segunda-feira, 23 de novembro de 2009

  • DEPUTANDO COISAS INSÓLITAS

Um arquitecto – que não deve ter lido Copérnico, Galileu e Newton – causa esta obra de arte peniana (d’pixim d’terra, sima kiis dona cantora d’pon d’mar ta pregâ n’rua d’sabe y d’diazá na mund lá ne ruas d’Caniquinha, Kraca y de Um a Dez) uma vez por dia algures por aí. Coisas imprevisíveis, dir-me-á. Talvez, talvez. Tanto como o deputado da terra da fraternidade, perdão… da morabeza! que se lembrou de que o argumento não é à força verbal e da razão mas à cadeirada – caderada, diria o ufano representante (?) da nação. Há cada peixeirada! Digo: há cada caldeirada!

Deus! O melhor é ir ler um pouco de Adolfo Bioy Casares. Mas deixo-te, a ti que me lês – como convite a acompanhar-me na leitura –, estes versos de Dante Gabriel Rossetti, citados por JL Borges no brevíssimo prólogo que escreveu para «La invención de Morel» de Adolfo Bioy Casares:

I have been here before,
But when or how 1 cannot tell:
I know the grass beyond the door,
The sweet keen smell,
The sighing sound,
the lights around the soore...

O que sei é que, daqui onde estou, deputo a cadeirada – e penso se, por razões insondáveis, o arquitecto quis afastar os homens do local a dada hora, e por isso foi criativo o bastante para ter a sua voz gráfica sempre presente e na forma (todo lá dentro, da obra!).
.
Grita-se, de forma gráfica: – «Kuidado cu kadera

Imagem: (Obrigado, Barbara B.)

2 comentários:

Et disse...

Como acho que se interessa e muito pela nossa democracia.Cv pode consultar no meu blog atranscrição ortografica de mais um episódio/cena "paralamentar" aqui:
http://kauverdianu.blogspot.com/

Virgílio Brandão disse...

Vou ver, pois estou a seguir a discussão parlamentar via RCV.

Obrigado
:-)