segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

LIVROS QUE MERECEM SER LIVROS

Dante Alighieri de Andrea del Castagno

LIVROS QUE MERECEM SER LIDOS

Há muito que, a pedido de alguns amigos e conhecidos amantes da leitura que tenho esta dívida de aconselhar alguns livros. O que tenho feito com prazer mas às vezes e em momentos menos próprios aparece a pergunta: «que livro devo comprar para oferecer a x, y, z ou ler nas férias». Bem, vou - em parte - desobrigar-me aqui.
Era para elencar pouco mais de uma dúzia de livros – mas, depois de ultrapassar esse número e ter descoberto a injustiça e a impossibilidade da tarefa de enunciar um número determinado de livros de leitura indispensável à formação estética, resolvi colocar aqui aqueles que me lembrasse. Não estão por nenhuma ordem particular,

Aconselho estes livros (não técnicos), que pela sua qualidade extraordinária merecem ser lidos por todos os amantes da leitura – de alguns poderei mesmo dizer quem não os leu não sabe o que é ler um bom livro –. Existe sempre a dimensão subjectiva, é verdade, mas dificilmente se deixará de amar estas obras e venerar os seus autores.

São livros tão extraordinários que me sinto quase “prisioneiro” dos seus autores; obras que tornam o exercício de escrever quase que uma nota de rodapé da história da literatura.

Somente alguns que a minha memória me permite relembrar – alguns andam perdidos na minha alma… São muitos? Talvez, mas lidos com prazer e, contrariando Humpty-Dumpty (Alice Através do Espelho, Lewis Carrol), são-no porque, neste caso, as palavras são mesmo mestre.

