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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

iranian justice...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

  • O MAL E A INCONSCIÊNCIA EM ESTADO PURO

Quosque tandem, José Maria Neves, abutere patientia nostra? 

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

  • EU E O MEU POETA
A Constituição de 1992 constituiu uma ruptura epistemológica na compreensão do Mundo pelo cabo-verdiano; menos para os que o não votaram — digo ao meu poeta.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

  • A VERDADE DE COPENHAGEN 
Der Speigel disponibilizou uma gravação sobre as negociações de bastidores dos principais liedres mundiais na Conferência de Copenhagen sobre as alterações climáticas. Assim se vê como, realmente, se gere o Mundo e os interesses da humanidade. 

A irresponsabilidade da África do Sul, Brasil, China e India é patente, raia o absurdo. E quem se lembra das belas palavras de Lula da Silva? Públicas virtudes... e aplausos gerais para aqueles que dizem, em plebeismos, já fodeste o mundo, não é? Agora é a minha vez. A conta, pagas tu que tiveste o proveito. Sad, too sad to be true, but it is.

Imagem: Gordon Brown

terça-feira, 6 de abril de 2010

_______________________________________ OS LIMITES DA UTILIDADE

O que dizer, perante isto? Que posso dizer, eu que sou um defensor da internet como um direito fundamental de quarta geração, como um instrumento de promoção da cultura e, logo, de melhores pessoas, de seres mais humanos? Tomás de Aquino é que tinha razão: Bonum enim aliarum virtutum consistit in medio. De todo que tinha, e tem. O que me faz pensar, que o absurdo é tão presente na existência humana como a falta de amor e a ausência de bom senso.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

VOZES DE ATENTAR


O cúmulo da injustiça está em querer recompensa por realizar a justiça, Cícero.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

  • MOMENTOS DA HISTÓRIA…
Apartheid alemão Só para arianos, diz o banco

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

  • CINCO. EU, O MEU POETA, MARYLIN, DEUS E O MAL

«Uma das provas que Deus não existe é Marilyn Monroe ter-se casado com Arthur Miller» diz-me o meu poeta. E lá vou eu, de mão na cabeça, desbravar memórias.

Marilyn Monroe depois de um casamento atribulado com Joe di Maggio, casou-se com Arthur Miller, um homem cujo objectivo na vida era deixar a sua consciência na sua obra literária e não propriamente amar. Novo divórcio, é claro. A busca do amor (que é mais difícil de ser encontrado por pessoas especiais e capazes de amar) levou-a a um amor necessariamente de furna com John Fitzgerald Kennedy, a um desgosto profundo de quem sabia merecer mais do mais simples que se pode exigir: amor.

Como é que a mulher não poderia se suicidar? Um pensava que era Deus, outro que Deus não existia e o terceiro não pensava que era Deus mas mais do que Ele. Não há alma que resista. Sim – como me disse o meu poeta –, a culpa de Deus será admitir na existência pessoas boas… pois a evolução natural diz-nos que os fortes sobrevivem, e os fracos perecem; que isto está inscrito no padrão genético de cada um que procura perpetuar-se, by any means necessary.

Será por isso que muita gente confunde a bondade, o perdão, a urbanidade e a gentileza com fraqueza? Será por isso que o padrão do mal cresce a cada dia que passa, e as pessoas se tornam mais duras e desumanas (revelam-se, na verdade revelam-se)? Tudo indica que o mal vai vencer, que o humanismo e as transcendências mais não são do que formas de resistência ao mal. A final, será a natureza humana a vencer Deus (a nossa consciência e/ou inconsciência dEle), quando destruir toda a humanidade vergada sobre o fel do seu próprio mal.

Imagem: Marilyn Monroe

domingo, 28 de junho de 2009

  • A BLOGOSFERA CRIOULA E A MORTE DO DEPUTADO JOSÉ MARIA BARROS
Morreu o Deputado da nação José Maria Barros. O meu instinto, aquele que Tomás de Aquino me exorta a confiar, disse-me para silenciar-me, ver e escutar o quanto os deputados da nação são queridos e respeitados pelos escribas da terra. Os jornais nacionais fizeram, naturalmente, eco da funesta notícia, do empobrecimento da República pelo desaparecimento de um dos seus tribunos parlamentares, voz do povo que representava e obreiro do bem-estar nacional.

