domingo, 19 de outubro de 2008

Diz-me o meu poeta:
– Não me masturbem a alma! Amanhã está cansado; eu não.

  • Imagem: Femme qui rêve a Venice, Pablo Picasso, 1900

4 comentários:

Joshua disse...

Que raio queres tu dizer com esta frase? Tu e o teu poeta? Cá para mim é só uma desculpa para fazer de conta que falas de sexo. Confesso no entanto que sou supeita. A poesia e os poetas sempre me enervaram. Tirando o Fernando Pessoa, Florbela ou Mário de Sá Carneiro não sou apreciadora do género. Abro no entanto uma excepção ao soneto do William que postaste antes...Mas voltando à vaca fria...que raio querias tu dizer com aquela frase?

Virgílio Brandão disse...

Ah, ah...
Vou ter de perguntar ao meu poeta; entretanto, pensa. Mas se leres a segunda parte, chegarás lá - seguindo o mesmo caminho que eu. Mas isso, é o que penso (segredo), não o que, forçosamente, o meu poeta quiz dizer.

Ah, e não creio que (na altura) estivesse a pensar em sexo, não...

Eu, fazer de conta? Oh, ceús! Agora o meu poeta..

Ah, o XLVII do William!

Joshua disse...

Amigo, pensar já pensei. Se penso mais um bocadinho já não é masturbação é violação! E continuo sem perceber patavina. Desconfio que tu também não fazes a mínima...ninanina.

Virgílio Brandão disse...

Desconfias mal, lá dirá o meu poeta.

Se percebêssemos tudo, onde estaria o prazer de pensar? Afinal, o que importa é a caminhada e não destino em si, não é Joshua?

Ah, e não te preocupes... auto violação intelectual é do âmbito do nullum crimem sine lege previa.

A Pata Vina, não ajuda e o Nina - diz-me o meu poeta - fechou há já algum tempo... desertou o Chiado e agora só mesmo em Viena.

E não penses demais, pois podes chegar à conclusões apressadas. Eh, eh