_______________________________________ OS LIMITES DA UTILIDADE
terça-feira, 6 de abril de 2010
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Sin sentir galopa la negrura:
Cierro los ojos y el mundo muere.
Soñé que me hechizabas en la cama
Cantabas el sonido de la luna, me besabas locamente.
(Creo que te inventé en mi mente).
Dios cae del cielo, las llamas del infierno se debilitan:
Escapan serafines y soldados de satán:
Cierro los ojos y el mundo muere.
Imaginé que volverías como dijiste,
Pero crecí y olvidé tu nombre.
(Creo que te inventé en mi mente).
Debí haber amado al pájaro de trueno, no a ti;
Al menos cuando la primavera llega ruge nuevamente.
Cierro los ojos y el mundo muere.
(Creo que te inventé en mi mente).
---- Sylvia Plath
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Etiquetas: Sylvia Plath
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domingo, 4 de abril de 2010
Era primavera, e Tibério sentia-se velho
e exilado de si mesmo.
Da Judeia, a sua mão tribunícia escreveu-lhe
espantado; um homem caminhava sobre a terra
e, como do Divus Vespasiano, se dizia dele
Amor ac deliciae generis humani com razão.
Cegos viam o Mundo todo e novo,
paralíticos andavam, mortos ressuscitavam
e, o mais espantoso de tudo: amava os homens
de verdade, dizia que era a verdade viva…
Tibério, escrevera um mandado ao Prefeito
— a dor roía-lhe! deveria saber o que lhe importava,
e pediu ao Senado para proclamar o nazareno Divus.
Na Judeia, o povo pedia a cruz para Deus.
Em Roma, o Imperador pedia o altar para Deus.
Na Judeia, os representantes do povo crucificavam Deus.
Em Roma, os representantes do povo negavam divindade a Deus.
Na Judeia, Pilatos perguntava: Quid est veritas?
Em Roma, o exilado Imperador perguntava ao Senado: É justo
negar-se a Deus o que é de Deus, o que é divino à divindade?
Gaio e Ulpiano, ainda não nascidos, escutavam-no da eternidade.
Era primavera. E Deus foi duas vezes crucificado,
em Roma e no Golgotha.
O Imperador, recebeu uma carta do Prefeito com a verdade:
— era Iesus Nazarenus Rex Iudarum!, Divi fili crucificado.
E viu a terra, toda a terra que os seus olhos abarcavam,
tremer de dor e vergonha, expandir-se e fender-se no breu.
No medo viu-a chorar a sua morte. Esta deu os seus cativos,
e ele, Pôncio Pilatos, mão forte do Império e da vergonha,
viu-os ressurrectos, caminhar sobre a terra,
sobre as pedras vermelhas e sangrentas da Judeia cativa.
Os deuses não morrem, mesmos crucificados.
Tibério Augusto descobriu o que procurava,
não estaria mais só,
não mais se sentiria Deus, como Deus.
E quando chegou a sua morte, morreu na primavera
— como Pôncio Pilatos, quando agarrou um punhal
e verteu na terra o seu sangue, como se fosse um cordeiro,
um cordeiro de Deus, inocente e digno como viu
sorrindo, olhando para ele e dizendo-lhe: — «Amo-te, Pilatos!».
As suas últimas palavras, um arrependimento:
— Quid est veritas?
Era primavera, quando nasceu o Nazareno.
Era primavera, quando Deus e os seus algozes morreram.
Era primavera, quando os deuses nasceram.
É primavera, e não sabes…
----- Virgílio Brandão
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Querido hermano:
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sexta-feira, 2 de abril de 2010
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Etiquetas: Adan y Eva, William Blake
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Sinto um vago receio prematuro.
Vou a medo na aresta do futuro,
Embebido em saudades do presente...
Saudades desta dor que em vão procuro
Do peito afugentar bem rudemente,
Devendo, ao desmaiar sobre o poente,
Cobrir-me o coração dum véu escuro!...
Porque a dor, esta falta d'harmonia,
Toda a luz desgrenhada que alumia
As almas doidamente, o céu d'agora,
Sem ela o coração é quase nada:
Um sol onde expirasse a madrugada,
Porque é só madrugada quando chora.
------ Camilo Pessanha
Imagem: Tarrafal, Nuno Pombo Costa
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quinta-feira, 1 de abril de 2010
- A RESISTÊNCIA E O LOBBY DOS LOBOS
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- PROVÉRBIOS DO INFERNO
Jamais uma águia perdeu tanto tempo como quando se dispôs a aprender com a gralha.
William Blake, O Casamento do Céu e do Inferno, (39)
Pablo Picasso, Escultor e Modelo (1931)
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quarta-feira, 31 de março de 2010
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Especialmente para um amigo (e para eventuais interessados), fica aqui publicado, em termos formais e em substancia, aquilo que se entende por um Acordo de Associação em Direito Internacional Público, nomeadamente do Direito da União Europeia e da relação desta com os seus vizinhos. Boa leitura!
