- MOMENTO ERÓTICO
Imagem: Shannon Stewart
Cicero discursando contra Catilina no Senado.
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Etiquetas: cultura, humana conditio, narcisismos, pensamento
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PUSHKIN E ANNA KARÉNINA DE TOLSTOI
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Etiquetas: my poetry
«Uma das provas que Deus não existe é Marilyn Monroe ter-se casado com Arthur Miller»
— diz-me o meu poeta. E lá vou eu, de mão na cabeça, desbravar memórias.Como é que a mulher não poderia se suicidar? Um pensava que era Deus, outro que Deus não existia e o terceiro não pensava que era Deus mas mais do que Ele. Não há alma que resista. Sim – como me disse o meu poeta –, a culpa de Deus será admitir na existência pessoas boas… pois a evolução natural diz-nos que os fortes sobrevivem, e os fracos perecem; que isto está inscrito no padrão genético de cada um que procura perpetuar-se, by any means necessary.
Será por isso que muita gente confunde a bondade, o perdão, a urbanidade e a gentileza com fraqueza? Será por isso que o padrão do mal cresce a cada dia que passa, e as pessoas se tornam mais duras e desumanas (revelam-se, na verdade revelam-se)? Tudo indica que o mal vai vencer, que o humanismo e as transcendências mais não são do que formas de resistência ao mal. A final, será a natureza humana a vencer Deus (a nossa consciência e/ou inconsciência dEle), quando destruir toda a humanidade vergada sobre o fel do seu próprio mal.
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Fiquei a saber, na voz da Deputada Janine Lelis: os novos juízes foram nomeados para o Supremo Tribunal de Justiça e… sem gabinetes. Como trabalham? — pergunto. Não faz mal, iis t’desenraká´s’iis midje — deverá ter pensado a tutela.
O líder da bancada do PAIC, Rui Semedo, diz que: «já há meios para se instalar o Tribunal Constitucional». Isto é, a culpa de não haver TC é, afinal de contas e do ponto de vista do PAICV, do MPD. Genial! — diria um espanhol. A Ministra da Justiça, Marisa Morais, diz que primeiro aprovam-se os nomes dos juízes, depois se fará a Portaria para os funcionários do Tribunal Constitucional e o demais… pois «já existem todos os meios». Mas que meios? Os valores aprovados no Orçamento do Estado? Ninguém perguntou, e ninguém disse.
Todos perceberam: primeiro a mobília, depois a casa. Ah! Esquecia-me (os deputados também): como foi aplicado as verbas inscritas no Orçamento de Estado para instalar, este ano que corre, o Tribunal Constitucional? Há um edifício fantasma que será o Tribunal Constitucional e ninguém sabe. Será na Praia, em São Vicente, na Assomada ou no Ribeira Brava, Nova Sintra, algures no Maio ou São Filipe? Ninguém quer saber? Nem um pouquinho de curiosidade, um b’kedim, um nikim de kuriosidad (agora é assim que se escreve, kapado!) ó nhis gent?
O MPD, ao parece, ainda continua a não estudar o discurso; a não ter uma estratégia parlamentar. A Cristina Fontes, Ministra da Defesa e da Reforma do Estado, diz coisas com sentido no que a Justiça diz respeito; até porque são evidências. Pena é não ser acompanhada por outros… media via, media via. Faz sentido o que diz.
A boa oposição (má para o poder) não pode ser, não deve ser cega, e muito menos obtusa. É um problema estrutural, ou mera falta de perspectiva? A verdade é que o país não melhorará enquanto a oposição não melhorar, não for mais incisiva e consciente da sua função. O facto de o MPD ter, neste momento, um líder que não é parlamentar dificulta-lhe a estratégia, mas não explica muita coisa.
Correndo o risco de ser injusto – e se for o caso penitencio-me e pedirei desculpas ao visado – parece-me que percebi um facto insólito: é impressão minha ou um deputado da oposição tinha a pergunta (a ser feita ao Secretário de Estado da Educação) escrita, e leu-a como mau aluno da terceira classe? A rádio tem dessas coisas… e a vida também: é um sofrimento, ouvir e não ouvir estes deputados, este Parlamento. Ó Marcelo! Marcelo…
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Acabo de ouvir algumas declarações do Manuel Veiga, Ministro da Cultura, no programa Ao Sábado da RCV. E teve uma ideia maravilhosa: leiloar o dia Nacional de Cultura — a ilha, isto é a Câmara Municipal, que der mais, ganha. Deus! E depois acrescenta que a cultura é de todo o país, e que algumas ilhas não dispoem de condições necessárias para acolher as celebrações do Dia Nacional da Cultura. Mas, não é ao Governo de que faz parte que deve(ria) criar essas condições, desenvolvendo e promovendo o desenvolvimento das ilhas? O que devo dizer? No comments! At all.
