- VOZES DE ATENTAR
Imagem: Halle Berry
Cicero discursando contra Catilina no Senado.
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
4:24:00 a.m.
0
comentários
Etiquetas: beleza, cultura, humana conditio
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
4:16:00 a.m.
0
comentários
Etiquetas: cultura, história, humana conditio, zen moment(o)
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
7:24:00 a.m.
0
comentários
Etiquetas: my poetry
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
7:17:00 a.m.
0
comentários
Etiquetas: história, humana conditio, perplexidade, sociedade
A viagem de Barack Obama ao médio oriente começa em terra saudita, não fossem os sauditas os maiores investidores externos na América. A América precisa do investimento e do petróleo saudita como os desempregados precisam de trabalho e os meninos em Darfur de pão. E os sauditas, terra de Meca, apoiam, naturalmente, a existência de um Estado palestiniano e islámico.
Não é fácil gerir um país, o mais poderoso do Mundo, e a questão israelo-palestiniano um garrote que de um lado tem o lobby financeiro saudita e do outro o judeu e protestante. O que coloca Obama para além das promessas e dos princípios mas nas mãos do pragmatismo, na esfera da reserva do possível e dos compromissos. Os Estados Unidos da América precisam do protagonismo polítco nesta matéria, mas a verdade é que não são nem serão, de todo, o melhor mediador do conflito, pois é um mediador comprometido e fragilizado pelos seus próprios interesses.
Estou curioso para ouvir o que Barack Obama dirá aos povos do Islão a partir do Egipto. Estou certo que será um discurso centrado no compromisso a partir dos interesses comuns: a segurança e desenvolvimento sócio-económico. O que é um dos caminhos possíveis para resolver o problema israelo-palestiniano e outros mais globais e prementes, como o terrorismo e as actuais disfunções de mercado – que os países produtores de petróleo são em parte responsável como um verdadeiro reservatórios de superavits de activos financeiros emergentes das receitas petrolíferas. Só seria surpreendido se Barack Obama falasse em Democracia e/ou Direitos Dumanos. Mas isso, claro, não é sonho… é delírio. Isso é coisa que, Yes, We Can Not. De repente, esta viagem, por analogia de situação, lembrou-me a de Septimius Severus
----
[1] Primeiro Imperador africano do Império romano, então casado com Júlia Domna – cidadã síria.
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
6:12:00 a.m.
0
comentários
Etiquetas: direitos humanos, humana conditio, politica, sociedade
ARMÉNIO VEIRA – PRÉMIO CAMÕES 2OO9
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
4:51:00 p.m.
0
comentários
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
8:28:00 a.m.
0
comentários
Etiquetas: o meu poeta, politica, sociedade
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
8:13:00 a.m.
0
comentários
Etiquetas: cultura
O tempo é o maior julgador e, assim como não se pode esconder a candeia debaixo da mesa, não se consegue esconder o rugir do tigre na noite escura. E o que tem de ser, será… «quando for tempo disso» – diz o poeta. No outro dia o poeta José Luiz Tavares dizia, numa entrevista ao jornal A Nação, que Arménio Vieira era o maior escritor cabo-verdiano vivo. Bem, acaba de ser-lhe atribuído o Prémio Camões – o maior galardão literário da língua portuguesa, uma espécie de Nobel da lusografia. Merecido! Justo! Antes, já era merecido. Torna-o o maior escritor cabo-verdiano vivo? Os técnicos e os seus pares assim dizem...
A última obra que li dele, Mitografias, é um dos melhores livros publicados em língua portuguesa dos últimos anos. Deus tem destas coisas, um poeta quase esquecido na sua terra acaba por ver o seu mérito publicamente reconhecido no exterior. Este reconhecimento servirá para chamar atenção não para a obra de Arménio Vieria, pois os leitores que lêem conhecem-na bem, mas, essencialmente, para a literatura cabo-verdiana. Mas há quem tenha olhos e não veja.
