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domingo, 27 de dezembro de 2009

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¡Es manãna!
¿Hoy es Mañana?
Niño azul, no existe luz si no es la luz que emerge de las tinieblas.
Y yo soy el hombre negro, la luz
el hogar natural de Dios.

Imagem: Chema Madoz

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

  • ¿Que está mirando? ¿Será que es Venus Victrix y su sonrisa?…

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

  • O MEU POETA

    A diferença entre os sentimentos e as montanhas, é que estas nunca se encontram — diz o meu poeta.

    Imagem: Fallen Angel — Luis Royo (esta imagem é uma das minhas preferidas)

domingo, 6 de dezembro de 2009

  • Campeão, enfim!

É Trias, a minha alma. Mindelense, Benfica e Flamengo.

sábado, 5 de dezembro de 2009

... nenhures, onde se está, sempre.

domingo, 29 de março de 2009

  • FRAGMENTOS DE DOMINGO
Hoje comecei o meu dia com exercícios de humildade: falei com Deus, lembrei-lhe que somos amigos, e mais! Tentei ler On Galois theory from subfactors, de Eduardo R. Monteiro e Paulo R. Pinto; bem, na verdade foi uma quase-tentativa – sinto e percebo, de novo, o sentido natural da Docta Ignorantia. Procuro a Formula de Bhaskara…, o delta é igual a zero… fico aqui – o -2 é outra coisa. Lembro-me de Escoto, de Dionisio Aeropagita e Santo Anselmo, e medito um pouco sobre a natureza das coisas.

O melhor é alimentar a alma de outra forma de humildade: a beleza. Ouço Miles Davies e John Coltrane: Bye Bye Black Bird, Dear Old Stockolm, Round Midnigth, So What, Blue in Green (uma versão fantástica de A Kind of Blue)… enquanto passo os olhos sobre Estudios Sobre El Amor de José Ortega y Gasset e De Docta Ignorantia de Nicolas de Cusa. O dia está ventoso, como as tardes ruminares do Mindelo, e traz-me a memória coisas belas, de menino – não vividas, sonhadas. Ouço Hana de Wesley Westenra (persegue-me, esta música) e paro para ouvir Solange Cesarovna: Tudo Fadiga Dja Caba, Nadejda, Margarita, Ci Ca Ta Naceba… belo! E há tantas formas de beleza. – "O aghape é o maior" – diz-me o meu poeta...

O dia está mais belo, assim. Sinto-me melhor com pensamentos recorrentes – estaciono a alma e escrevo um poema (o de ontem, escapou-me). O universo dói, sempre. Só parará quando a espada de dois gumes de Miguel deixar de perseguir a luz. Assim, além de cuidados amados, lembrei Deus para não se esquecer da apokatastasis.

sábado, 28 de março de 2009

Como diz o poeta, "dói-me a cabeça e o universo…"

  • Imagem: Jenna Jameson

quarta-feira, 25 de março de 2009

  • AMANHECER NA LONGITUDE DA ALMA
Acordo, há passarinhos cantando à janela – mas não os escuto bem, oiço Porgy and Bess, de Gerswin executado magistralmente pelo Magno Miles Davies: Oh, Bess, oh where is my Bess… Leio dois poemas de Lambstring, e lembro-me de Helvius Pertinax – certamente que Lambstring conhecia os segredos de Pertinax: bela decisão, a dele. Oh, Bess, oh where is my Bess… Escrevo um poema: "A Fundação do Mundo". Compartilho-o contigo, agora. A manhã nasce, também ela, fria e frágil. It Ain´t Necessarly SoSummertime will come again – para o dia e para todos.
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Imagem: Dreams, Luis Royo

segunda-feira, 23 de março de 2009

  • O MAIOR DOS POEMAS
O dia Mundial da poesia – morreu, como morrem os dias.

Sabia disso. Assim, ignorei o dia. Mas o dia não me ignorou: teve natureza, primícias; indignei-me demais, sonhei mais. O sonho invadiu a alma, com a uma legião irmã.

