sexta-feira, 23 de outubro de 2009

  • A BIOGRAFIA DE CARLOS VEIGA

    Uma coisa nova em Cabo Verde, no plano do género literário
    a biografia política. A capa não é esteticamente apelativa, não se pode dizer que seja bem conseguida. Esperemos que o conteúdo o seja, pois o biografado cauciona a obra com a sua presença e intervenção no lançamento da mesma. Será isso prudente? A obra e o tempo o dirão.

6 comentários:

Amílcar Tavares disse...

Olá, meu caro.

Tirando a pose da foto -- mais virada para um cartaz de campanha de beira da estrada --, gostei da capa.

Sobre o conteúdo, é capaz de ser interessante mas levanta-me um senão: é capaz de ser eleitoralista, já que as eleições estão ao virar da esquina.

Será um livro equilibrado? Abordará o contributo que Veiga deu ao regime do partido único com o mesmo vigor com que relatará as façanhas enquanto PM? Aquele período será whitewashed?

São estas as questões que poderão dar um ar de interesse ao livro, julgo.

Um abraço.

Virgílio Brandão disse...

O problema não é tanto a foto (que nestes casos deve ser produzido, aperfeiçado, mitificado...), mas o conjunto, até a cor e a forma gráfica. A biografia autorizada de um político vivo deve, tem de ter e ser marketing direcionado.

Disse a mesmo mesmo que o problema é da minha dimensão estética, mas não consigo, mesmo criticando e contrariando a minha visão estética, de considerar a capa pouco feliz. Até pela maioria dos destinatários da obra...

Quanto ao demais, Amílcar, tenho a dizer-te que és terrivel, terrível... Poucos seremos, meu Caro, aqueles que podem dizer que nada teve a ver com o Partido único. É um problema geracional.

Até Cabral, bem vistas as coisas, teria dificulades em distanciar-se do Estado Novo (e nalguns aspectos era tão português como os nossos políticos com a nacionalidade portuguesa, mantida ou adquirida). Mas tens razão, seria (será) interessante de ler... mas, na minha opinião, sem consequencia políticas de mais.

O Armindo Murício é que poderá, agora e eventualmente, ter argumentos para voltar a dizer que os políticos e/ou os partidos cabo-verdianos são todos «filhos do mesmo PAI». Ao contrário do que dizes, não me parece que uma obra desta natureza, nesta altura, seja um benefício objectivo para Carlos Veiga.

Mas vamos ler o livro, e depois falaremos.

Abraço fraterno

Ariane Morais-Abreu disse...

C.Veiga o rosto da mudança!! De qual mudança se fala? Quem é o autor? Um mpdista ferrenho e interesseiro?!! Quel opportunisme politique de bazar!! Este presidenciavel so aparece no momento certo das eleiçoes com o sorriso amarelo e a convicçao dos privilegiados. Que nao seja mais um livro para enfeitar as prateleiras...

Virgílio Brandão disse...

Vamos ler o livro, Ariane... deve chegar a aqui em Lisboa no dia 2 de Novembro. A Paris, não sei.

:-)

Ariane Morais-Abreu disse...

Eu nao vou perder tempo em ler mais um panfleto eleitoralista, nao tenho tempo a perder com esses politicos egocentricos e obsecados que nao pensam CABO VERDE de nenhuma forma, digna, justa e equilibrada. E para quando o film sobre o "PAI da democracia"??! Que piraça! Em Paris so chegara este livro nas maos dos partisans do MPD, funciona assim desde do tempo de partido unico, o MPD nao descarta desta regra. A Isaura deslocou-se para assistir a assembleia geral da AIMF, quem soube disso, como do encontro com a comunidade? Um punhado de simpatizantes pouco democraticos, fechados e tribalistas...

Amílcar Tavares disse...

Pois é, Ariane. Acho que 95% da nossa política doméstica é de sarjeta. Não vale nada.