quarta-feira, 26 de março de 2008

  • A «INEXPERIÊNCIA» DE BARACK OBAMA – DE ABRAHAM LINCOLM A BILL CLINTON. RACE MATTERS?

A questão da inexperiência do Senador Barack Obama parece incomodar muita gente. Inclusive Hillary Clinton. E têm razões para isso, sim têm.

Mas parece não incomodar a juventude, as pessoas dos espaços urbanos e com um nível académico e/ou cultural mais elevado. Porque será? Porque sabem onde está o futuro, onde jaze a esperança de uma América melhor – logo, de um Mundo mais justo e com mais paz. Além de uma noção da história política da América.

Barack Obama tem tentado fugir ao discurso centrado na questão racial, mas Hillary e Bill Clinton têm-no arrastado para esse terreno, pois sabem que aí perde – não ganha. Tentam confiná-lo ao gueto étnico e à uma lógica de “onda” de jovens sem tino que não sabem o que fazer com os Estados Unidos.

É, sempre, a mesma história.

A identificação étnica e racial não é bastante para se defender, com base essencialmente emocional, a candidatura de Barack Obama, é verdade. Mas isso é fácil de dizer para quem não vive na América, não para os afro-americanos.

E se a competência dos candidatos democratas é equivalente (não me parece que Barack seja inferior a Hillary em nada) tenho de conceder que «to be black matters». And it matters for those who dream of an America for all. A candidatura de Obama é a prova de que a América melhorou, mas é evidente que ainda tem um longo caminho a percorrer - e ele pode ajudar, curando as feridas pelo caminho.

Inexperiente, Obama? Experiente, Hillary? A questão do apoio à guerra no Iraque é eloquente: Hillary apoiou a guerra, Obama não. A guerra era e é injusta – pior, alguém mentiu grave e descaradamente ao povo americano e uns foram enganados; outros, não. Hillary foi enganada ou seguiu a lógica bélica de George W. Bush? Barack Obama não fez nem uma coisa nem outra.

Quem está mais preparado para defrontar McCain nas presidenciais? Neste aspecto dos destinos da guerra e da paz – é Barack Obama, sem dúvida. Não só não foi enganado como não apoiou o espírito belicoso da Administração que, nas palavras do Presidente Bush, voltaria a fazer a mesma coisa.

Não me parece que para se ser Presidente seja preciso ter a «experiência feita», não. Ninguém nasce a saber tudo, nem se chega ao poder com «a bagagem toda», pois se assim fosse falaríamos não de democracia electiva mas sim de democracia sucessória.

Isso é desculpa para – mais uma vez e de forma subliminar – dizer que Barack Obama não é capaz; que Hillary Clinton sim, é capaz. É uma inversão, inteligente – diga-se de passagem – do slogan de Barack Obama: «Yes, We can».

É dizer, de forma subliminar, ao Senador Obama: «No, You Can´t! She Can!» E se ele não «pode» somente por causa dos «afro-americanos» e da juventude (já agora – como demonstram os dados – a maioria dos eleitores urbanos mais qualificados em termos formais estão com ele), ela não «pode» por se mulher, o marido ter sido Presidente e ter mais “experiência”.

Se fizermos uma pequena comparação, por exemplo, entre a «experiência» de Barack Obama e a de Abraham Lincoln – antes de ser Presidente dos EUA – veremos que são muito (MUITO mesmo!), muito similares. Note-se que se compara experiência, nada mais. Neste aspecto quem ganha(rá) é John McCain; mas, na verdade, o que se precisa de um Presidente é muito mais do que experiência – muito mais. Que o digam George W. Bush ou Richard Nixon.

A América precisa de sangue novo, pois tem novos desafios (nomeadamente ao nível da economia, segurança social, papel geo-estratégico ao nível global – que não só militar – e as questões do Iraque, Afeganistão, Irão e Correia do Norte, ajuda aos países em desenvolvimento…) e deve ter uma nova visão.