1. Dom Quixote de la Mancha, Miguel de Cervantes
2. Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust
3. Os Irmãos Karamazov, Dostoievski
4. Crime e Castigo, Dostoievski
5. Fome, Knut Hamsum (lembra-me, sempre, a minha pátria)
6. Ilíada, Homero
7. Odisseia, Homero
8. A Divina Comédia, Dante
9. Ulisses, James Joyce
10. Eneida, Virgílio
11. A Saga/Fuga de J B, Gonzalo Torrente Ballester (acho que vou relê-lo...)
12. Egveny Onigin, Alexander Pushkin
13. U.S.A (The 42nd Parallel, Nineteen Nineteen, The Big Money), John dos Passos
14. Guerra e Paz, Tolstoi
15. O Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley
16. O Mar da Fertilidade, Yukio Mishima
17. Absalão, Asbalão, William Faulkner
18. Notas do Subterrâneo, Dostoievski
19. Almas Mortas, Nicolai Gogol
20. A Filha do Capitão, Alexander Pushkin
21. Hamlet, W. Shakespeare
22. Doctor Faustus, Thomas Mann
23. Mil Almas, Pisemsky
24. Othelo, W. Shakespeare
25. Docktor Faustus, Goethe
26. A Vida é Sonho, Calderón de la Barca (de leitura contínua...)
27 Shidhartha, Herman Hesse
28. A Morte de Ivan Ilitch, Tolstoi (a ingratidão na sua forma mais pura)
29. Retrato do Artista Quando Jovem, James Joyce
30. As Vinhas da Ira, Steinbeck
31. A Mãe, Maximo Gorky
32. Desespero, Vladimir Nabokov
33. O Último Dia de Um Condenado, Victor Hugo
34. O Destino de Um Homem, Mikhail Sholokhov
35. Lucinda, Friedrich Schlegel
37. Platero y Yo, Juan Ramon Jimenez
38. O Violinista, Selma Lagerlöf
39. Obras Completas, Jorge Luís Borges
40. O Último dos Moicanos, James Cooper
41. Os Lusíadas, Luiz Vaz de Camões
42. Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis
43. Olhai os Lírios do Campo, Érico Verissimo
44. O Pianista, Manuel Vasquez Montalbán
45. Paradise Lost, Milton
46. Lazarillo de Tormes, Anónimo
47. Lazarillo de Tormes, H. De Luna (sequela do Lazarillo)
48. O Assassinato do Perdedor, Camilo José Cela
49. Werther, Goethe (provavelmente a obra com efeitos mais trágicos da história da literatura)
50. Rei Édipo, Sófocles
51. Crónica do Rei Pasmado, Gonzalo Torrente Ballester
52. A Casa e o Mundo, Rabindrinath Tagore
53. A Colmeia, Camilo José Cela
54. Lolita, Vladimir Nabokov
55. As I lay Dying, William Faulkner
56. Os Possessos, Dostoievski
57. A Tia Tula, Miguel de Unamuno
58. O Pescador da Islândia, Pierra Loti
59. Boris Pasternak, Doctor Zhivago
60. A Letra Escarlate, Nathaniel Hawthorne
61. A Casa de Bernarda Alba, Federico Garcia Lorca
62. Novelas Exemplares, Miguel de Cervantes
63. Um Homem Popular, Chinua Achebe
64. Three Secret Poems, Seferis
65. Tale of Legends, Seferis
66. Complete Poems, Seferis
67. Six Nights at the Acropolis, Seferis
68. A Viela de Midag, Naguib Mahfouz
69. O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde
70. O Estrangeiro, Albert Camus
71. O Inferno dos Homens Vivos, Guido da Verona
72. One Day in the Life of Ivan Denisovich, Alexander Solzhenitsyn
73. Desonra, John M. Coetzee
74. O Peregrino, John Bunyan (escrito na prisão como manifesto da consolação)
75. As Famosas Guerras da Almahumana, John Bunyan
76. Doctor Faustus, Christopher Marlowe
77. A Queda de um Anjo, Camilo Castelo Branco (aconselhável aos políticos e candidatos)
78. Primeiro Amor, Ivan Turgueniev
78. Pais e Filhos, Ivan Turgueniev
79. Os Maias, Eça de Queiroz
80. Pobre a Pedir, Raúl Brandão
81. Memorial do Convento, Saramago
82. A Cidade do Sol, Tomaso Campanela
83. Taras Bulba, Gogol
84. O Diário de um Louco, Gogol
85. Madame Bovary, Gustave Flaubert
86. Antigona, Sófocles
87. Sinais de Fogo, Jorge de Sena
88. Tio Vánia, Anton Tchekov
89. A Celestina, Fernando de Rojas
90. Para Sempre, Vergílio Ferreira
91. Grandes Esperanças, Charles Dickens
92. História da Vida de um Vagabundo, Francisco de Quevedo
93. David Coperfield, Charles Dickens
94. Anna Karenina, Tolstoi
95. O Monte dos Vendavais, Emily Bronté
96. Cristo Recrucificado, Nikos Kazantzákis
97. Cândido, Voltaire
98. As Cruzadas Vistas Pelos Árabes, Amin Malouf
