quinta-feira, 27 de agosto de 2009

  • ULTIMA VERBA
Nasci na Lydia — confesso:
Quando teu nome descortinei
entre as remessas de pétalas cuninas
que nascem nas asas ramais das borboletas
um mundo seminal gerei, no teu ventre.

Desde então, peregrino só de ti,
sacrifico todos os meus momentos
no teu altar, para da genealogia ser o primeiro
e fundir teu silêncio ao logos
que me faz ser, e ser teu.

Sim, antes de ser carbono
era ápice do teu riso — ad incognitum nasci.

E anoita o céu a mão cunária,
a espera inexpiável,
o nosso Monte Cara parindo pão.
-
Imagem: Khajuraho, India

2 comentários:

Jonas disse...

Companheiro.
Tu desculpa lá a franqueza pá mas porque é que não dizes à gaja (porque é de uma dama que se trata certo?)que querer fundir o teu silêncio no logos dela duma forma que ela perceba? Deixa-te de tangas broder.

E já agora que porra é essa de seres chamado de Virgil?!! Isso é lá nome de macho!

Virgílio Brandão disse...

Ai, Jonas!
É Virgílio, peixinho. Mas como andamos no tempo de encurtar tudo...

E tu andas com a cabecinha pensadora, não é brother? Eh, eh...
:-)