Hillary teria, sim, o apoio do marido – mas não nos podemos esquecer de que foi a Administrarão Clinton que fez a I Guerra do Iraque (ainda que com o apoio da ONU – e da mulher…) e sujeitou o país árabe a um embargo económico terrível. Claro que sempre havia o programa «petróleo por alimentos» para alimentar a indústria americana…

Não se pode esperar muita paz com uma Administração Clinton bicéfala; aliás, o discurso de Hillary não aponta para uma retirada imediata das tropas norte-americanas do Iraque nem para o fim do conflito. Em minha opinião, a guerra de guerrilha e a instabilidade política e militar no Iraque irá continuar – seja quem for que venha a habitar a Casa Branca.

Não, não há que esperar o «momento ideal» e da «experiência» para concretizar o sonho de uma sociedade que olha as pessoas sem ver a sua cor – como sonhava o Reverendo Martin Luther King. Barack Obama pode realizar esse sonho; agora! E, para mim – por estas e outras razões que não importam agora – to be black matters.

Na lógica da falta de experiência, os Estados Unidos nunca teriam tido um Presidente como John Fitzgerald Kennedy ou Bill Clinton, pois seriam demasiado “verdes” quando se candidataram; nem Abraham Lincoln seria eleito como Presidente, pois era inexperiente: fora, como Barack Obama, legislador durante oito anos no Estado do Illinois, passaram 4 anos no Congresso e um perdeu uma eleição para o Senado (Lincoln) antes de ser eleito Presidente em 1861 e outro para um para o Congresso (Obama). Espero que a história se repita, são bons augúrios para o jovem Senador do Illinois.

Abraham Lincolm, também era «inexperiente» quando, em 1954, fez o discurso contra a escravatura em Peoria, Illinois. Era inexperiente, como Obama; como Bill Clinton, como JF Kennedy… O discurso de Barack é, em essência, como o de Abraham Lincolm: race doesn´t matter – pretende pacificar e unir o país sob um desígnio de bem-estar.

Há um factor interessante nestas eleições – e que é o do «carácter» do próximo Presidente. Por exemplo, James Carter nunca teria sido Presidente se não tivesse havido o escândalo que minou a Presidência de Richard Nixon. Depois dele os americanos quiseram um homem de família e com fortes tradições e valores morais.

Neste aspecto, a luta fratricida no seio dos democratas pode dar-lhe uma vantagem inesperada. A seu tempo deveria haver alguma contenção estratégia dos candidatos a candidatos; mas não acontecerá pois ambos querem ganhar – é neste contexto que se percebe a proposta de Hillary para uma candidatura conjunta… Se fosse americano diria que «it is not a question of race, but of who wins.»

Estamos já no pós «Bush era» e vai acontecer o mesmo que no pós Nixon. Hillary Clinton pode(rá) não ter a “vantagem” da experiência do marido nesse aspecto, e sabe isso – todos os americanos sabem disso. O que explica os ataques a Barack Obama, nomeadamente a sua relação com o Reverendo Jeremiah Wright.

Ah, e porque não Hillary Clinton como vice-Presidente? Porque tem de ser Barack Obama? Sim, porquê? Bem, é sintomático de agravo que quem falou nesta possibilidade foi a Senadora Hillary Clinton – e a resposta chegou pronta e firme: – «I am not running for vice-President. I am running to be the next President of The United States of America»

Se votasse, o meu voto seria de Barack Obama. Não porque Hillary Clinton seja menos capaz, ser branca e/ou mulher; mas porque não tenho medo do futuro, de apostar na juventude e em ideias novas. E deve-se votar em Obama "só" por ser negro? é uma palavra demasiado leve para se entender essa condição, essa realidade e o momento de realização da comunidade afro-americana que sabe ter dado um passo gigantesto em direcção à verdadeira integração. Ao longe vemos a coisas de forma diferente; não sofremos na pele a diferença...