99. Amada, Toni Morrison
100. Cântico, Jorge Guillén
101. Utopia, Thomas Moore
102. Os Prisioneiros, Rubem Fonseca
103. O Senhor das Moscas, William Golding
104. Poesia Completa, Carlos Drummond de Andrade
105. The Marriage of Heaven and Hell, William Blake
106. The Great Gatsby, S. Fitzgerald
107. O Jogador, Dostoiévski
108. Noites Brancas, Dostoiévski
109. Eu, Cláudio, Robert Graves
110. Leaves of Grass, Walt Witman
111. Petróleo, Pier Paolo Passolini
112. Chiquinho, Baltazar Lopes
113. O Livro do Desassossego, Bernardino Soares (Fernando Pessoa)
114. A Tia Tula, Miguel de Unamuno
107. E Tudo o Vento Levou, Margaret Mitchell
114. A Cabana do Pai Tomás. Harriet Beecher Stowe
115. Os Românticos, Nazim Hikmet
116. Terna é a Noite, Scott Fitzgerald
117. Iracema, José de Alencar
118. Vinte Canções de Amor e uma Canção Desesperada, Pablo Neruda
119. Doctor Faustus, Christopher Marlowe
120. A Oeste Nada de Novo, Enrique Maria Remarque
121. Memorial do Convento, Saramago
122. Notebook, Ludwig Wittgenstein
123. O Ano da Morte de Ricardo Reis, Saramago
124. Cem Anos de Solidão, Gabriel Garcia Marquez
125. Súplicas Atendidas, Truman Capote
126. Decameron, Giovanni Boccaccio
127. O Pregador, Erskine Caldwell
128. Animal Farm, George Orwell
129. Native Son, Richard Wright
130. Memorial de Aires, Machado de Assis
131. Qvo Vadis, Henryk Sienkiewicz
132. The Black Book, Orhan Pamuk
133. My Name is Red, Orhan Pamuk (estou a lê-lo…)
134. Prometeu Agrilhoado, Ésquilo
153. O Mito de Sisífo, Albert Camus
136. O Templo do Pavilhão Dourado, Yukio Mishima
137. O Profeta, O Jardim do Profeta e A Morte do Profeta (trilogia), Khalil Gibrain
138. Ars Amandi, Ovídio
139. Zadig, Voltaire
140. As Flores do Mal, Baudelaire
141. O Estado Impenitente da Fragilidade, D.T. Didial (João Vário)
142. O Século Primeiro Depois De Beatriz, Amin Maalouf
143. Exodus, Leon Uris
144. Prosa Completa, Jorge Luís Borges
145. O Homem Que Queria Ser Rei, Rudyard Kipling
146. Heart of Darkeness, Joseph Konrad
147. Por Quem Os Sinos Dobram, Ernest Hemingway
148. O Velho e o Mar, Ernest Hemingway
159. Chrisys, Pierre Louis
150. Orlando Furioso, Ludovico Ariosto
151. On the Road, Jack Kerouac
152. Orgulho e Preconceito, Jane Austen
153. Quem Matou Palomino Molero?, Vargas Llosa
154. O Paraíso na Outra Esquina, Vargas Llosa
155. A Espera de Godot, Samuel Becket
156. Yukio Mishima, Cavalos em Fuga
157. Agreste Matéria Mundo, José Luiz Tavares
158. De Rerum Natura, Lucrécio
159. Alice Através do Espelho, Lewis Carrol
160. O Princepezinho, Saint-Exupéry (sim, para meninos sonharem e adultos crescerem)
161. Como Água para Chocolate, Laura Esquível
  • Aconselho, ainda, a poesia de Seferis, Cavafys, Langston Hughes e todos os poetas da «Harlem Renassaince», além de Alexander Pope, Ovídio, Horácio, TS Eliot, Odysseus Elytis, Ezra Pound, Shappo, Dulce Maria Loynay del Castillo, José Marti, Baudelaire, João Vário (que, felizmente, vou descobrindo descobri graças a JL Tavares e JL Hopffer Almada), Arménio Vieira, Soyinka, José Régio, Hölderlin, Du Fu, W. Withman, Li Shangyin, Qu Yuan, Eugénio de Andrade, José Luiz Tavares, Tagore, Nazim Hikmet, Li Bai, Kalil Gibrain, Victor Hugo (sim, esse mesmo). Ah!, memória...
    Fica a promessa de, sempre que possível, compartilhar aqui alguma dessa poesia maior. Será uma forma de penitência por terem de ler a minha...

2 comentários:

Anónimo disse...

Gosto de algumas crónicas tuas, principalmente àquela sobre Amilcar Cabral, em jeito resposta ao artigo do Casemiro de Pina.
Mas, pergunto sempre para mim mesmo... Quanto é que o Brandão lançará o seu primeiro livro?
Abraços!

Virgílio Brandão disse...

Bem, livros tenho escritos - falta é a editora...

Encontra-se numa editora o meu primeiro livro: «OS IMPERADORES AFRICANOS DO IMPÉRIO ROMANO» (investigação histórica).

A minha prosa e poesia (ambas na gaveta) chegarão...

Abraço fraterno
Virgilio