- O MAL E A INCONSCIÊNCIA EM ESTADO PURO
Quosque tandem, José Maria Neves, abutere patientia nostra?
Cicero discursando contra Catilina no Senado.
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
8:35:00 p.m.
4
comentários
Etiquetas: Cicero, indignação, José Maria Neves, o mal
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
1:11:00 p.m.
0
comentários
Etiquetas: denúncia, direitos humanos, indignação, politica, sociedade
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
12:24:00 a.m.
1 comentários
Etiquetas: denúncia, direitos humanos, indignação, pensamento, perplexidade, politica, sociedade
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
8:02:00 a.m.
5
comentários
Etiquetas: cultura, direitos humanos, indignação, raizes, religião, sociedade
Europe wants to be an example for the World — everyone says. But to want and to be are different things, as the nature of things and reality shows every day, as now. EU commissioners 'take home more than €1m on leaving office' – says the Parliament Magazine on line. Read it! It's about you and you taxes, your vote, your life, the people you trust the public affairs, our fair Europe.
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
10:24:00 p.m.
2
comentários
Etiquetas: agenda, cultura, direitos humanos, economia, humana conditio, indignação, justiça, natureza das coisas..., pensamento, perplexidade, politica, sociedade
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
4:04:00 a.m.
0
comentários
Etiquetas: absurdo, história, humana conditio, indignação, memórias da iniquidade, perplexidade, politica, religião, sociedade
Eleições. É ver os cartazes que andam por Lisboa e Portugal, contra aqueles que, passando por dificuldades económicas, vivem dos subsídios do Estado. É ver o CDS do Paulo Portas a gritar contra o povo subsídio dependente (toda a gente sabe do que fala, mas ninguém se atreve a dizer e a reconhecer que se trata de um discurso étnico e racialmente dirigido essencialmente contra aos ciganos e os mais pobres: um discurso racista e aporofóbico) e Manuela Ferreira Leite a seguir esse discurso com particularidades: acabar com os subsídios aos pobres para abaixar os impostos dos ricos. Pois claro: agora estamos em transição para o capitalismo pós capitalismo – os pobres que paguem a crise! – dizem os senhores da aristodemocracia politica e económica ou poliarquia em que vivemos.
No segundo quartel do Século III, havendo em Roma uma crise económica – que, como agora, já vinha de trás (desde a governação musculada do Imperium de Caracala a leviana de Eliogábalo, passando pelo condicionado de Macrino) – quem sofreu mais foi o povo e houve lugar a muita indigência, havendo então muito pobres envergonhados (pessoas antes prosperas e que a crise lançara nas ruas de Roma como indigentes). Ricos que, eles mesmos, se tinham lançado, muitos deles, no negócio da usura e fazendo concorrência a banca e tiveram problemas com os clientes – assim como a própria banca sofreu burlas «legais» que levou a que o Severo Alexandre proibisse a classe politica de se envolver nos negócios da bancários.
Mas as medidas imperiais foram mais longe: criou um sistema de apoio aos necessitados, mas havia quem não quisesse trabalhar; quem só pensasse em folgar. Severo Alexandre mandou proclamar em Roma que todos os que andassem na indigência fossem obrigados a trabalhar ou a aprender qualquer ofício; caso se recusassem a cumprir com a lei deveriam ser sujeitos à servidão – escravatura – sem necessidade de se recorrer a qualquer magistrado. Caso resistissem a ser escravos poderiam, legitimamente, ser mortos. Foi, certamente, uma forma draconiana de acabar com a indigência e, de acordo com a lei civil romana, sujeitar à servidão muitos que não tinham vontade ou eram incapazes de dirigir as suas vidas mas que não queriam morrer. Alguns países revolucionários contemporâneos (como a Cuba de Fidel e Raul Castro) têm leis análogas para a indigência – não são mortos, mas são presos, dai ser um país onde não se vêm mendigos ou pessoas confessando a sua fome (é o socialismo envergonhado).
Tenho a quase certeza de que Paulo Portas bem que desejaria aprovar uma lei dessas na Assembleia da República, e que o PSD de Manuela Ferreira Leite apoiaria tal medida legislativa – afinal, não foi ela que disse que se calhar o melhor era esqueceremos a democracia e termos a uma ditadura por seis meses (como faziam os romanos em tempo de crise)? Isso quer dizer uma coisa: suspender os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. O pior de tudo, e isso pode até parecer espantoso não o sendo, é que a maioria dos cidadãos apoiaria uma decisão de reduzir a escravidão quem não quisesse trabalhar. A teoria é arcana e a sua praxis política também: dá ao povo uma grande crise, alimenta-lhe o medo e poderás dispor da sua vontade e da sua liberdade.