Uma coisa é certa: se fosse afro-americano e tivesse de escolher entre um negro e um caucasiano nas mesmas circunstâncias, não pensaria dias vezes: escolheria o negro. Chamem-lhe o que quiseram, afirmative action on politics – sim. O contrário pode ser verdade, na Convenção do Partido Democrata (caso cheguem empatados ou com uma diferença diminuta de votos e os “grandes eleitores” tenham de fazer a escolha). Sim, esse(s) pode(m) ser o calcanhar de Aquiles de Barack Obama.

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8 comentários:

anna tree disse...

Creio que a opinião política de um homem é o próprio homem
Autor: Sand , George

Alex disse...

Já perguntei uma vez (noutro sítio) e volto a perguntar, agora aqui.
Ó Virgílio, explica-me lá o que é isso de "afro-americano"? Se Obama é isso, então a Hillary é o quê? EURO-americana? Não sei porquê mas nem uma coisa nem outra me soam bem ao ouvido. Aliás, ambas me soam mal, mas a primeira (afro-americano) faz-me lembrar a continuação, por outros meios (linguagem, idem), de algumas chagas que não saram, porque não deixamos. OBAMA O ESTIGMATIZADO!? A MIM BASTA-ME OBAMA, E AS SUAS IDEIAS, E O SEU CARÁCTER.

E a Condoleza Rice? O que é que ela tem de Afro-americana, que a A. Merkel, ou a M. Tatcher não tenham??

Por útlimo, deixo-te com esta novidade. Um estudo revelou que Obama só não ganhou ainda com larga vantagem porque os americanos de origem sul-americana, INTEGRADOS, não votam nele. Supreendente? Talvez não! Não há dúvida que cada um guarda bem fundo os seus fantasmas.

Abç's
ZCunha

Virgílio Brandão disse...

É, Ana, como diria Protágoras: «a soma de todas as coisas.»

Passa sempre por aqui, letter tree…

Virgilio

Virgílio Brandão disse...

Cunha…

He, he… Lembro-me sim. Já na altura te dizia e continuo a dizer: Não me agrada a diferenciação em razão da raça ou da etnia, por essa razão a expressão não me agrada, pois gosto simplesmente de americanos, europeus ou portugueses tout cour (valor, competência, humanidade são essenciais).

Entendo a pertinência da tua questão. Deverá ser objecto de conversa um dia destes.

Agora, é evidente que sabes a razão porque uns são afro-americanos, latinos, nativos… Pode até ser um eufemismo hipócrita, mas é melhor que «black» ou «nigger»… Temos de ter, mesmo quando não nos agrada expressão, o cuidado de não ferir a sensibilidade alheia – assim com a memória histórica de muitos.

Até porque o afro-americanismo foi uma reivindicação da comunidade negra norte-americana com vista à sua integrarão plena (por esta razão, já to disse, não vejo com maus olhos a concretização, ao nível da Europa, da mesma ideia: de «afro-europeus» ou «portugueses negros» ou «europeus negros»). Mas só por esta razão…

Estamos em sintonia: Obama vale pelo que é e pelo que pensa, não pela cor da sua pele; assim como Condollezza Rice, Ângela Merkel, Margareth Tatcher, Benazir Butto e Hillary Clinton valem pelo que são e pensam e não pelo seu género... Como nos diz a Anna no comentário anterior: «Creio que a opinião política de um homem é o próprio homem (Sand , George)».

Ah! Não é novidade, não... É por essa razão que Obama perdeu na Florida e no Texas, por exemplo. Tem as suas explicações; ah, tem… Sabes que existe uma taxa de incidência de casamentos inter-raciais entre negros e latinos muitíssimo baixa (residual, diria até) nos EUA?

É, tens razão – e os fantasmas votam.
Abraço fraterno
Virgílio

Anónimo disse...

