torno capitolino, y lo sabemos todos que hoy diría: — ¿No, al Panteón, no! Yo vivo para siempre, estoy adonde están los dioses de la tierra, en el Eliseo en que todos quieren Ser y ser yo antes de lo ser. Yo estoy inserido y integrado en la tierra, la tierra del Tao que todos tienen ahí, en el segrego bruto.
Y yo, soy una presa del tiempo.
Tengo hambre, muchísima hambre. De eso, eso todo, del efecto mariposa en Deus y en Hella, sí, en eso; pues ella es más que todo y lo será. Una sentencia lejana y después voy a mirarte en los ojos sociales, seres y tierra legándote al primero olvido de la tarde, al primero momento de nacer.
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Ave Maria, Jessye Norman
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domingo, 8 de novembro de 2009
- MANEL D’NOVAS
Os cabo-verdianos na Holanda homenageiam, hoje, o trovador Manel d’Novas. De longe, associo-me de alma plena aos meus patrícios na Casa da Cultura, em Roterdão. Escrevi o poema O Prognosticador, a um trovador que, enquanto formos gratos e respeitarmos a memória da nação, estará sempre ligada à alma e à história da nação cabo-verdiana.
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terça-feira, 3 de novembro de 2009
- PENSAMENTO «PRIMITIVO» E MENTE «CIVILIZADA»1
A maneira de pensar dos povos a que normalmente, e erradamente, chamamos «primitivos» — chamemos-lhes antes «povos sem escrita», por que, segundo penso, este é que é o fator discriminatório entre eles e nós — tem sido interpretada de dois modos diferentes, ambos errados na minha opinião. O primeiro considera que tal pensamento é de qualidade mais grosseira do que o nosso, e na Antropologia contemporânea o exemplo que nos vem imediatamente à idéia é Malinowski. Afirmo, desde já, que tenho a maior admiração por ele, que o considero um dos maiores antropólogos e que não pretendo com esta observação diminuir-lhe a sua contribuição para o campo da ciência. Contudo, Malinowski tinha a sensação de que o pensamento do povo que estava a estudar — e, de uma maneira geral, o pensamento de todas as populações sem escrita que eram o objeto de estudo da Antropologia — era ou é determinado inteiramente pelas necessidades básicas da vida.
Se se souber que um povo, seja ele qual for, é determinado pelas necessidades mais simples da vida — encontrar subsistências, satisfazer as pulsões sexuais e assim por diante —, então está-se apto a explicar as suas instituições sociais, as suas crenças, a sua mitologia e todo o resto. Esta concepção, que se encontra muito difundida, tem geralmente, na Antropologia, a designação de funcionalismo.O outro modo de encarar o pensamento «primitivo» – em lugar de sublinhar que e um tipo de pensamento inferior, como o faz a primeira interpretação – afirma que é um tipo de pensamento fundamentalmente diferente do nosso. Esta abordagem à questão concretiza-se na obra de Lévy-Bruhl, que considerou que a diferença básica entre o pensamento «primitivo» – ponho sempre a palavra «primitivo» entre aspas – e o pensamento moderno reside em que o primeiro é completamente determinado pelas representações místicas e emocionais. Enquanto a concepção de Malinowski é utilitária, a de Lévy-Bruhl é uma concepção emocional ou afetiva.
Ora, o que eu tenho tentado mostrar é que de fato o pensamento dos povos sem escrita é (ou pode ser, em muitas circunstâncias), por um lado, um pensamento desinteressado – e isto representa uma diferença relativamente a Malinowski — e, por outro, um pensamento intelectual — o que é uma diferença em relação a Lévy-Bruhl.
in Claude Lévi-Strauss, Pensamento «Primitivo» e Mente «Civilizada», das Conferências Massey de 1977 publicadas pelas Edições 70, Lisboa, sob o título Mito e Significado (p.12-13).
Imagem: Claude Lévi-Strauss
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1 Anunciou-se a morte de Claude Lévi-Strauss, a poucos dias de completar 101 anos. Um homem de Cultura, no sentido mais nobre da palavra, e que ficará na memória da humanidade, sem o procurar.
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sábado, 5 de setembro de 2009
iuris
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