O que eu pensava aconteceu: os bloguistas cabo-verdianos passaram ao lado deste facto: morre um dos seus representantes, e o seu silêncio é global, ferenda, lapidar, ingrata… direi mesmo. E depois, depois quer-se ter voz política (os que o querem). Bem, se calhar eu é que estou errado e na política só contam os que estão vivos, os que estão do «nosso lado da barricada» e a dor do «adversário» não é a nossa. Mas não! A dor da família de um Deputado da nação é, também, a minha dor. As suas lágrimas são, também, as minhas – aqueles de razão de sangue e afinidade, eu de gratidão por representar o povo e fazer o que este não pode fazer.

Pelo trabalho desempenhado em prol dos interesses da nação, certamente com sacrifícios pessoais e familiares consideráveis, o Deputado José Maria Barros merecia maior atenção por quem anda atenta e/ou se diz atenta, por quem quer chamar à colação os desatentos pelas coisas da República. Até percebo que isso passe ao lado de blog´s lúdicos e análogos, mas não daqueles que são de natureza política, para-política, análogas ou de políticos ou candidatos a políticos. Isso, não! Não percebo, de todo. É impressão minha ou, na verdade, a função de Deputado da nação e a sua dimensão e importância deve ser promovida no seio da comunidade nacional – a começar por aqueles que querem ser uma voz lateral do povo? Dá que pensar!

José Maria Barros, Deputado da nação cabo-verdiana, este cidadão saúda o teu labor em prol da República! Tivesses tu nascido numa nação grata… Avé, José Maria Barros! Cumpriste o teu papel de homem bom numa sociedade republicana: deste o melhor que podias e eras capaz para o bem da República. Obrigado!

Imagem: The Ignorant Fairy, René Magritte

domingo, 21 de junho de 2009

  • A ROTA DA ESCRAVIDÃO, que não dos escravos. É que existe uma diferença substancial entre uma coisa e a outra. A memória é uma coisa preciosa, mas não é, nem deve ser, instrumento de seja o que for.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

  • MUDAMOS MAS O MUNDO GIRA E NÃO MUDA

1984, depois de ter abandonado a escola em menino, voltei a estudar. A razão, então, era simples: queria ir para a Etiópia ou o Bangladesh ajudar a multidão que morria de fome. Queria ser missionário, mas as circunstâncias da vida por vezes conspiram contra o bem e/ou a vontade de o fazer.

Hoje, de repente, amourado no meu momento de reflexão, perguntei a mim mesmo se não deveria ter ido para missionário… se não deveria ter seguido o caminho proposto pelos missionários combonianos e ter me tornado sacerdote católico. Mas não!, "pensava de forma diferente" – era protestante/evangélico, o quadro doutrinário católico agoniava-me (não no plano social, mas estritamente doutrinário) e não me sentia capaz de um sacrifício contra a natureza que o sacerdócio católico romano exigia e exige, pelo menos sem deixar de ser honesto comigo mesmo. Pensava, então, que haveria outros caminhos… estudei Direito, especializei-me em Direitos Humanos, uma forma sucedânea do sacerdócio, pensava.

Mas ha coisas que não mudam. Há alguns anos, numa entrevista à jornalista Anabela Mota Ribeiro para o DNA (suplemento semanal do jornal português Diário de Notícias), dizia-lhe que «um dia destes deixo tudo e vou para missionário». É uma tentação contínua, que me persegue – especialmente quando vou a Cabo Verde, passo por países com problemas sociais gritantes (evito viajar para essas zonas, pois ferem-me a alma de forma brutal – há anos que adio uma visita de estudo à Mauritánia e ao Sudão). Nestas alturas, como aconteceu quando estive em Luanda (lembras-te, meu bom amigo Pastor Victor Belo?) e no Brasil, sinto-me como que perseguido por Deus, empurrado às origens dos motivos da minha formação formal.