Em primeiro lugar, parabéns Virgílio pelo excelente post!
Confesso que a inquietação do Cunha se devemos ou não continuar a chamar a comunidade negra norte-americana de “afro-americana”, tendo em conta que os brancos americanos não são chamados de “euro-americanos”, foi uma questão que vezes sem conta tentei equacionar. A meu ver é uma questão de difícil resolução, embora gostaria de chamá-los apenas de norte-americanos. É que temos de compreender e ter em conta que a luta contra a segregação nos E.U.A. está intimamente imbricada com uma luta em que negros norte-americanos tiveram que se refugiar muitas vezes no seu passado, na ancestralidade, num imaginário africano que lhes servia de escudo contra um Estado que não só não os reconhecia como norte-americanos, cidadãos de pleno direito, ou pior, por vezes como pessoas. Apetecia-me aqui falar de uma outra questão que é a da invisibilidade do negro norte-americano nos States, mas prefiro continuar a reflectir e prometo pegar nessa temática um dia desses.
Sobre o regresso imediato das tropas norte-americanas, prometido pelo Senador Barak Obama caso ganhe as eleições, me parece uma questão complicada e delicada, embora defendo o regresso imediato das tropas, como fez de forma exemplar o chefe do executivo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero. É que uma coisa é a campanha eleitoral, outra é ser presidente dos E.U.A, sob uma grande tensão etc., e tal, e vocês já sabem como é. Aliás, Nuno Rogério, um acérrimo defensor de Obama aqui em “terras lusas”, chamou atenção na “Super Terça-feira” de Texas de que ainda a malta não conhece metade da capacidade do Obama, pois ele leu alguns artigos desse candidato, reflexões de cunho científico sobre a constituição norte-americana entre outras temáticas, que revelam a forma sagaz e brilhante como ele coloca as questões, e num desses artigos Obama não deixa muito claro se ia ou não retirar imediatamente as tropas por ser melindrosa a situação no Iraque. Obama não é tão inexperiente como os seus adversários andam a bradar. Pelo contrário, ele é muito prudente e astuto em lidar com as questões mais complexas.
Confesso também que já estava à espera e curioso para saber como se ia fazer o jogo sujo para estancar as sucessivas vitórias do Obama (vários filmes holliwoodianos me impeliram a isso). Os ataques a esse candidato via as delegações Reverendo Jeremiah Wright foram explorados em demasia pela démarche anti-Obama nos E.U.A, principalmente pelo canal Fox. Acompanhei no youtube o início da campanha e vi a forma horrorosa e agressiva como a Fox amiúde se refere à candidatura Obama. Quanto à declaração oficial de Obama após as declarações do Rev. Wright, na minha opinião foi, é e será sempre o momento mais alto de toda essa campanha eleitoral. Ela é inteligentíssima, sincera, oportuna e histórica!
Como referiu um ex-apoiante Bush muito conhecido nos States, cujo nome agora não me lembro, foi a melhor declaração de sempre feita por um candidato à Casa Branca.
Muitos seriam os motivos para votar em Barak Obama, por exemplo uma boa parte diz que irá votar ou apoia Obama pelas ideias, pela inteligência e seu valor inquestionável. Porém outros, como Alvin Toffer, ínclito intelectual norte-americano, declarou recentemente a Mário Crespo, no Jornal das Nove na SIC Noticias, que votará em Obama não pelas ideias, mas por ele ser negro, pois isso seria uma forma de os E.U.A redimir o seu passado de difíceis relações inter-raciais, um passado, digo eu, prenhe de grande segregação, racismo e injustiça para com a comunidade negra norte-americana. Para muitos essa declaração de Toffer é racista e descabido. A meu ver, Toffer radicalizou a questão e fez-me lembrar Karl Marx em a “Crítica da Filosofia do Direito de Hegel”, quando defendera que: “Ser radical é atacar o problema em suas raízes”. Ora, pessoalmente, não me atreveria votar em Obama a partir dos argumentos de Toffer, porém compreendo muito bem onde ele queria chegar. Abraão Vicente no seu blog referiu que pela dimensão que os E.U.A têm no cenário mundial, todas as pessoas no mundo deveriam votar nessas eleições. Corroboro com a proposta do Abraão, e sem pestanejar digo que desejaria e muito votar nessas eleições, e se eu fosse norte-americano o meu voto seria para: Barak Hussein Obama.
Para uma verdadeira “era pós-Bush” só nos resta torcer pela vitória de Obama.
Aquele abraço!
Ruben.

