quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

  • A FELICIDADE DA DESRAZÃO

Na antiguidade clássica houve um período – pré ciência – em as pessoas com deficiências mentais eram consideradas «tocadas pelos deuses» e eram objecto de protecção social. Hoje, num quadro de “maioridade civilizacional”, essas pessoas são objecto de abusos afrontosos, vítimas de actos próprios de trogloditas, de exploração escandalosa da sua condição.

E, por vezes, pergunto-me se essas civilizações antigas não teriam razão. Como ontem: vendo um documentário na RTP2, em que ouvi e fui surpreendido por uma pérola de sabedoria existencial. Um jovem repórter entrevistava o Sr. Fernando Alves, portista ferrenho e conhecido a nível nacional como o «Emplastro». Do diálogo, ao caso, importa isto:
— Qual é o seu sonho? – pergunta o jovem repórter.
— O que é um sonho? – volveu o Fernando.

E não pude, de todo, deixar de pensar na velha de Voltaire…

  • Imagem: Voltaire

1 comentário:

Ariane Morais-Abreu disse...

"Bienheureux celui qui laisse entrevoir la lumière... "(par sa fêlure),ja nao me lembro de quem é!