Este Prémio Camões não é um prémio em sentido próprio, é um reconhecimento e uma merecida forma de dizer obrigado a Arménio Vieira pela sua poética que extravaza a dimensão das ilhas atlânticas e a alma das suas gentes. Amanhã todos aplaudirão o poeta, levantarão vozes altisonantes em seu louvor – mas esquecerão o ontem, quando o seu labor precisava de mais que uma não política de e da cultura. Mas o poeta esperou, o poeta sempre espera… Avé Arménio Vieira!
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
10:32:00 p.m.
0
comentários
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
9:40:00 p.m.
0
comentários
«Jamais uma águia perdeu tanto tempo como quando se dispôs a aprender com a gralha», William Blake, «Provérbios do Inferno (39)», in O Casamento do Céu e do Inferno
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
9:31:00 p.m.
0
comentários
Etiquetas: cultura, humana conditio, proverbios
De repente deu por mim a pensar que enquanto antropos sou uma impossibilidade, um milagre com anima. Sim, um milagre que se reinventa todos os dias, ao acordar e descobrir que respiro, que estou vivo, que tenho uma dádiva redobrada, que venci a batalha maior para chegar ao útero da minha mãe e nascer, que deveria ter morrido algures no Mindelo quando em menino a menigite e a febre tifóide me reclaram como vítima. Eu acredito em mais do que isto que vivemos, e vejo a vida, a existência, como um milagre que se estende para além do visível. Os que não acreditam, por maioria de razão, vê-la-ão como um milagre ainda maior.
E se mais razões não existissem, esta é motivação mais do que suficiente para resgatarmos o sentido de humanidade e preservarmos o Mundo que nos foi emprestado para viver durante uma parcela fugaz do tempo. O paradoxo é que a cada dia que passa nos apossamos de mais saber e de mais coisas, mas nos tornamos também menos humanos, menos capazes de amar, de construir, de sustentar a nossa humanidade e de compreender o outro. «E se um dia não acordarmos, ou se acordarmos e o nosso Mundo tiver desabado?» – pergunta-me o meu poeta. Talvez seja uma experiência necessária para compreendermos a nossa verdadeira condição, nos tornarmos mais humanos. Pode nos acontecer, amanhã.
Miró, sem título (tratado)
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
9:25:00 p.m.
0
comentários
Etiquetas: direitos humanos, humana conditio, o meu poeta, pensamento
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
9:21:00 p.m.
1 comentários
Etiquetas: cultura, humana conditio
Amo com as raias da alma e dos silêncios
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
6:51:00 p.m.
5
comentários
Etiquetas: my poetry
Luís Cabral morreu, seguiu para a maior aventura. A última vez que o vi, visilmente debilitado, foi no Sana Hotel em Lisboa, por ocasião das comemorações da Mulher cabo-verdiana a 08 de Março. Trocamos algumas palavras de circunstâncias, e pensei – como pensamos sempre – que o voltaria rever mais tarde nesse dia ou em outra ocasião. Mas não, não aconteceu.
Luís Cabral, quer queiramos quer não, foi um dos heróis da libertação dos povos da Guiné-Bissau e de Cabo Verde do jugo colonial. Não sanciono, nunca sancionei nem sancionarei a maioria das suas políticas como Presidente da Guiné-Bissau até ser deposto por Nino Vieria, pois a história é o que é e o homem é, como dizia José Ortega y Gasset, ele e a sua circustância. E pelo que fez por Cabo Verde e pela Nação cabo-verdiana é digno de honra e respeito eminente. É um pater partriae, sempre o vi assim – na vida e na morte, o que é um juízo objectivo. Mas nem todos vemos as coisas da mesma forma, o que aceito com normalidade – mesmo quando não me revejo nessas perspectivas. A morte de Luis Cabral colocou-me perante uma situação dessas.
Estava acidentalmente na Associação Cabo-verdiana (ACV) de Lisboa quando, eram 22:18 PM, recebi uma mensagem no telemóvel: Luis Cabral morreu. Os convivas tinham acabado de jantar, uma artista apresentava um novo trabalho discográfico e, muito cabo-verdianamente bebia-se e dançava-se. Dei a notícia ao Rui Machado, a presidir os destinos da ACV, esperando que transmitisse a notícia aos presentes – em particular aos cabo-verdianos e sócios presentes. Mas não, continuou tudo na mesma, como se nada tivesse acontecido.