Ariane Morais-Abreu disse...

Podem encontrar no seguinte link em traduçao francesa o discurso contra a guerra no Irak que Obama fez em 2002:

http://www.monde-diplomatique.fr/2008/04/OBAMA/15768

Mesmo se quase todos estao entusiastas com esta candidatura de um negro (jovem) a Presidência dos USA, a reserva é aconselhavel porque a batalha mais dura que Obama vai ter de ganhar, nao é contra Hillary Clinton mas sim contra as armadilhas politico-financeiras do império britanico que manipula de Londres a politica actual americana. Obama parece, do meu ponto de vista, mais um pretexto, uma isca para melhor quebrar o partido democrata em luta interna. Os republicanos podem estar tranquilos e segurados pelas manobras obscuras porque surgiu esses dias uma outra figura democrata controversa, Al Gore, um falso defensor do ambiente que é financiado pelos interessos petroindustrias e militares dos neoliberais tanto américanos como britanicos. A tela é portanto muito mais complicada do que parece! Nao devemos esquecer quem esta no poder (oficial e oficioso) nos USA, quem controla o mundo inteiro fazendo guerra e desfazendo os Estados. A frescura do Obama pode ser tanto prejudiciavel para ele como para o mundo que ele conhece muito mal como alias a grande maioria dos Américanos. Nao devemos esquecer que somos nos o tal Mundo! Se foram inteligentes e pragmaticos teriam o Obama e a Clinton uma verdadeira carta a jogar juntos. Teriamos assim alguma esperança na futura politica américana !! No caso contrario podemos temer um caos programado para os USA e o mundo globalizado...

Virgílio Brandão disse...

Ruben,

a) é normal que entendas Alvin Toffer.Todos os que alguma vez se sentiram segregados ou que se solidarizem com quem é, entendem.

O argumemento é da natureza do «by any means necessary» - como diria Malcolm X.

Lembro-me de quando li « A terceira vaga» e «O choque do futuro»... É o futuro que nos espera, que seja prenhe de realizações e de igualdade.

b) Agora, essa ideia do Abraão Vicente - é surrealista - quereria dizer que seriamos todos cidadãos dos Estados Unidos ou que de um governo global ou mundial. Além de que o peso económico e militar não pode afastar a lógica do «um homem um voto» da democracia e o princípio proximidade da cidadania.

Arrepio-me só de pensar nessa ideia...

c) Todos os norte-americanos são norte-americanos. Mas...

Sabes que o chamarem-se afro-americanos dá-lhes o estatuto de «minoria» que permite as politicas de «afirmative action».

É uma questão - de base jurídica - de política social fundamental para os mais pobres e segregados de facto por essa condição.

E quem são os mais pobres? Pois é, isso mesmo!

Sempre defendi e continuo a defender que os «portugueses negros» deveriam ter o estatuto de minoria étnica análogo ao que acontece nos EUA e ter benefícios sociais e políticos por causa dessa situação.

Não é por acaso, penso, que quandose começou a falar de «minoria étnica» para os portugueses negros que se tenha mudado o nome do ACIME para ACIDI...

Não creia, Ruben, que é coincidência porque não é!

Sabes qual foi a ideia que primeiro ACIME tentou vender à comunidade (ainda antes de o ser e de Guterres ganhar as eleições nos meados dos anos 90)? Pois, essa mesma: a necessidade de «afirmative action»...

E não era ideia só dele, não. Era do PS - que depois mudou de ideia, silenciosamente e no silêncio de quem deveria falar.

Mas isso fica para outra conversa, pois é longa...

abraço fraterno

Virgílio Brandão disse...

Ariane,

essa coisas não são tão simples como parecem.

Sabes que o Obama já declarou que numa futura administração sua Al Gore estaria na mesa para poder ter um lugar de destaque para a resoluçao do problema ambiental?

E que não exitaria «a second» em oferecer um lugar a Bill Clinton. Política...

Mas não há que temer o futuro, vai chegar na mesma - quer queiramos ou não; então o melhor é vê-lo com tranquilidade.

Dia bom