sábado, 20 de setembro de 2008

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  • MEMÓRIAS DE CAMISINHA

Este vídeo de sensibilização sobre os perigos da vida sexual sem protecção traz-me (muitas) boas memórias. Lembra-me uma campanha, com uns bons anitos, que andou durante algum tempo a alertar as consciências em Cabo Verde sobre os perigos do HIV/SIDA e sobre as DTS´s (Doenças Sexualmente Transmissíveis) em geral: «Sem camisinha? Não, obrigado!»

É claro que o Padre Pimenta e outros doutrinadores da terra diziam que isso não era a solução. E qual era/é então a solução? «Mais vale casar do que abrasar», como dizia S. Paulo aos Coríntios; é claro... Isto é, enquanto não se casa, a pessoa deve ser uma pessoa incompleta. Sim, isso ou isto é a solução para as dores de cabeça!

Ah, lembro-me de, depois de passar muitos anos sem ir a Cabo Verde – por razões que não vêm agora à colação – voltei à terra amada em 1992. Fui à Farmácia do Leão no Mindelo comprar preservativos, mas não tinham. Fiquei estupefacto! A funcionária também, por querer comprar camisinhas... Mandou-me ao PMI, nas bandas da Bela Vista (de onde tenho melífluas memórias de infância), pois ali davam preservativos. Assim fiz. Cheguei ao local e pedi à uma Senhora uns preservativos e ela perguntou-me:
– Quantos é que quer?
– Ah, uma caixa, por favor... – respondi.
E ela, sorrindo, volveu:
– Está bem.

Passando uns instantes deu-me uma caixa de preservativos. Se não me falha a memória tinha 250 (duzentas e cinquenta) camisinhas! Sorri e saí do local, coberto pelo olhar maroto da funcionária pública que salvou o meu dia. Se os usei? Ah, isso já é querer saber demais!

15 comentários:

Joshua disse...

Esta fez-me sorrir...

marisa fernandes disse...

achei engraçado,fez-me rir,acerca do meu melhor amigo padre pimenta quanto a opiniao dele eu sempre lhe dava razão,pois respeito-o muito,atè algumas pessoas me diziam "abô si crè padre pimenta ca tem razão bu ta dàl"mas isso è a brincar porque ele era um homem muito inteligente ,os seus argumentos todos tinham lògica...e quanto a si virgilio 250 camisinhas, ah ah ah ,tiveste tempo de as contar ah ah ah lol, o que importa è que salvou o teu dia...

Anónimo disse...

Dispense-nos de saber das revelações da tua intimidade, pois não sei porquê, consigo sentir o cheiro do machismo, característico do caboverdiano, que me provoca arrepio da sola dos pés ao meu último fio de cabelo.

Virgílio Brandão disse...

Vitamina,
imagino que sim! Deves ter perturbado alguém com esse teu riso sonoro e borbulhante...

Ah, fui visitar o teu blog! Vejo que ainda andas à volta da tua tese sobre o suicídio no Alentejo... Anseio ler esse teu trabalho!

Beijos
V.

Virgílio Brandão disse...

Marisa,
sabes, eu compartilho muito daquilo que pensava o Padre Pimenta; não tudo, naturalmente. Era um homem bom, e pensava as coisas de acordo com as luzes do seu ministério; raras vezes compreendido.

É..., foram cerca duzentas e cinquenta. Na altura nem imaginas como me ri com a situação! Se as contei... bem, neste momento, «não sei bem porquê» fiquei com uma grave falha de memória!
DNB

Virgílio Brandão disse...

Sr(a) anómino da 13:45,

a primeira coisa que tem de saber é que este espaço é um espaço de liberdade, em que todos podem dizer o que pensam, até eu!, imagine.

Lamento que não tenha percebido o sentido do meu post mas tenha sentido um aroma (gosto mais do que «cheiro», este tem um som violento, rugoso...) que não exalo, bem pelo contrário. Espero que isso, na sua perspectiva, não me faça menos cabo-verdiano... Deus me livre!, pois se for esse o caso vou procurar onde se vende esse aroma por atacado e fazer compra escandalosa (se for o caso e souber onde, diz-me, está bem?.

Agora, lamento é informá-l(o)a de que não a dispensarei de nada, nem a si nem a ninguém. Não faço fretes a ninguém. Com a minha intimidade pode muito bem sonhar saber que não saberá nada dela, pois – por enquanto, se não me der a «filoxera» – sou um gentleman que presa o que é seu ou lhe é dado. Nem mais!

De uma coisa pode ter certeza: não sou de provocar arrepios; pelo menos pelas razões que aduz. Olhe, segundo alguns entendidos rir e arrepios atrasam o envelhecimento; se assim for, tem de encontrar um machista cabo-verdiano para lhe causar alguns bons arrepios; assim poderia ficar forever young. Eu, nesse aspecto, «tô fora», como dizem os meus amigos brasileiros. Se fosse para rir, pode ter a certeza que poderia rir-se muito na minha companhia, ademais... I am sorry for you!

Abraço fraterno e «manda boca» sempre que lhe aprouver!

Anónimo disse...

