quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa... ”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim! ... ”
Florbela Espanca

4 comentários:

Joshua disse...

Fanatismo. Uma boa escolha.

Virgílio Brandão disse...

Faz bem à alma, não faz Joshua?

E depois dizem que fanatismo não presta. Um dia, perante isso, uma mulher disse ao meu poeta:

- o que tens não é paixão, é ..chão.

Coitado, ficou com a alma em pedaços. As mulheres têm cada coisa, não achas?

Joshua disse...

Olha não sei bem o que te diga...Como se já não bastasse não perceber nada do que o teu poeta diz agora também não percebo nada do que dizem as mulheres do teu poeta...
Começo a ficar um bocadinho traumatizada com este blog...:)

Virgílio Brandão disse...

Joshua, olha que não pago contas de psicólogos e quejandos...

Isso é que era belo!

Se notares bem verás que o meu poeta é fácil de ser entendido; já as «mulheres» do meu poeta...

:-)