Ah, parece que — pela forma como fala — o Ministro da Cultura não se considera remodelável. Depois se verá, a semana e o novo ciclo ainda não começou — acho e diz-me o meu oráculo. Será que o Ministro da Cultura pensa que o povo é pateta, que não ouve, não vê e não fala? Não creio, e isso é que me espanta ainda mais: o silêncio tumular, a falta de reacção — de muitos e demasiados.
A oposição não pode limitar-se a mudar de líder, e ficar na mesma: adormecida. Não pode, não.
Imagem: Salvador Dali
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A produção da cultura cabo-verdiana encontra-se espartilhada, infelizmente, na música e nalgumas manifestações de arte folclórica ou de artesanato para estrangeiro ver e comprar — e os artistas verdadeiros, por não servem como “verdadeiros artistas”, ficam na sombra. Mas, mais do que isso, algumas manifestações culturais imanentes não crescem para além do marketing do tradicional sabe k’cagá, da visibilidade dos media ou de lobbyes instalados que, no plano da literatura, por exemplo, só conseguem ver algumas figuras da escola claridosa (alimentando um saudosismo clássico que os remete à meras relíquias do passado), e do movimento Pro Cultura e autores da sua esfera de influência que, aos poucos, constroem um admirável mundo novo que sonham, há muito, substituir o movimento da Claridade. E o ALUPEC é um dos instrumentos principais para se alcançar tal objectivo.
O que, em verdade, tem cristalizado novas formas de ver e de entender a diversidade da alma literária cabo-verdiana que, ao contrário do se quer fazer crer, está para além dos claridosos e pós claridosos e do movimento Pro Cultura e seus filhos — como uma espécie de ruptura com o passado, tendo pelo meio Germano Almeida como referência de um romancear novo e um alvo a abater — pois o mundo e a realidade cultural cabo-verdiana é, hoje por hoje, não a de «um meio pequeno» mas a de um mundo global que muitos não querem ver e, em verdade, anseiam confinar a nação numas trevas esclarecidas ou iluminadas.
É uma tensão que existe — muitas vezes não de literatura ou de cultura literária em si e por si, mas de origem geográfica ou meio social integrante do actor cultural — há muito e que a emergência de uma língua tecnicamente confinada a um grupo que a pariu e apadrinha há muito abre, com a sua «legalização», portas para a superação quantitativa dos claridosos e a consagração de um novo nativismo nacionalista e que se expressará na língua materna em forma do ALUPEC. O prémio literário Pedro Cardoso aparece nesse contexto, sem surpresas.
O Ministro da Cultura ouviu as críticas sobre as omissões do seu Ministério no ano passado, e criou uma bolsa ad hoc e com o nome de concurso literário. By the book, absolutamente. Eu até que, sem fazer de oráculo, consigo imaginar quem sugeriu o nome do patrono do prémio… Só faltou o Manuel Veiga, o Ministro da Cultura, ter concorrido e ganho o prémio com o livro que apresentou Dia Nacional da Cultura – certamente que financiado pelo fundo de promoção do ALUPEC/Ak…
Espanta-me, confesso, o silêncio sobre estas matérias que estão patentes há muito e que, ao que parece, ninguém quer ver. Se houvesse um índice de liberdade intelectual e cultural em Cabo Verde talvez fosse possível tirar algumas ilações como as que se podem tirar sobre a liberdade de imprensa e política nesta questão da língua cabo-verdiana — não é preciso ninguém vir do exterior para nos dizer o que está bem e o que está mal.
E ocorre-me, agora, uma pergunta: Com tantos cientistas em Cabo Verde, não é hora de começarem a mostrar a ciência que são capazes de produzir, começarem a dizer o que se passa no país? Coisas como, por exemplo, (i) qual é taxa de desemprego real no país, e porquê é que tal é vista como um «dado normal»; (ii) porque as artes não são promovidas como ciência; (iii) porque o circuito da cultura é, quase, sempre a mesma, dos mesmos e para os mesmos; (iv) porque proliferam as universidades privadas, que vão assumindo a função do Estado, numa sociedade onde o acesso ao ensino público deveria ser universal e gratuito; (v) porque os lugares das instituições ligadas ao Estado, directa ou indirectamente, estão sob direcção de dirigentes partidários do presente ou do passado... & etc.
Estamos perante um dado cultural, ou será que, também aqui, estamos perante as cadeias partidárias — a ciência ao serviço da política e não da sociedade? Pergunta retórica? Talvez, talvez…
Imagem: Mariah Carey
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Etiquetas: cultura, perplexidade, politica, sociedade
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Etiquetas: cultura, vozes de atentar...