Depois de muita insistência, um ou outro presente que entretanto foi tendo conhecimento do facto, lá se fez o anúncio da morte de Luis Cabral, eram quase uma hora da manhã. Confesso que fiquei chocado, não somente porque era de se fazer o anúncio no momento em que se teve conhecimento da notícia, até porque se estava na Associação Cabo-Verdiana, mas pela justificação que me deram para não ter sido feito na altura: o anúncio teria estragado a festa. Chocou-me esta forma de ver as coisas, este pragmatismo extremista de se colocar a festa acima da solidariedade, dos sentimentos, dos afectos, da gratidão… é mesmo coisa de terra sab p´cagâ!
Luis Cabral lutou, arriscando a sua vida, viu o irmão, Amilcar Cabral, morrer para que pudéssemos ter um Estado, festejar a independência e viver a liberdade, mas na sua morte não somos capazes de parar um minuto para anunciar a sua morte… pois estragaria a festa, o jantar de uma centena e meia dúzia de pessoas. Se calhar a decisão do Rui Machado foi a mais correcta, e eu é que estou enganado e estou a ser piegas… um nacionalista de meia tijela e que a festa é o mais importante, talvez. Sim, talvez… Mas o que sei é que, como aprendi como meu Mestre há alguns anos, "onde está o teu tesouro aí está o teu coração". E nestes momentos aprende-se muita coisa; e algumas não são assim tão óbvias.
A divida de gratidão que, como cabo-verdiano, tenho para com Amílcar Cabral, Luis Cabral, Nino Vieira, Aristides Pereira, Titina Silá, Pedro Pires, e todos os outros que lutaram pela minha liberdade e pela liberdade do meu povo é imensa, visceral e fraterna. Há coisas que não têm preço. E ver a sua memória não honrada, ainda que de forma simbólica, é, para mim, uma ofensa. Um aviso a Pedro Pires, Aristides Pereira e os demais heróis da luta da libertação vivos e pela democracia: quando morrerem (e que vivem muitos e longos anos!), não morram num dia de festa! Isso de estragar a festa alheia é do caraças! – diria o peixinho.
Imagem: Luis Cabral em 1974, aquando da luta da libertação na Guiné-Bissau
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
8:06:00 a.m.
5
comentários
Etiquetas: cultura, humana conditio, justiça, perplexidade, politica, silêncio, sociedade
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
7:39:00 a.m.
0
comentários
Etiquetas: direitos humanos, humana conditio, o mal, politica, sociedade
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
9:14:00 p.m.
0
comentários
Etiquetas: for you, humana conditio, humor, narcisismos
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
9:02:00 p.m.
0
comentários
Etiquetas: direitos humanos, humana conditio, o mal, perplexidade, politica, sociedade
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
8:54:00 p.m.
0
comentários
Etiquetas: humana conditio, proverbios
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
8:51:00 p.m.
0
comentários
Etiquetas: direitos humanos, humana conditio, o mal, politica, sociedade
The Wheel of Fortune, Edward Coley Burne-Jones
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
4:07:00 p.m.
0
comentários
Etiquetas: beleza, cultura, pensamento
É Domingo. O perdão da divida externa dos países pobres, a pena de morte, a Nova Ordem, o corporativismo judicial, o mal como situação não necessária, a pobreza estrutural e a miséria humana – as suas causas são tanto ou mais dolorosas do que elas mesmas – azucrinam-me a alma enquanto escuto Albinoni, Corelli e Bellini no meu momento de reflexão. Melhor é não pensar – diz o poeta. Fumo um ducados (que saudades tenho de um cigarillo negro cohiba ou de um popular sem filtro!), e resolvo ler um pouco: reli um texto, enviado por um amigo, sobre Ugolino e passo os olhos por Emanuel Swedenborg – tem prioridade não técnica nestes dias.
