sábado, 4 de abril de 2009

  • MOMENT(O) ZEN
“Transportai um punhado de terra todos os dias, e fareis uma montanha”, Confúcio

E se espalharmos um punhado de terra todos os dias? Que faremos? – pergunta-me o meu poeta.

3 comentários:

Jessica disse...

Há quase um século que procuro transportar punhados de terra de amor e carinho, mas parece que a minha montanha é feita de ódio e de maldade dos outros, porquê VB?

Dia bom

:(

Nita disse...

Virgílio,
Parecece-me que, como quase tudo,isto é bastante relativo.
"Se espalharmos um punhado de terra, todos os dias"(pergunta do teu poeta). - Que faremos?
Diria que:
Primeiramente, faremos um buraco, se extrairmos a terra sempre e do mesmo lugar. Depois, conforme a qualidade da terra e do lugar onde ... e a forma como é espalhada poderemos, então, ver e obter os resultados afins.
E, ao espalhar a terra há que pensar, também, nos vendavais ou tempestades .
Bem. "Que a terra a ser espalhada seja de boa qualidade e que o solo
que a receba possa merecê-la".
beijos,
Anita

Virgílio Brandão disse...

Jessica, é uma boa pergunta...

Mas e se em vez de procurares transportar, passares a transportar amor e carinho?

Se fores o transporte, Jessica, não sentirás a maldade e o ódio do Mundo; pois transporte não sente, não ambiciona coisas e reconhecimentos - transporte serve os outros.

A montanha nunca é de quem transporta... a montanha é de quem a consegue apreciar e amar; e pode ser o transportador dos punhados de terra, Jessica, pode.
:-)

Anita...
se fosses membra do «Clube de Pensadores de Possibilidades» pensarias que o buraco poderia levar-te ao lado oposto de uma montanha, a uma mina de materiais preciosos, ou que a terra espalhada, se aproveitada (como fez Joe Berarado para ganhar o seu primeiro milhão) poderia servir de muito - até para ganhar terreno ao Mar, como se faz no Japão e na Holanda.

Quem espalha, não ajunta... em princípio. Mas isso é outra conversa; coisas do meu poeta.

:-)