E se sabem estas coisas – parecem conhecer a história da República Romana, pois fazem uma imitatio das suas políticas ou assim desejam… ao que dizem – porque não propõem uma Lei para acabar, como Severo Alexandre, com a promiscuidade entre o poder político e a banca? É que assim (i) deixaríamos de ter problemas como a da Sociedade Lusa de Negócios, o BPN, o Banco Insular e leis processuais civis e de custas judiciais para impedir o povo de aceder a Justiça (que, lembro, começaram o António Costa, o actual Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, como Ministro da Justiça…) e que beneficia a Banca, as grandes corporações, id est: os ricos e (ii) tornam o povo num exército virtualmente escravo da Banca – os cidadãos trabalham para, em grande parte, sustentar as instituições financeiras e não as suas famílias. Estamos perante uma nova forma de escravidão, de uma escravidão livre – «escravos de orelha furada», instituída por uma decisão de «livre necessidade», como diria Espinosa.
Esta aristodemocracia ou poliarquia em que vivemos – uma verdadeira nova monarquia sine nobilitas, vê o povo como um instrumento e não como o fim da política (e o bem-estar do povo é o fim de toda a polícia!). Basta vermos os políticos que, ao longo dos mandatos, enriqueceram de forma escandalosa enquanto o povo ficava cada vez mais dependente das instituições financeiras e sem capacidade de autodeterminação económica e financeira (e depois falam mal de África e/ou dos «mal governados»). Na política deve-se atar a boca do boi que debulha!, em todos os continentes, nos países «bem» e «mal» governados. E não é somente em Portugal que se quer um exército de dependentes (como novos Feudos ou Morgadios), em Cabo Verde também; por isso é que se ouvem coisas como as que se atribui ao deputado David Hoppfer Almada: de que há doutores a mais em Cabo Verde e que os filhos dos pobres deveriam ir para cursos profissionais (não creio, custa-me a crer!, que o possa ter dito no sentido em que foi veiculado – sendo certo que as palavras em si são, em qualquer sentido que sejam formuladas e tomadas, um non sense).
Mas isso, isso também não é coisa nova: Antonino Eliogábalo pensava de forma análoga e o que se atribui ao deputado David Hoppfer Almada e futuro candidato presidencial é a expressão verbal de uma prática social existente em Portugal e Cabo Verde há muito – a aristocracia académica (herdeira de práticas coloniais) e social criada e sustentada há muito (licenciados, mestres e doutores casam com licenciados, mestres e doutores; políticos com políticos; empresários com empresários ou com aqueles; os cristãos protestantes com cristãos protestantes – como ensina a doutrina cristã, e os sine titulum que sirvam de carne para canhão! Pois… que fiquem na fralda, e de fralda!). O Imperador Antonino Eliogábalo, certamente com um Hopffer Almada como assessor, pois já tinha exilado o jurista Ulpiano que não alinhava nestas coisas contra direitos fundamentais, legislou nesse sentido… Mas isso, isso fica para depois; para outras núpcias.
O poder económico, herdado ou adquirido, e a ciência de academia não podem nem devem servir como forma de opressão económica e de discriminação social – directa ou indirecta, deve servir, isso sim, para igualar o desigual (assim ensinava, e bem, Aristóteles à Nicómaco) e criar-se uma sociedade mais justa. E é por se assumir esta realidade desejada que um deputado do PAICV me disse, há uns anos, que o partido era/é um partido Social Democrata (!?). Pois será, neste sentido de Manuela Ferreira Leite e de Paulo Portas (que não da matriz política da social democracia emergente com o Estado Social de Weimar e que a República Federal da Alemanha é um dos bons exemplos) e a que José Sócrates não escapa e que se quer importar para Cabo Verde: um socialismo de gaveta, envergonhada, cega às necessidades e aos legítimos anseios dos mais pobres e ostensivamente elitista – a ter-se como certa as palavras de David Hopffer Almada – e em que os ricos são cada vez mais ricos e s pobres cada vez mais pobres e é necessário manter-se esse status quo no futuro. A economia e a educação são as formas pelas quais se controla um povo, uma sociedade; e não se pode ser inocente ao se contemplar acções e discursos dos dois lados do Atlântico.