O universo cai aos bocados, podre pelo norte, de ausência de pão a sul, de afectos dementes, com a dor esmolando pelas ruas, a lua e a amante da rosa desertas. Estaciono na poesia – leio The Ship of Death and Other Poems de D.H. Lawrence, e paro em «Snake»:
A snake came to my water-trough
On a hot, hot day, and I in pyijamas for the heat,
To drink there.
[…]
The voice of my education said to me
He must be killed,
For in Siciky, the black, black snack are innocent, the gold are venomous.
[…]
And a voice in me said, If you were a man
You would take a stick and break him now, and finish him off.
Terrível… Espreito a alma de T. S. Eliot (Little Gidding):
[…]
Quick now, here, now, always –
A condition of complete simplicity
(Costing not less than everything.)
And all shall be well
When tonges of flame are in-folded
Into the crowned knot of fire
And the fire and the rose are one.
Não, as rosas ardem, queimam demais na primavera. Como diz Camilo (Shakeaspeare, The Winter´s Tale, IV.3):
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
3:01:00 a.m.
1 comentários
Etiquetas: cultura, humana conditio, narcisismos, natureza das coisas..., pensamento
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
2:41:00 a.m.
0
comentários
Etiquetas: cultura, direitos humanos, liberdade, pensamento, politica, sociedade, vozes de atentar...
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
2:10:00 a.m.
0
comentários
Etiquetas: cultura, história, humana conditio
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
6:24:00 p.m.
0
comentários
Etiquetas: denúncia, direitos humanos, perplexidade, politica, sociedade
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
4:56:00 p.m.
2
comentários
Etiquetas: cultura, exortação, humana conditio, politica, sabia que?... sociedade, vozes de atentar...
Para os que se interessam por questões políticas, cá fica este comunicado do Sector do PAICV em França (editado como recebido, na forma e conteúdo). Interessante… Ah, um passarinho, aliás vários, me disseram que o Presidente do JPAI, de passagem da viagem à França, iria inaugurar o sistema de emissão de Certidões de Registo Criminal on line da Embaixada de Cabo em Lisboa (o sistema que já tinha sido inaugurado – e que é uma mais valia para a comunidade, diga-se an passant), aproveitando para ter reuniões análogas aos que teve em Paris. Tudo na normalidade – pensar-se-á na terra. O que a oposição tem a dizer disso? Vou ficar à espera, mas a reacção será um tanto ou quanto extemporrânea.
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
7:59:00 p.m.
4
comentários
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
7:14:00 p.m.
4
comentários
Etiquetas: my poetry
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
6:46:00 p.m.
2
comentários
Etiquetas: beleza, humana conditio, prazer, raizes
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
1:47:00 a.m.
2
comentários
Etiquetas: beleza, humana conditio, my poetry
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
1:25:00 a.m.
0
comentários
Etiquetas: humana conditio, momentos da história..., politica, sociedade, zen moment(o)
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
5:44:00 p.m.
0
comentários
Etiquetas: justiça, perplexidade, politica, sociedade
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
5:27:00 p.m.
0
comentários
Etiquetas: direitos humanos, justiça, politica, sociedade
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
5:07:00 p.m.
0
comentários
Etiquetas: denúncia, direitos humanos, sociedade
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
2:02:00 a.m.
2
comentários
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
2:28:00 a.m.
4
comentários
Etiquetas: ambiente, denúncia, direitos humanos, perplexidade, politica, sociedade
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
1:21:00 a.m.
0
comentários
Etiquetas: direitos humanos, humana conditio, politica, sociedade
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
1:01:00 a.m.
0
comentários
Etiquetas: direitos humanos, discurso insólito, politica, religião, sociedade
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
4:39:00 a.m.
5
comentários
Etiquetas: humana conditio, memórias, my poetry
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
2:50:00 a.m.
0
comentários
Publicada por
Virgilio Brandao
à(s)
2:25:00 a.m.
6
comentários
Etiquetas: humana conditio, politica, sociedade