Azucrina-me, não raras vezes, essa coisa estranha que é (re)começar a estudar para uma missão e acabar noutra, substancialmente diferente: a defender criminosos e pessoas que, não raras vezes, são ingratas e que só podem se queixar de si mesmas. Eu não me queixo de nada – talvez de amar menos do que deveria ou de arriscar menos neste plano – que a existência me proporciona, pois tenho nos menos afortunados a minha referência de existência.

Cerca de 25 anos depois, o Mundo continua o mesmo espaço de desigualdades profundas que me moveram a querer certificar os meus conhecimentos e a saber mais de tudo. As mesmas questões me preocupam, agora numa perspectiva ainda mais abrangente e com uma outra percepção, o mesmo sentir me afronta... E me afronta mais ainda pelo facto de me sentir, de certo modo, violentamente contaminado por uma forma de viver que, no fundo, me indigna. Um dia, como dizia a Anabela Mota Ribeiro…

Bem, o melhor é ir escrever um poema...

Imagem: Crucifixo, de Kooning

terça-feira, 9 de junho de 2009

  • TESTEMUNHOS VIVOS DO HOLOCAUSTO
Impressiona a cara de dor destes dois homens, Bertrand Herz e Elie Wiesel, sobreviventes do Campo de Concentração de Buchenwald. Após tantos anos, a maldade sofrida, a dor, o horror, ainda é visível e manifesta nos seus rostos… e ainda há quem diga que nunca aconteceu!

Imagem: Visita de Barack Obama e a Chanceler Angela Merkel ao antigo Campo de Concentração de Buchenwald, nas proximidades de Weimar.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Aung San Suu Kyi

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Donald Rumsfeld e Shadam Hussein em Bagadad (1983)
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  • MUDAM-SE OS TEMPOS…
Tão amigos que eles eram… Donald Rumsfeld, O Bush man e Shadam Hussein – o então ditador necessário. Um morreu: enforcado por ordem de tribunal preparado pelo outro, depois de promover a invasão do seu país, e ficar ainda mais rico com o petróleo iraquiano e as obras de reconstrução do país. Agora que a galinha de ovos de ouro está a acabar (irá acabar com a Administração Obama – como foi publicamente anunciado e terá de ser: djana já cabá), tivemos a gripe das aves e, agora, a gripe suína.

E, adivinhe só quem está a ganhar milhões com estas crises gripais? Sim, isso mesmo: Donald Rumsfeld! A Empresa a que preside é dona das patentes das vacinas, para a gripe das aves, da gripe suína… e sabe lá Deus o que por aí virá a seguir. O homem, decididamente, sabe que a desgraça dos outros é a sua Fortuna. Por vezes, como agora, penso em Malthus… de certeza que adoraria conhecer Donald Rumsfeld! Seria, como se dizia no Mindelo quando eu era menino, o encontro da fome com a vontade de comer. Da ilha de Patmos: quem tem ouvidos…

Darfur, Sudão…

domingo, 17 de maio de 2009

A toda a hora o mal cresce no Mundo... e assitimos, de bancada.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

  • BERLUSCONI E O PERIGO EUROPEU
«Não vamos abrir a porta a todos, como fez a esquerda, que tem a ideia de uma sociedade multiétnica. Nós, não. Só queremos acolher acolher aqueles que reúnem as condições para obter o asilo político” – disse Silivo Berlusconi, Primeiro Ministro italiano. Fiquei estupefacto com esta afirmação de Berlusconi, sabia-o um fascista de pacotilha, um inculto, mas nunca um inculto primário, que cede as memórias da sua nação à propaganda populista e trucida babaramente a história da sua nação... e da Europa.

O que é triste é que o que Berlusconi diz não é fruto do novo fascismo italiano que ele encarna, não: é o pensamento de grande parte dos líderes europeus e parlamentares no Parlamento Europeu. A Directiva de Retorno (que foi aprovado na ausência de alguns parlamentares que se dizem defensores dos direitos dos imigrantes – como é o caso da socialista Ana Gomes) é a prova acabada deste pensamento excludente, desta aparofobia militante de grande parte dos políticos europeus e que a «crise» ajuda a sustentar e a justificar.

