quinta-feira, 17 de setembro de 2009

  • CONTRADIÇÃO
A chuva deveria ser, sempre, uma mais-valia e um prazer para o país, não é?… No Mindelo, por exemplo, as culpas das inundações são todas do Governo de José Maria Neves, segundo dizia António Monteiro (líder da UCID) ontem a noite na RCV. Pois é: o actual Primeiro Ministro é quem governa o país desde a Independência.
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É culpado, sim, de não resolver novos problemas — como as consequências das alterações climáticas na nossa estrutura geográfica, e não é somente uma questão de se respeitar a natureza e as linhas de água naturais ou de se fazer mais e melhores esgotos. É muito mais do que isso, e não é tarefa exclusiva do Governo e das autarquias locais mas de todos. Até a melhor das coisas pode se tornar num pesadelo, como a chuva numa terra seca e que ora a Deus por ela. E não vale a pena procurar culpados, pois isso levar-nos-ia longe.
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Imagem: Angelina Jolie

4 comentários:

Anónimo disse...

É,meu caro! Aperta-me o coração quando oiço as pessoa reclamarem da chuva, numa terra seca estorricada, que entristece a alma, como é o nosso S. Vicente!
Não imaginas como o meu coração rejubila-se todo quando começo a vislumbrar o despontar das ervas selvagens! O verde apazigua a minha alma. Não gosto do vermelho da terra, faz-me mal à alma!
Tenho ouvido dizer que Cabo Verde entrou novamente no ciclo de chuva. Que assim seja!E que sejam criadas condições que permita que a chuva seja encarada com uma benção e não como um pesadelo.
Namasté

Virgílio Brandão disse...

Deus te ouça! Amén.
Abraço fraterno

Amílcar Tavares disse...

Tem razão, caro Virgílio.

O nosso país não tem um plano de longo prazo onde consta uma visão do futuro, digamos daqui a 20-30 anos. Obviamente, sem planificação, se prevenção e sem antecipação, tudo torna-se mais complicado.

Nada sensatas as palavras do António Monteiro, aliás num tom característico dos partidos quando estão na Oposição: a culpa é sempre do Governo.

No geral, uma da qualidades que os nossos políticos apresentam é a capacidade de se assemelharem.

São entediantes.

Virgílio Brandão disse...

O que fazer Amílcar? A nova geração segue o mesmo caminho...

O que faremos se, um dia, tivermos uma catástrofe natural a sério?

Abraço fraterno