É urgente repensar-se os conceitos de «Política» e «Democracia», e voltarmos aos sentidos etimológico e teleológico dos mesmos para se assentar no que é necessário: curar das necessidades de desenvolvimento global e estrutural do país e, em particular, dos mais pobres, fazendo com que sejam cada vez menos pobres – de bens materiais e de conhecimento – e assim construir-se uma sociedade mais coesa, próspera e solidária; é que assim, com esses discursos… assim não dá! O povo não agradece; pois «pove podê panhâ bidion, mas ka ê cego».
---- Prima forma: Liberal on line
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
10:09:00 p.m.
0
comentários
Etiquetas: denúncia, direitos humanos, indignação, liberdade, pensamento, politica, sociedade
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
4:38:00 p.m.
0
comentários
Etiquetas: direitos humanos, humana conditio, indignação, politica, sociedade
¿Qué loco sembrador anda en la noche, aventando luceros que no han de germinar nunca en la tierra? Dulce Maria Loynaz, CXXII AS MASCARAS DA MORABEZA CABO-VERDIANA E SUBTILEZAS: «O AL BINDA QUE MORRA!»
A propósito de um ser que recusa a sê-lo e que se auto-baptizou como Al Binda, pergunto a mim mesmo: como é que pessoas inteligentes conseguem o milagre de confundir a nuvem com Juno? Ausência de colírio de razão, falência de percepção, a seu tempo descortinável – quando a chuva cair. Esse Al Binda incomoda muita gente, lá isso faz – a maioria das vezes sem razão de ciência ou qualquer outra, mas incomoda; como verifiquei ao ler uma notícia sobre Abílio Duarte no A Semana on line.
Li no diário on line, um comentário de «Jorge Alberto» (um renomado e respeitado político da terra que usa este e outros nomes como máscaras para fazer desabafos políticos que não pode [!?] fazer com nome próprio – o que até compreendo; em parte…) a dizer ipsis verbis:
«Mas já não se compreende tanta monstruosidade vinda de gente portadora de uma certa cultura, mas que, a coberto de pseudómino, aproveitam para se armarem em ignorantes para conspurcar a cidadania de todos aqueles que não leram pelas suas cartilhas. É o caso do Al Binda que, uma vez desmascarado, passou a utilizar o pseudónino de Underdoglas, para continuar a passar por ignorante, e poder dizer asneiras por má-fé, quando se trata de alguém que, basta que se saiba quem ele é, para ser desmascarado como um homem culto e conhecido por muita gente da sua geração. Só não divulgo neste fórum quem é esse tal de Al Binda ou Underdoglas, porque não me compete fazer isso, visto seria um desrespeito pela privacidade dos outros. Só que a continuar assim e se a pessoa não respeita aos outros, poderá também um dia desses não merecer o nosso respeito!»
Ora, quem não respeita os outros não merece ser respeitado (e sei que o Jorge Alberto, nem que seja por razões de formação e ideológica, leu Kant e conhece os imperativos morais deste), pelo que revelar a verdade e desmascarar um sepulcro caiado e mascarado não é violação de nenhum dever. Violação de um dever moral é saber quem é que ofende, ameaça e vilipendia cidadãos que dão a cara, que não se escondem nos vãos de qualquer coisa ou raios que o parte, e muito menos em discursos velados. Mas cada um é como é, e cada um vê o que é capaz e chega para ver; nem sempre «somos a medida de todas coisas», como diria Protágoras. Nossa S´nhora d´riôla rogai por nós! Coisas da natureza – dir-me-á o meu poeta.
Sei que o Jorge Alberto, também, não gostaria que se soubesse quem ele é – naturalmente. E o Al Binda, estou certo, se soubesse quem é o Jorge Alberto há muito que o teria gritado aos quatro ventos, em particular ao zéfiro do Leste antes de uma chuva serôdia. Há cerca de um mês escrevi uma Carta Aberta a um amigo – que, por acaso, é um amigo próximo do Jorge Alberto (esse andou a veicular, acintosamente, que eu era o Al Binda) –, e, como é do meu timbre, disse-lhe o que tinha a dizer e informei-o de que iria publicar a dita carta (pois é justo que as pessoas que convivem connosco saibam por nossa voz o que dizemos e pensamos delas). Pediu-me encarecidamente para não o fazer, e acedi ao seu pedido: as minhas razões eram e são menores que os prejuízos que lhe poderia causar. O que o «Jorge Alberto» não sabe, e agora fica a saber, é que, um dia destes, terá de dizer quem é o Al Binda – num tribunal qualquer. E terá de o fazer não como «Jorge Alberto» mas com o seu nome de baptismo; coisa que, certamente, não quererá nem desejará.