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Etiquetas: cultura, direitos humanos, indignação, raizes, religião, sociedade
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Etiquetas: cultura, erotic moment, humana conditio, o belo
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A musculatura do pavimento pélvico é responsável pela sustentação dos órgãos pélvicos e pela continência urinária e fecal; alterações na pelve podem levar a alterações posturais, prolapsos genitais, dores e disfunções sexuais.
Incontinência Urinária: A Incontinência Urinária é a perda involuntária de urina. 18 a 30% da população feminina com mais de 40 anos sofre desta patologia e a sua incidência nas mulheres mais jovens tem aumentado consideravelmente. Por acharem constrangedor ou por pensarem ser uma evolução normal da idade infelizmente são poucas as mulheres que relatam aos seus médicos a presença desta doença. A incontinência urinária leva a problemas sociais, psicológicos e de higiene, afectando a qualidade de vida destas mulheres; é uma das principais causas de internamento em lares pelo incómodo causado aos familiares.
O objectivo desta palestra é informar o modo de tratar estas patologias e obter melhor qualidade de vida, como prevenir eficazmente patologias do pavimento pélvico.
Participação por inscrição com a Associação Ser Inteiro — Plataforma Transdisciplinar, Consultoria e Formação 214 075 993 - 914 523 064 - 967 551 176 — siplataforma@gmail.com - http://www.serinteiro.com/
INFORMAÇÃO, MELHOR PREVENÇÃO, MAIS SAÚDE!
Imagem: Lola Luv
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Etiquetas: cultura, direitos humanos, saúde, sociedade
Bernard Kouchner, disse em entrevista ao Le Figaro que os afegãos «deverão se entender»… Pois é, mas não é isso que a União Europeia e os Estados Unidos da América andam a tentar há anos? Será que é tempo de lembrar-se o que Luís XVI dizia a Turgot : «Não se pode obrigar um povo a ser feliz». Mas pode-se fazer feliz os poderosos, isso sim.
Bernard Kouchner, Ministro dos Negócios Estrangeiros da França, tem uma perspectiva muito interessante do Direito internacional, e por vezes aparece com tiradas surpreendentes, como no caso da extradição de Roman Polansky, em que anunciou que «iria escrever», em conjunto com o seu homólogo da Polónia, Radoslaw Sikorski, à Hillary Clinton para pedir a libertação do realizador de nacionalidade francesa e de origem polaca. Como se a secretária de Estado norte-americana mandasse no sistema judicial suíço ou estado-unidense.
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A fome, René Magritte
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A Judith Gautier
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Etiquetas: cultura, vozes de atentar...
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Etiquetas: cultura, dicta catonis
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Etiquetas: cultura, direitos humanos, humana conditio, o meu poeta, politica, sociedade
“A ti, Lázaro, me dirijo. Falo-te, porém não sei se me ouves; invoco quando deve haver de levantado na tua alma e a incerteza do teu olhar apenas me dá a impressão fria da caligem que envolve a tua inteligência, da miséria em que se empocilga a tua triste existência moral. Fisicamente, eu sei, existes: bem te vejo curvado sob a mó de um labutar esmagador, investindo com quanto há de tempestuoso na adversidade para que não falte o pão na boca dos teus filhos. Moralmente, porém, não oiço a tua voz no concerto das vontades orientadas na disciplina e fortalecidas na união.
Vítima da dissolução do meio em que fadejas, pessoa civil sem valor real; força política sem consciência de direitos; dizer-te vivo é caluniar a tua incapacidade cívica e intelectual.
Tua sombra hesitante, eu a enxergo dentro da escura nulidade a que te reduziu o desmarcado egoísmo dos últimos degenerados da nossa orgia administrativa. O que têm feito, por ti, esses que, com proficuidade, podem exercer benéfica acção moral e política? Quando é que para elevar o teu nível moral ou económico sacrificam, eles, a mínima parcela do seu tempo ou do seu dinheiro? Quando é que se deixaram de abusar da tua ignorância? Quando foi que eles viram, na política, não um meio de fazer frutificar habilidades em proveito próprio, mas uma força de fazer progredir povos?
A tua classe preponderante não é um elemento de acção política; não é uma engrenagem do progresso; é uma das faces mais ridículas do egoísmo. “Cumpre, pois, irmão, o dever iniludível de exercer os teus direitos políticos. “Educa-te; une-te; disciplina-te; se associares o teu trabalho ao trabalho dos outros, de muitos, quando não possa ser de todos; trabalharás muito menos e lucrarás muito mais... Porque a riqueza de um, meu amigo, é, quase sempre conseguida à custa da miséria de muitos...”
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Imagem: Luís Royo
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Laguna Véneziana, Jean Louis Grig
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