quarta-feira, 22 de setembro de 2010
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- A SAÚDE… E A REALIDADE
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terça-feira, 21 de setembro de 2010
- ANJOS DA SERRA
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- ESCOLHAS...
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
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sábado, 18 de setembro de 2010
- AS CONSEQUÊNCIAS DOS PRAZERES E A NUDEZ
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Vou dar de beber ao mar,
o mar da saudade que me afronta de ti.
Está sedento, coberto de sal e dor
da Noite de afrontas: o mundo está pejado
de excrementos humanos.
E o mar; é o Mar sedento…
Vou dar de beber à praia,
a praia testemunha dos gemidos do mar,
do que me afronta de ti: mundo sujo,
omnimundo pardo, venal…
Ó praia de excrementos inconscientes!,
só podes ser o que és.
Vou dar de mamar à Via Láctea
depois de parir a luz do teu beijo de tarde
e emoldurar o sonho de π
e do teu suor de chocolate de avenida curva,
ossatura prima, raiz da espera.
Na estrada, na chegada
escuto o povo que sou eu a gritar:
«Quero mais água!
Quero mais luz no meu céu…
o pão-nosso de cada dia não dado,
e o leite e o mel prometidos;
tudo o que têm os teus amores negros…»
Nunca chegarei, ó amada minha.
Se proslogionares-me à chegada, que farei
eu que só posso dar-te a água pura da tua fonte,
o leite dos teus forçados esforços,
e o mel gerado por ti nos meus olhos?
O esgoto aéreo já não tem latas…
a água que bebo mata-me em silêncio
e tenho o inferno no estômago a gritar: civilização!
----- Lisboa, 16.09.2010
Virgílio Brandão
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- PROSOPON DOS DIAS
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- PROSTITUIÇÃO INTELECTUAL OU INTELECTUAIS PROSTITUTOS?
Por não percebermos o que é ser-se “intelectual”, porque pensamos que somos todos intelectuais a partir do momento em que aprendemos algumas coisas na Escola ou na Universidade, é que viajamos sozinhos na soberba e não chegamos a melhorar o que somos e a ansiar, cada vez mais, a melhorar e saber mais e, em última análise: “aprender alguma coisa antes de morrer”, como dizia Sócrates.
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Agora, a prostituição intelectual é, pela sua natureza e em razão de quem a pratica, uma actividade perniciosa, profundamente danosa para a sociedade no seu todo: tem por base o egoísmo e por fim a subversão da realidade e não a sobrevivência pessoal ou de outrem que se encontra na raiz da prostituição (a existência “sempre” de alternativas é da ordem da fantasia de quem discursa de barriga cheia e prenhe de fantasias). E ela, prostituição intelectual, ao contrário da prostituição tout court, tem, também, uma dimensão omissiva…
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Não foi por acaso que o Imperador Alexandre Severo — a conselho de Ulpiano — punia severamente os homens de conhecimento que eram dados ao que hoje se chama “prostituição intelectual”: constituíam um perigo social, para o Estado e para a cidadania. Falamos de pessoas que sabem, mas sabem para o mal; e sabem para o mal porque usam o saber de forma amoral e instrumental; desde que sejam pagos em numerário, espécie material ou honrarias… o seu saber está disponível ao poder ou a grupos com poder ou com propensão ao poder ou a ter poder. Nestas circunstâncias o saber não consubstancia um valor mas sim um desvalor social. O que não falta no mundo são prostitutos intelectuais; assim como não faltam pobres sonhando serem abastados morgados.
Os jovens falam em valores e em ausência de valores, mas fico sempre com a percepção de que não têm consciência do sentido poliédrico do conceito de valor. Acusam os mais velhos de não transmitirem “valores” ou “modelos” aos jovens, mas parecem não ter interiorizado os valores que reclamam para os “outros” concidadãos. Um dos convidados da RTC (Ladislaz Santos; espero que ter grafado devidamente nome) falava em “nível” — no mesmo sentido de ”classe baixa”, segundo expressão de uma Ministra do presente Governo… —, sem consciência de que tal epíteto é uma forma de estigmatização da sociedade por via da estratificação qualitativa dos cidadãos em razão da sua situação social. E, pelo seu discurso, assume isso como um valor social com alguma bondade… mas se pensar bem, o que encontrará é um discurso discriminatório em razão da origem ou situação social que colide com os valores constantes dos fundamentos da nação cabo-verdiana. Isto, sim! é um paradoxo… pois a discriminação, neste sentido, seria um valor.