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terça-feira, 30 de março de 2010
maçã redonda, polpa cheirosa,
vivo em teus beijos
elevam-se átomos,
meus braços, um abraço,
Meus pés fincados,
miro os teus olhos
desço aos teus lábios,
traqueia ardendo, saliva quente,
cama de estrelas, unhas ferindo,
Lençol de seda, tigre rugindo,
porta aberta, flauta tocando.
----- Tchalé Figueira
Imagem: Tchalé Figueira
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Etiquetas: cultura, Tchalé Figueira
"Si las puertas de la percepción se depurasen,
todo aparecería a los hombres como realmente es: infinito.
Pues el hombre se ha encerrado en sí mismo hasta ver
todas las cosas a través de las estrechas rendijas de su caverna."
William Blake, Las Bodas del Cielo y el Infierno (1793)
Imagem: O Ancião dos Dias, William Blake
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segunda-feira, 29 de março de 2010
O DIÁLOGO, A NUVEM E O AMANHÃ QUE NÃO CANTA
Imagem: Sydnei (Júlio Santos)
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- VOZES DE ATENTAR…
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domingo, 28 de março de 2010
Lembrei-me de Herodes estrangeiro,
e dos filhos de que foi prévio Ugolino
e Marco Aurélio antes do poder tornar este sábio.
Foi ludi de Adonai mostrar-lhe que somos
— a final, e segundo sonhos tetragrámicos de nós —
todos vermes e subespécies?
O meu poeta, que anda na Universidade
e está prestes a receber o título de El Eloha, diz-me:
«A beleza aspiramos de dentro de nós
mesmo quando a omnipotência retira-nos a essência
e de uma Séfora esfíngica, adormecida — apontada
como raia do mosto, heres de opróbrio da marca —,
sai a causa da crosta branca, venosa e maldita dos irmãos
mosaicos que viram a Lei antes dela chegar à tábua.»
Ah, o sal dos tempos!
A roda Maia circula nos céus, esvoaça…
Uma borboleta, antes do verme — somos.
------ Virgílio Brandão
|Exclusive Interview: Gaddafi on Obama, Israel and Iran
Read the whole Interview at TIME website
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sexta-feira, 26 de março de 2010
Mi patria es altísima.
No puedo escribir una letra sin oír
el viento que viene de su nombre.
Su forma irregular la hace más bella
porque dan deseos de formarla, de hacerla
como a un niño a quien se enseña a hablar,
a decir palabras tiernas y verdaderas,
a quien se le muestran los peligros del mundo.
Mi patria es altísima.
Por eso digo que su nombre se descompone
en millones de cosas para recordármela.
Lo he oído sonar en los caracoles incesantes.
Venía en los caballos y en los fuegos
que mis ojos han visto y admirado.
Lo traían las muchachas hermosas en la voz
y en una guitarra.
Mi patria es altísima.
No puedo imaginármela bajo el mar
o escondiéndose bajo su propia sombra.
Por eso digo que más allá del hombre,
del amor que nos dan en cucharadas,
de la presencia viva del cadáver,
está ardiendo el nombre de la patria.
--------- Oscar Acosta
Imagem: Bruegels broken clock — Konstantin Kalynovych
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quinta-feira, 25 de março de 2010
Pontius Pilate to Tiberius Caesar the Emperor, Greetings:
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quarta-feira, 24 de março de 2010
Cierro los ojos y el mundo muere;
Levanto los párpados y nace todo nuevamente.
(Creo que te inventé en mi mente).
Las estrellas salen valseando en azul y rojo,
Sin sentir galopa la negrura:
Cierro los ojos y el mundo muere.
Soñé que me hechizabas en la cama
Cantabas el sonido de la luna, me besabas locamente.
(Creo que te inventé en mi mente).
Dios cae del cielo, las llamas del infierno se debilitan:
Escapan serafines y soldados de satán:
Cierro los ojos y el mundo muere.
Imaginé que volverías como dijiste,
Pero crecí y olvidé tu nombre.
(Creo que te inventé en mi mente).
Debí haber amado al pájaro de trueno, no a ti;
Al menos cuando la primavera llega ruge nuevamente.
Cierro los ojos y el mundo muere.
(Creo que te inventé en mi mente).
---- Sylvia Plath
Imagem: Ecclesiastes I — Konstantin Kalynovych
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terça-feira, 23 de março de 2010
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segunda-feira, 22 de março de 2010
.Quando o Bem é escuso
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Todo el mundo está solo
en el corazón de la tierra
traspasada por un rayo de sol,
y pronto se hará de noche.
----- Salvatore Quasimodo
Imagen: A fúria de Rufus, Mariano Villalba
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