Berlusconi pode ser uma nulidade (só pode ser!, para dizer o que disse) na história do seu país – aquele que mais frutos deu no plano da multiculturalidade e que não tem nada a ver com a “esquerda” – mas não é um político inocente. E porque é um político inocente que recordo as palavras do Reichsmarschal Hermann Goering, Comandante da Luftwaffe (Força Aérea da Alemanha Nazi), durante os Julgamentos de Nuremberga: «Com voz ou sem ela, o povo pode sempre ser levado a submeter-se à vontade dos dirigentes. É fácil. Tudo o que se tem de fazer é dizer-lhe que está a ser atacado, e denunciar os pacifistas por falta de patriotismo e por exporem o país ao perigo». É esta a escola política de Silvio Berlusconi, Jean- Marie Le Pen e outros que seguem os seus passos, ainda que digam o contrário – a verdade é que fazem o mesmo. A vergonha de Lampedusa pode ser vista em Ceuta, Mellila, Dover...

Um dia destes vamos ver este campos de contenção de imigrantes invasores a serem instalados, além de Marrocos, em Cabo Verde e outros países africanos da costa do Mediterrâneo. O que digo não é um exercício de prognosticação; não. É mais simples e previsível das situações e que o mais comum dos mortais deve(rá) esperar. Não me admiraria nada que esse ponto viesse a ser uma das bases do Acordo Especial entre Cabo Verde e a União Europeia – um dos aspectos é segurança, logo, subsumível ao PESC: Política Europeia de Segurança Comum que justificam Schengan, Lampedusa, Mellila, a Directiva de Retorno.

A lógica de sociedade fortaleza versus sociedade de mão-de-obra fast food trará a Europa muitos mais dissabores do que se mostra capaz de prever. É um sono da razão? Talvez seja, pois como bem diz Goya: «o sono da razão engendra monstros»; digo mais: alimentámo-los. E temos alguns a caminhar entre nós. Agora, de repente, lembrei-me, de uma carta que li no outro dia: de PIO XII a Adolfo Hitler – silenciarmo-nos perante os monstros ou ignorá-los, é uma forma de os alimentar, sem dúvida. Uma Europa que quer ser campeã dos Direitos Humanos não pode tolerar fascistas e ditadores disfarsados de democratas como Silvio Berlusconi & co., nem ter as políticas de imigração que tem, pois perde toda a sua autoridade moral para apontar o dedo a Hugo Chavez, ao Castrismo, ao embargo norte-americano a Cuba (cuja indignidade os europeus fingem não existir) e outras maldades que grassam no Mundo.

Imagem: Foto da capa de uma das primeiras edições do livro A Minha Luta, de Adolfo Hitler (livro editado em tempo de grande crise...).

segunda-feira, 11 de maio de 2009

  • MOMENTOS DA HISTÓRIA
A família Romanov, assassinada por Lenine e os seus perseguidores da sociedade sem classes

terça-feira, 5 de maio de 2009

  • A PENA DE MORTE NO FEMININO
Delara Darabi, cidadã iraniana, 22 anos. Mais uma vítima da pena de morte – executada quase na clandestinidade por um crime que lhe foi imputado a prática tinha ela 17 anos. «Vamos executar a vossa filha, e não há nada que possam fazer acerca disso» – anunciou por telefone um funcionário da Prisão Central de Rasth aos pais de Delara Darabi, momentos antes de a enforcarem. Ainda pôde telefonar aos pais, e dizer:

– Oh, mãe! Vejo o nariz carrasco à minha frente. Vão executar-me. Por favor, salva-me!

A barbárie ainda resta no sistema judicial iraniano – mas não só, não só… a história de Delara Darabi parece-se com o espelho de histórias consabidas: as mulheres se sacrificam para salvar os namorados, os amantes, os maridos… Mas a natureza das coisas – para não falar da justiça real e verdadeira – não demanda o contrário? Não é suposto ser o homem a sacrificar-se pela mulher que ama ou diz amar? É. Mas aqui, ao que parece, Delara teve o destino de Eva: enganada pelo mal – com uma meia verdade, uma mentira branca. Os homens não prestam – dizia Vinicius de Moraes. A verdade é que somos uma espécie condenada a auto-extinguir-se; e, sinceramente, não sei se não é mesmo merecido o destino que vamos construindo.

Imagem: Delara Darabi, executada por enforcamento, às 07:00 de Sexta-Feira.