Eu sei que este espaço é seu e que é livre de dizer nele o que bem entender, mas, sinceramente...!
Felizmente sei distinguir aroma de cheiro,ao que parece é que você é que não sabe, pois o machismo nunca poderá ser sentido como aroma, neeever, jamais, aliás nem é cheiro a palavra adequada, é FEDOR.
Desculpa-me meu caro, mas se estás aberto a comentários, eu também sou livre,mas o blog é seu aceite-os se quiser!
Que te dê a "filoxera" que quiseres pois o machismos que está enraízado na alma do homem caboverdiano, com ou sem "filoxera" não mudará, será quêl mê.
Meu caro, há arrepios e arrepios! E ainda bem que está fora porque de qualquer forma eu dispensaria pois o que me causaria, muito certamente, seria um envelhecimento precoce e Deus me livre!
Don`t be sorry for me because i`m feeling great!
Ah, Ah, Ah!!!
Good bye!!!!
Podes crer!
Beijufas.

Joshua disse...

Olá V.
Obrigada por passares pelo meu blog.Só faltou um comentário não é?
Bjo

Virgílio Brandão disse...

V.,
Na verdade perdi-me a ler o teu blog... e fui lendo, lendo... pois escreves coisas sobre temáticas que me interessam.

Mas não foi visita de passagem, não! Vou voltar com calma e «mandar umas bocas». Como estás a tua «adorada sobrinha»? Já te trocou pelos namoradinhos?

Ah!, fiquei interessado nessa de poderes ter um afro descendente na família...

Tenho aqui na minha mesinha de cabeceira alguns livros (que tenho alguma dificuldade em ter muito longe) e, entre John Rawls, Santiago Nino, Manuel Atienza, Marco Aurélio, Cassius Dio, Peces Barbas, Tito Lívio, John Finnis, Robert Alexy, Eugénio Bulygin, Carlos Alchourron, Ibn Al Arabi, Jurgen Habermas, Robert W. Gordon, Flávio Josefo estão A Cidade de Deus de Santo Agostinho, Historia de la Serenidad de Antonio Ballesteros, a Historiae Augustae, Cartas de Napoleão a Maria Luiza, Mil Almas de Pizemsky, o Discurso Sobre a Servidão Voluntária de La Boétie, O Crespúsculo dos Idolos de Nietzsche... Entre eles, está um livro que me lembra sempre de ti: «A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo» de Max Weber. Lembras-te? Deve ser, ainda hoje um dos teus livros preferidos. Ah, ainda «amas» os burgers do McDonalds e aquelas pizzas horrendas? :-)

Kisses

Como não estou com sono, estou à janela escutando a chuva e a ler «Así en la Tierra», de Javier Fernández de Castro, aconselho-te! E como a minha mamã está a dormir e não me pode fazer um chá, bebo um uísque.

Virgílio Brandão disse...

Senhorita, Senhorita “Anónima”..., what can I tell You?...

Como vê, é tão livre como eu – e não chamo o imperativo categórico ao caso, está, simplesmente, cá! – para dizer o que entender, mesmo usando juízos apriorísticos. Penso que me entenderá...

Não sei o que tem contra o homem cabo-verdiano (não me conte as desgraças suas ou alheias!, please, give me a breack... pois não sou Freud nem discípulo do de cujus), mas eu sou eu e não me sinto incomodado pelos seus preconceitos; isso é coisa subjectiva (ao caso do sujeito meu interlocutor anónimo[a]) e nada posso fazer sobre ou contra isso.

Oh! Deixe lá os arrepios, pois, como disse, nem estou aí! Não conheço essa forma de tremor, mas sim outra forma de temor e tremor; por isso creio...

Keep fellin great, and young!... pois isso é o que lhe desejo; e longe das vítimas dos seus preconceitos, isto é, crioulos cabo-verdianos como eu (o que será essa “coisa” denominada individualidade?...).

Já pensou em como poderá estar a ser injusta com o seu juízo generalista sobre o homem cabo-verdiano (eu não me importo, pois o que não me toca não me ofende)?

Sabe de uma coisa?... Ocorreu-me agora que é a primeira mulher a chamar-me de machista!, e por isso mereceria um prémio qualquer que não me ocorre agora; mas só diz isso porque não me conhece. Mas, de coração, perdoo-lhe – não é desculpa, não; é perdão 70x7.

Ah!, beijufas é beijos + uff(as), não é?...

Exorto-a a ter mais fé nas pessoas e a ser menos moralista; verá que, certamente, se sentirá melhor com a vida; I mean more than great, greater!

«Beijufas» parece ser uma coisa boa, por isso:
Beijufas

PS: Mas será que pode(rá) dizer à esta minha alma espantada o que foi que disse ou escrevi de tão escandaloso que a deixou tão agravada?

Joshua disse...

Dji,
Tu és mau. Essa do Max Weber custa sempre a engolir. Vê se me contactas pelo mail que te mandei porque às tantas os teus leitores ficam a saber mais sobre ti do que tu querias.hehehe...
A minha sobrinha continua minha amiga e sim já tem namorados. Este ano não conseguiu entrar para a faculadade de farmácia por uma questão de décimas.
Abracinhos,
Ana

Virgílio Brandão disse...

V.,
sempre sábia...
Ok.
Kisses

marisa fernades disse...

obrigado,dr.virgilio.continue sempre.ah fico contente por partilhares daquilo que o padre pimenta pensava.

Anónimo disse...

Estou sem tempo para te responder à altura. Me aguaaardeeee!!!!!!!Ah,Ah,Ah,Ah,Ah,Ah,Ah,Ah!!!!!!!!!

Virgílio Brandão disse...

È normal, pois é hora de «pils» na Bavária; não é?...

Just kidding... I know you work hard there.

Ah!, Estou por aqui, pois, como o(s) poeta(s), nunca tardo; e se vou, quero ficar.