sexta-feira, 21 de novembro de 2008

  • POLITICOS E BANQUEIROS
Oliveira Costa, antigo Secretário de Estado para os Assuntos Fiscais do primeiro Governo de Aníbal Cavaco e Silva e Presidente do Conselho de Administração do Banco Português de Negócios, está desde ontem a noite a ser ouvido em sede de primeiro interrogatório de arguido detido por um Juiz de Instrução no Tribunal Central de Investigação Criminal de Lisboa.

O ex-governante e administrador bancário será suspeito de burla qualificada, falsificação de documentos e branqueamento de capitais e, ao que eventa em Lisboa, o processo terá as suas origens em informações do Banco de Portugal e do Banco de Cabo Verde. Isto é, nos negócios entre a Sociedade Lusa de Negócios, O Banco Português de Negócios e o Banco Insular com sede em Cabo Verde.

Se a Procuradoria da República em Portugal sabe destas coisas, o Ministério Público de Cabo Verde não sabe nada? Não é crível, até porque o Banco de Cabo Verde, ao ter notícia de factos ilícitos com epicentro ou com participação do Banco Insular teria de informar a Procuradoria da República de Cabo Verde, antes de o fazer à sua congénere portuguesa. Esperemos para ver o que acontece(rá) no tempo próximo, pois estas coisas têm contornos que não passam, nem devem, pelo conhecimento público e muito menos pelo mediatismo.

Mas que ingenuidade, VB! Não sabes que os furacões nascem sempre em Cabo Verde mas nunca passam por lá? – diz-me o meu poeta.

Talvez. A verdade é que enquanto Oliveira Costa é interrogado no Tribunal Central de Investigação Criminal de Lisboa há muita gente com pupu pertôd nas terras da morabeza pois, em regra, quando chove é para todos. Se a montanha não parir um rato, pode-se estar perante a ponta de um iceberg e muitos titanic´s estarão a acender as luzes e a mudar de direcção. Oliveira Costa pertence à uma geração de políticos que passaram da política para a banca, não como bancários mas como banqueiros; o que intriga grande parte da sociedade – a que vive apertando o cinto. Mas só a estes… até agora.

Em casa que não há pão todos ralham e ninguém tem razão – vox populi. Wall Street efect, indeed.

1 comentário:

Ariane Morais-Abreu disse...

Pouco a pouco revelam-se, como tinta simpatica, as finalidades inconfessaveis da teimosa insistência dos amigos portugueses perante a dita Parceria especial da UE com CV... "Burla qualificada, falsificação de documentos e branqueamento de capitais" delimitam os reais contornos da ilusoria projecçao cv no cobiçado espaço europeu. Que brinquedo virou Cabo Verde ?! As surpresas começam apenas.