domingo, 1 de novembro de 2009

  • ULISSES REVISITADO

    Dava a alma em tempos
    por um beijo desejado
    na noite; saltitava
    de momento em momento,
    de corpo em corpo...

    De indizível ardósia a ébano discreto
    listava os dias na alma do riso,
    na aurora dos gritos,
    na confinação da descendência em latex,
    nos corpos que ficaram nos matos,
    nas veredas selvagens,
    nos recantos ilhéus
    e na briga de ser novidade
    dos resilientes não nascidos…

    Marcava a eternidade sem voz,
    coloria o mundo
    até ser julgado pelos filhos abandonados.

    Pena-desejo: tens de ser como nós.
Imagem: Sleeping putto, Perrault

11 comentários:

Jonas disse...

Finalmente uma poesia tua duma claresa transparente meu podes crer então é assim que eu vejo a coisa resumindo:
há um tipo que tudo fazia para dar uma queca
tudo o que vinha rede era peixe, brancas, pretas, criolas, velhas, novas etc mas lá está sempre com preservativo arriscavas pouco tu lá sabes
os filhos estão no esperma abandonado e por isso só te resta também seres um espermatozóide abandonado?
Diz lá que não estou a ficar do mais cerebral ó meu irmão?
ehehehehehe
aguardo o feed back

Virgílio Brandão disse...

Dizem que miolo de cabeça de peixe faz bem, ó peixinho Jonas...

Tu tens cada uma, ó meu!
LoL

Jonas disse...

Então explica lá se fores capaz prova lá que isto da poesia não é só um monte de palavras atiradas ao acaso por uns gajos que se acham iluminados explica lá então que mensagem querias passar
não te ocorre nada tangas é o que é!

Virgílio Brandão disse...

Eu, provar?
Ai, Jonas... estás às portas de Ninive, e está sol, muito sol.
LoL

Jonas disse...

Estava meu estava mas agora estou na terra ao lado onde as gajas são boas libidinosas.

Virgílio Brandão disse...

Pois...
deixa lá as gajas, elas não fogem!
Ouve isto, pois tem a ver com a tua terra!

http://radiosonline.sapo.cv/#rcv

:-)

Jonas disse...

A minha terra? Então mas eu nasci em Lisboa mal falo criolo escrever é mentira.Essa terra que falas é a dos meus pais.
A minha terra são as gajas bro ou vais-me dizer que quando fores um velho baboso e pateta é dos programas de radio que te vais lembrar? É das gajas que te vais lembrar. Do prazer que tinhas preso naquelas coxas enquanto te esgotavas ali, do olhar delas trespaçadas por ti. O que levamos são estes momentos de prazer em que satisfazemos uma mulher.
A vida é isso, caraças. Achas que há alguma coisa melhor,mais macia que o sexo húmido de uma mulher? Deixa-te de paneleirices! Esquecer as gajas nunca! Até porque se não estou dentro delas elas estão dentro da minha cabeça.
rsrsrsrsrs

Anónimo disse...

O Jonas tem razao, mas também é verdade que esta terra está assim porque o que se mais na cabeça "é o sexo humido da mulher"! Eu sei que é dificil diria mesmo que é so para os eleitos acrescentar o util ao agradavel. Somos poucos, muitos poucos...

Jonas disse...

Mais um candidato a cromo este anónimo estou mesmo a ver. Inclui-se nos eleitos que !atenção! são poucos. Este blogue está como nunca esteve dum lado uma ministra deste lado um eleito! É obra!
Mas o anónimo tem razão é possível ser bom a empernar e a pensar! Agora vá lá anónimo explica ao dono deste blogue o truque unitário porque o gajo não faz mínima sobre o conceito.

Anónimo disse...

Nada de pressas Jonas! Tu não és um desses eleitos. Fica lá na barriga do avatar que estás bem ali!

Virgílio Brandão disse...

Eu estou sempre a aprender... venham de lá as lições. Mas atenção: boca doce deve estar limpa, para ninguém ver e saber onde andou.

:-)