domingo, 4 de outubro de 2009

  • OLHAI AS BARATAS…

Recebi um e-mail sobre a Lua. Tem imagens belíssimas, e vinha acompanhado da Moonlight Sonata (Sonata para Piano Nº. 14, primeiro movimento), de Beethoven. Entre as imagens, encontrei uma que levaria qualquer pessoa que nunca se tenha debruçado sobre o transpersonalismo, o antropomorfismo e interiorizado uma dignidade mais alargada do que a humana a pensar:

Até a baratas gostam de namorar ao luar…

Mas e se pensássemos que, degradando o «até», existe mais no mistério da vida do que aquilo que pensamos ser o Mundo que dominamos e, como uma praga ou um vírus letal, vamos destruindo? O certo é que se de repente explodissem umas tantas bombas nucleares, não veríamos a Lua, nem nós nem as baratas; mas elas continuariam a ter uma vantagem: sobreviveriam.

E se deixássemos de ser arrogantes, de ver o Mundo e os outros como se fôssemos anões morais? Não seria melhor se víssemos o Mundo, a nossa cidade, a nossa ilha, o nosso bairro e, acima de todo, o outro e a natureza como espaços de interdependência, de construção de uma humanidade melhor? Será que, ainda, somos capazes de nos abraçarmos de forma fraterna e, juntos, olharmos a Lua e desfolhar luz nos horizontes que ansiamos? Como dizia o Nazareno, «olhai os lírios do campo…» (ou será, como dizia Salomão, olhar os «caminhos da formiga» ou da barata, como te digo agora?) e sê sábio. Eu, cá vou tentando…
Obrigado, Gladstone…

3 comentários:

Joshua disse...

Séries que merecem ser vistas: A mãe aranha. Passa no Canal Panda.
:)

JB disse...

às tuas perguntas grito, com toda as minhas forças: sim, sim, sim! Grande post.

Abraço fraterno, Virgilio

Virgílio Brandão disse...

Joshua,
o canal Panda? Gosto mais do Animax, que está a passar uma versão digitalizada dos «Cavaleiros do Zodiaco?...
:-)

João,
Gracias!
Abraço fraterno