O debate foi, de todo, confrangedor.
Os valores não são dados, são imanentes à dada sociedade e transmitidos e apreendidos pelos cidadãos e pela comunidade globalmente considerada. Álcool, droga, prostituição e violência sempre existiram; hoje haverá mais… mas importado em virtude e termos uma sociedade mais aberta e consumista; pois também importamos valores e “modelos”, a todos os níveis! Até o modelo de Estado — e os valores que propugna — foi importado, de um prêt-à-porter de segunda linha experimental da Europa democrática. Ademais, bom seria que tivéssemos em consideração que Valor é um produto da relação do sujeito com os fundamentos da sociedade em que vive, seja ela segmentada ou universal. Não é por acaso que encontramos em Nicolai Hartmann e Max Scheler a ideia de um direito natural de “conteúdo variável”.
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
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- LA EDUCACIÓN POLÍTICA DE LA JUVENTUD AFRICANA POST-COLONIAL Y EL CONTROL DE LOS MEDIA (1)
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- PROVÉRBIOS DO INFERNO
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- OPAD-CV. A LAVAGEM DE CÉREBRO E O LIVRE DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE DAS CRIANÇAS CABO-VERDIANAS OU COMO OS CEGOS CONSEGUEM VER
------- Prima forma: Liberal on line.
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010
- VOZES DE ATENTAR
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domingo, 12 de setembro de 2010
- A «BÍBLIA PARA TODOS» OU A MORTE DA BÍBLIA E A REDUÇÃO DE DEUS
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- IRONIA OU IRONIA EX POST DE FIDEL CASTRO?
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sábado, 11 de setembro de 2010
- A CORDA DE PAGANINI
No meu sono de Epiménides
escuto o meu poeta a viver-me na dor
das manhãs do Sábado:
«Sou o universo de Bhisma;
uma coisa tão grande e abissal
que Deus é a minha marionete primeira.
E pensa Ele que a ordem das coisas
foram geradas e não criadas
pela sua dança, pela sua liberdade
de ser verbo a libertar-se da luz
dos acordes de Paganini e uma corda.
Proslogion de todas as horas à espera
de ouvidos que ouçam
a pedra que piso: também já foi amor...
Que tragicomédia! o criador
não conhece esta pena que não se curva
para a quebra.»
---- Lisboa, 11-09-2010
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Imagem: Crucifixo – de Kooning
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- VOZES DE ATENTAR
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domingo, 5 de setembro de 2010
- EU E O MEU POETA
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

- PONTIFEX MAXIMUS
Tenho-te até às entranhas
e só não sonho parir-te nos nossos sonhos
porque Sonho é terra pouca
e estarias fora de mim, ó Além do altar
do mundo, do mar de Via Láctea e Shamayim.
Oh, céus! E nós de nós…
Como queria poder dizer-te
com as vozes de El Elohim que migram de mim
quando sou teu à todas as horas
e todos os horizontes de incenso e mirra
que fenecem no langoroso ouro crepuscular
saudoso de nos ver unos.
Dias há em que tudo é mais do que perfeito:
Sou amor de um dia
do meu berço — sua manhã e entardecer…
— e tu és o dia viçoso e luz cortesã,
a alma dos meus aromas a consumir o mundo
quando morro e ressuscito por ti.
Dir-me-ão que te amo… mas não!
Que coisa pouca, amar-te!
Vou te confessar, a ti e ao Mundo todo,
o que sou, tudo o que posso ou poderei ser:
Pontifex maximus de ti!
---- Lisboa, 02-09-2010
Virgílio Brandão
Imagem: Mater — Luis Royo
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- EU E O MEU POETA
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- O MEU POETA E A OPAD-CV
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
- VOZES DE ATENTAR...
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