segunda-feira, 13 de abril de 2009

  • RTC – A ELECTRA SILENCIOSA DA DIÁSPORA
Há coisas que, simplesmente, me deixam espantado. Uma é a RTC – a Rádio Televisão de Cabo Verde. Uma das coisas boas da RTC tem sido, depois de anos de marasmo, o de retransmitir on line o Jornal da Noite da televisão nacional. Mas fá-lo de errática, estando, agora, há uma semana sem actualizar a informação. Mas eu entendo: não deve ter havido Jornal da Noite deste então, ou os cabo-verdianos da diáspora não precisam ou merecem esse serviço público, mas somente um rebuçadinho informativo.

Mas pior do que a Televisão nacional – que parece ser para os cidadãos da Diáspora só quando dá jeito ou a empresa está na disposição de o fazer –, é o da Rádio… Da RTC. Como é possível que o site da TCV não funcione e não se consiga ouvir a
Rádio de Cabo Verde, logo as notícias da terra, na sua origem mas… consegue-se ouvir no link do Sapo? Há coisas que, além de me espantarem, intrigam-me a alma. E esta, sendo o centro das emoções, do intelecto e da vontade, leva-me a sentir que algo está errado, a pensar no que será e a, naturalmente, a ter vontade de perguntar a quem de direito: o que se passa? A dar trunfos a concorrência e à espera não de Godot mas da concorrência começar a emitir on line para o exterior?

E depois o Governo de Cabo Verde quer comunicar-se com os cidadãos de forma adequada. E depois, dizem-me, quer-se uma sociedade da informação… Mas que importa ter-se os instrumentos materiais, se os mesmos não são utilizados, se não são de nenhuma mais-valia social e comunitária, de nenhum ou quase nenhum sentido de útil como instrumento de desenvolvimento e de ligação de Cabo Verde e os cabo-verdianos em Cabo Verde e na Diáspora?
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Sei que nós, os cabo-verdianos que estamos na diáspora temos de ser solidários com os que estão na terra – mas a nossa solidariedade não pode ir ao ponto de termos a nossa ELECTRA na forma da RTC. Alguma razão há para este blackout electrónico, e importaria saber qual é. Já agora: por anda o Instituto das Comunidades, e por onde andam, também, os deputados eleitos na Diáspora? Não venham só pedir votos, nem amansar egos de amigos do(s) partido(s). Atentai no povo, pois este precisa demais de mais...

Imagem: Transmissão de programa pela RCV a partir do exterior

2 comentários:

Amílcar Tavares disse...

Olá Virgílio!

Como sempre, é uma pena. Na nossa terra, em minha opinião, quase tudo é feito com o mais natural amadorismo.

Pede-se muito mais a um organismo público! Não é?

Virgílio Brandão disse...

Almilcar,
não é só de pedir… não. Exige-se mais e melhor.

Sobre o amadorismo… felizmente não é tudo, nem é quase, mas é parte substancial das coisas. A tua opinião não é equívoca, não. É a percepção que se tem da realidade.

Abraço fraterno