Todos os dias escrevo um poema, é certo – há dias em que tenho orgasmos de poesia, multidões de poemas a brotar de mim, do meu ribeiro. O José Luíz Hoppfer Almada diz que não devo escrever poesia, pois não sou poeta; mas não sigo o seu conselho: sigo as minhas entranhas! Mas ontem foi excepção, e não escrevi poesia: pari um com dono e destino. Ontem, “dia Mundial da poesia”, limitei-me a amar a vida toda num momento, a estar tranquilo, a ler «Cartas a um Poeta» de Rainer Maria Rilke: «Nem tudo se pode aprender ou dizer, como nos querem fazer acreditar. Quase tudo o que acontece é inexprimível e se passa numa região que a palavra jamais atingiu». Aprendi – dia luminoso! Gloria Prima! Vi o poema, a alma da poesia: cotovia nocturna na curva de alma, e ela, ela sim, quedou-se muda enquanto construia a fundação do mundo. Não a escrevi – estava viva.

Eva – o ómega deste verbo. As palavras engolem mais suor que uma maratona; saudade nunca vista, sentida. Espanto. Titubeio. Perplexidade! A poesia não coisa-verbo, mais: querer ficar, esquecer o dever, abraçar o momento impossível, e sonhá-lo amanhã como o único possível. Há uma dor, um borbulhar de lágrimas na alma – queima! Eu te conheço. Eu me lembro de ti. Não te lembras de mim. Não sabes quem eu sou. Eu te conheço. Eu… te esperei a vida toda, na esquina da alma, no som do teu nome – no Éden inconstruido. Por onde segue a espera, agora?
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Ser poeta não é escrever livros. O maior dos poetas, nunca escreveu um livro. O maior dos poemas não acredita na sua beleza, não se escreve – impossível verbo é.

O dia não foi da poesia, o dia foi o maior dos poemas. Sim: A vida tem sempre razão – diz o poeta. Que terá dito Adão quando acordou, e o Mundo estava mais iluminado? Deve ter sido o primeiro poeta, e escrito o maior dos poemas – o que cifrou Deus do Mundo e tornou o homem mais livre.

Esta manhã, a minha alma grita à forma de Deus sobre a terra:

– «[…] a tua voz tem a doçura dos rios maduros, e a firmeza do oceano quando jovem; o balanço da cotovia.»

Imagem: Fair Rosamund - John Williams Waterhouse (1917)

  • Por vezes, quando menos esperamos, a vida nos enche de beleza infinita.

Imagem: Begonia boliviensis

domingo, 22 de março de 2009

  • O MEU POETA E EU

– VB, diz-me: quando é que ser bom e ser justo não se torna uma forma de iniquidade? – pergunta-me o meu poeta.

Sinto-me gráfico.

Não há logos que que chegue, não há logos que chegue – só tu: a sua genealogia repentina. No sopé dos montes, estaciono a alma, despojo-a de armas e fecundo-me de ti numa multidão de tranças inesperadas. Queria ser uma maratona – hoje, sempre.

Não, não me sinto gráfico: sou gráfico, agora – na genealogia.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

DITA–DURA DE CHUVA

Chove em Lisboa. O Mundo anda demasiado sério – desbelado mesmo… o espaço para compartilhar o bem escapa, pouco a pouco, pouco a poço, como a chuva que cai e faz o que faz e deve fazer: chora, molha e traz vida. Será por isso que procuro o belo não aí mas dentro de mim, inundado de um olhar ausente, perto-longe como a minha terra-longe?

Chove em Lisboa. Quero silêncio em toda a terra inundada e seca de amor enquanto me escuto. E o meu poeta reclama, e reclama.

Chove em Lisboa. Uma chuva fria, dolorosa até. O sol, decerto, despontará – pode tardar mas virá; de mansinho, baterá à janela e, entrando pelo meu vale quadrado, dar-me-á a sua mão. E sentar-nos-emos no planalto da hora a escutar-me.

Chove em Lisboa. Ah, e mil coisas há por fazer… agora.
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  • Imagem: Luis Royo

domingo, 28 de dezembro de 2008

O MEU POETA E AS CIRCUNSTÂNCIAS


«As circunstâncias, por vezes, conspiram contra o bem e a felicidade…» – diz-me o meu poeta.

Eu nem sei o que responder-lhe; pois, como o outro poeta, dói-me mesmo a cabeça e o universo. Mais... agora dói-me o meu amor ferido de ausência.
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  • Imagem: Ghandi trabalhando

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

  • O SEU A SEU DONO ©
Enquanto escrevia o livro «Os Imperadores Africanos do Império Romano – A Multiculturalidade no Berço da Europa» (à espera que a editora onde está ultrapasse as suas dificuldades financeiras para ser editado) precisei de ler uma catrefada de livros, alguns autênticas raridades literárias que sobreviveram a décadas e séculos de esquecimento.