Por isso, ó M.I. «Jorge Alberto», fica aqui, sem subtilezas, um desafio ao cidadão responsável que é: diga quem é o Al Binda! E se achar que sou eu (já, noutra ocasião, perguntou a um amigo comum se eu era um outro mascarado – hoje percebo porquê, pois não entendia, até há pouco tempo, essa cultura de mascrinha e os seus objectivos); diga-o! Eu, da minha parte, prometo que não revelarei a sua identidade real – de forma directa ou indirecta – e apelo a quem o saiba para, do mesmo modo, não o fazer. Agora, esta forma de fazer política no anonimato não me parece coisa muita digna – como me disse em determinada ocasião, Cícero primava pela frontalidade; e quem é político deve, tem o dever de o fazer a todo o momento.
Cícero, ó «Jorge Alberto», se vivesse hoje faria o mesmo a Catilina, não usaria o pseudónimo, não! Afinal, se fosse o Almada Negreiros – o que era merecido mesmo era um «Manifesto Anti Dantas» a esse Al Binda; sendo certo que não me parece ser merecedor de tanto. Ratos, «Jorge Alberto», matam-se com DDT (já agora, use um pouco para si mesmo, suicide essa mascara e ressuscite para a luz do dia – para a arena da política «transparente»).
E essa profilaxia social, ó «Jorge Alberto», é feita, deve ser feita, de forma adequada e com verdade por toda a sociedade, por todos nós – uns com mais responsabilidades do que outros; e no seu caso tem responsabilidades acrescidas. Pois de outro modo, tenho de fazer-lhe a mesma pergunta que o Mário Matos fez, bem, no A Semana on line: «Dondê sociedade civil?» (deve perguntar ao Primeiro Ministro e líder do PAICV, pois não foi ele que disse – a propósito da visita de Hillary Clinton a Cabo Verde – que temos uma sociedade civil forte? Ah!, cogito: será que o Mário Matos começa a discordar do líder antes do tempo programado?). Não queira, ó «Jorge Alberto», ser um desaparecido ou naufrago social, parte de «uma geração representada por um Dantas» – como dizia Almada Negreiros. Assim, o Dantas, id est, o Al Binda «que morra». Pim!
É responsabilidade sua, a de «matar» o Al Binda e ressuscitá-lo para a luz do dia (se não o fizer é, moralmente, responsável pelas ofensas e afrontas que o mesmo venha a perpetrar contra os seus concidadão). Se sou instigador e possível autor moral deste «homicídio de pessoa moral»? Sim, assumo a responsabilidade de o instigar a dizer a verdade, a limpar o porão até de si mesmo: assuma, ó «Jorge Alberto», a sua responsabilidade social nesta matéria; pois outra coisa não é de esperar da pessoa atrás do «Jorge Alberto». Pim!
Também sabemos que os Al Bindas, Underdouglas e quejandos fazem-lhe um favor político pouco descortinável mas vital, não é, ó «Jorge Alberto»? Pim! Por esta razão, não tenho muitas esperanças de que venha a dizer quem é o Al Binda e/ou o Underdouglas; pois este ainda vai fazendo alguns favores políticos (se calhar sem se aperceber de que é instrumentalizado – talvez por inconsistência política e necessidade de «dar nas vistas») a ambos os lados da barricada. Enfim: somos um país de subtilezas e nem sempre somos capazes de as entender; daí existir uma fome larvar a alastrar pela nação inteira e que não é de pão...
.
Imagem: Fernado Pessoa, Almada Negreiros
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
3:00:00 a.m.
10
comentários
Etiquetas: cultura, indignação, liberdade, natureza das coisas..., politica, sociedade
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
8:09:00 a.m.
2
comentários
Etiquetas: direitos humanos, indignação, o mal
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
11:18:00 a.m.
0
comentários
Etiquetas: indignação, o mal, politica, sociedade
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
7:57:00 a.m.
4
comentários
Etiquetas: indignação, perplexidade, politica, sociedade
SUMMA INJURIA, INGRATOS!
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
12:54:00 a.m.
6
comentários
Etiquetas: humana conditio, indignação, o mal, politica, sociedade