sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

  • «COMPLEXO DE ELECTRA». Ó POVO, RECLAME JUSTIÇA!

Há uma coisa que não entendo, «faz-me espécie» – como diz o bom povo: porquê é que as pessoas lesadas pela ELECTRA, pelo reiterado incumprimento do contrato de fornecimento de energia e com danos emergentes (e lucros cessantes, no que concerne às empresas) consideráveis, não processam a empresa em sede de responsabilidade civil contratual e extracontratual? Sim, porquê?...

Isso de irem até às portas da ELECTRA e não serem recebidas por ninguém (ainda que fossem, os danos já se verificaram...) é chover no molhado. Existem os tribunais e o povo deve confiar neles, pedir-lhes amparo para as suas desgraças e a sua reparação. Por isso é que o Estado é de Direito e não «da Joana», sabiam?...

Se não têm possibilidades de custear o pleito, que se dirijam às Casas de Direito e/ou à Ordem dos Advogados de Cabo Verde e peçam um Advogado – o Estado tem o dever de custear um, não é favor nenhum que faz – e avancem, com coragem, sem medos; a razão e o Direito estão, manifestamente, do Vosso lado. Medo é coisa do passado e, não se esqueçam: o direito é como a fé – sem obras é morta.

Apetece-me perguntar: por onde anda a ADECO? Tem aqui, certamente, matéria para mostrar a sua natureza aos cidadãos cabo-verdianos. Já não chega de acrescentar basta!... à mais basta? O cidadão deve dar um murro na mesa, já que o Governo não o faz.

O povo é sereno, mas não é parvo! E nem deve tolerar que façam passar por isso. Ó povo, deixai de pregar no deserto! Ide à Casa da Justiça e tê-la-ás. «Buscai e achareis» – diz o meu Mestre.
Viver o continuum da consumação do «Complexo de Electra» é, deve ser, fodido.

  • Imagem: Carmen Electra

13 comentários:

Anónimo disse...

Senhor Dr., afinal que palavra é esta de terminar este seu escrito,ahn?! Já não há respeito?!
Loool

Virgílio Brandão disse...

Anónimo das 17:23:00:
«As palavra são como as nozes» – às vezes são maravilhosas, outras, amargas...

Se, como nos diz o «complexo de Édipo» (matou o pai e casou com a mãe – em casamento devidamente consumado...) as coisas são o que são; não é muito menos no «complexo de Electra»; só que a mãe é a nação...

E isso não é f.....?

Se – de acordo com os entendidos – somos não com agimos mas sim como reagimos, então a coisa é clara: um estudo realizado nos EUA, há já alguns anos, por aí uma década, diz-nos que as pessoas, ao morrerem violentamente (nomeadamente vítimas de homicídio em que se registou as suas últimas palavras), a última palavra que dizem é... imagine lá... Foda-se! Mas, nem seria preciso isso... além do «Ai!», o que diz (sinceramente, como polícia de si mesmo) a seguir? Pois...

É a natureza humana! (ah, não é isso, não... agora.)

E que dizer do sofrimento causado pela Electra, senão: foda-se!, chega! Vai-te... (eu não disse nada, mas o que foi que pensou?...) confessar.

A verdade é que somos (eu também, e tento supera isso com liberdade – como constará pelo conteúdo deste blog) tão pudicos e vitorianos...

Dnb

marisa disse...

Dr.virgilio.às vezes não è por causa de medo que as pessoas agem assim,agora leio este este blog e digo quem dera essas pessoas terem alguèm como o sr. para lhes fazer ver isto ou seja ver que tem que se imformar atè terem uma resposta e não parar logo que recebem uma resposta negativa por parte da electra,e muitas das vezes nem são atendidas,o que se passa na minha opinião è que os responsàveis por tudo isto( a electra,ou governo) não estao a respeitar as pessoas,coitados esforçam-se para ter uma televisao,frigorifico,...e ainda nao è lhes dada a atençao... falta de respeito...

Joshua disse...

Não nada como o poder "consolador" do palavrão...pelo menos é o que diz uma minha amiga.

Virgílio Brandão disse...

Marisa,
as coisas ainda irão ao seu lugar natural; o povo ainda abrirá os olhos.

Ajosué:
nem mais! Ah, pensando melhor, coisa melhor haverá, mas...

Joshua disse...

Pois é! Mas sabes que podemos não ser púdicos nem vitorianos e ao mesmo tempo não dizer palavrões. E depois, sabes que contigo the f..word não combina. Faz lembrar um menino traquinas a querer impressionar a mãe com as novas palavras que aprendeu no recreio da escola:)
Um abraço "consolador",
V.

Virgílio Brandão disse...

God!, V. E não é que tens razão?...

Mas isso deve ser porque andei a passar os olhos por Gil Vicente. Eh, eh...

Recebido e consolado.

João Branco disse...

Com uma electra destas nunca ficaríamos no escuro.... Hahaha

Abraço fraterno

JB

Virgílio Brandão disse...

JB,
acho que iria querer mesmo era umas noites bem escurinhas para ser iluminado... Eh, eh

Abraço fraterno

Joshua disse...

A blogosfera é mesmo pequena! O João Branco do comentário anterior foi meu colega em Agronomia. Foi só ver a fotografia dele e apesar de ter má memória lembro-me perfeitamente dele porque fomos praxados ao mesmo tempo. Não fazia a menor ideia que estava em Cabo Verde...
V.

Virgílio Brandão disse...

V.,
como vês, encontram-se e reencontram-se amigos nos locais mais imprevisíveis...

E não é por a blogosfera ser pequena, porque não é, mas sim porque aproxima as pessoas, torna a imensidão do Mundo menos ditatorial para a alma.

É a tua oportunidade de reatar as conversas agronómicas.

Dia bom

:-)

Joshua disse...

Nunca me passaria pela cabeça reatar conversas agronómicas. Com o meu último comentário I was just making small talk with you...

Virgílio Brandão disse...

Vita,
I got it...
Sweet day for You.
V.