Dentre estes estava um de Maurice Platnauer – The Life and Reign of the Emperor Lucius Septimius Severus, Oxford University Press, London, 1918. Foi de uma utilidade extrema, mas tinha um grave defeito de natureza. Sendo comprado – através da internet por uma amiga –, verifiquei que tinha o carimbo e a identificação viva da Biblioteca da Universidade do Oklahoma.

Comprado foi, mas tenho-o tido como "emprestado", pois é uma obra que não pode estar longe do seu lugar natural e que, em rigor, não deveria ser objecto de comércio na sua condição de obra pública e propriedade alheia. Mas foi, felizmente para mim, pois de outra forma não teria acesso à obra a não ser que o encontrasse algures numa biblioteca anglo-saxónica.

Vou devolve-lo à Universidade de Oklahoma, ao convívio de quem dele precisa(rá), às mãos e mentes ansiosas dos que estudam a memória de África. Há coisas que não devem pertencer a ninguém. Ficarei com uma cópia (é uma obra que se deve considerar do domínio público). É-me difícil, confesso, desfazer-me da posse do livro, mas por isso mesmo é que o farei.

Ao escrever estas linhas sinto-me, como africano, profundamente grato a Platnauer, assim como a Anthony Birley e a Drora Baharal (este com a sua magistral tese de doutoramento defendida na Universidade do Cairo, Egipto: Drora Baharal, Victory of Propaganda – the dynastic aspect of the Imperial propaganda of the Severi: the literary and archaeological evidence AD 193-235, Tempvs Reparatvm, Oxford, 1996) por se terem debruçado sobre a vida extraordinária de Septimius Severus, o primeiro Imperador africano do Império Romano.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

  • MEMÓRIAS DA INIQUIDADE
Ouvia, agora, Yententu Tizeleny de Miriam Makeba e não pude deixar de me lembrar de que foi há 50 anos que foi legalmente instaurado o Apartheid na África do Sul.

– Mas será, VB, que acabou mesmo?… noutras partes do Mundo, VB, o Monstro cresce – alerta-me o meu poeta, como se eu precisasse disso. Afinal, não atravesso os continentes de avião e tenho de voltar a entrar na Europa?
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Verdadeiramente gráfico, não é? Lembra-me não sei o quê... mas passando a memória pelos Aeroportos de Lisboa, Roma, Paris e Madrid sinto um déjà vu...
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  • Imagem: 1948 – oficialização do Apartheid na Africa do Sul. Sim, no mesmo ano em que a Assembleia Geral da ONU aprovou a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Pregarei no deserto, sim...

sábado, 6 de setembro de 2008

Estou a escrever, levado por uma história com alma própria. De repente resolvi fazer o contrário - ler. Bebo um whisky, fumo um cigarro negro e sigo as palavras. Paro o cansaço do ser neste poema de Wang Wei, dou-lhe de beber e, saciado, resolvi partilhá-lo.
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  • AT PARTING, Wang Wei
«I dismount from my horse and I offer you wine,
And I ask you where you are going and why.
And you answer: "I am discontent
And would rest at the foot of the southern mountain.
So give me leave and ask me no questions.
White clouds pass there without end.»
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Imagem: O Partenon, Atenas, Grécia

quarta-feira, 16 de julho de 2008

  • CAVALEIRO DA TRISTE FIGURA
Dulcineia del Toboso does not exist!
So, where are you, Don Quixote de la Mancha?

I heard you cry at the water margin´s:

Se não és, ó pomba madruga,
a alma prima do Deus da espera
és a mãe do desejo a preparar-me
o ninho recosto do meu berço voado.


Hoy, Yo no te encontro en las espaldas del tiempo... desgraciado tiempo, insensato e olvidado tiempo! Hay que meditar; sí, es verdad mi amigo. El viaje me ocupará más de una vida, pero sí no voy me volveré loco como los demás.

domingo, 29 de junho de 2008

CAMPEONES!

  • Foto: Sergio Ramos, Marcos Senna, David Villa y Fernando Torres

domingo, 22 de junho de 2008

  • SONETO DO AMOR TOTAL
Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Vinicius de Moraes

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  • Foto: Eu, Virgílio Brandão, em Lisboa. © Emílio Borges