sábado, 8 de novembro de 2008

Sabes quem era Aisha Duhulow?

  • Do you know who Aisha Duhulow was?

4 comentários:

Rêves à emporter disse...

Ola Virgilio,

As palavras me faltam para gritar a revolta.

Nas nossas ilhas existe ainda a "lapidação" verbal e muitas vezes fisica de seres humanos por serem diferentes. Fico triste quando penso num lavador de carros (já esqueci o seu nome) que pessoas de boa familia abusavam dele, queimando com pontas de cigarro, violando-o, etc...e a lista é longa, muitos outros sofreram da estupidez humana.

Bom fim de semana.

Virgílio Brandão disse...

Carla,
o mal é assim, não tem fronteiras.

As más famílias também são assim, não raras vezes as prendamos com a adjectivação de «boas»...

No caso desta menina - com 13 anos - a violação tornou-a «adúltera» e sofreu a pena dos moralistas: a lapidação.

Bom fim de semana

Ariane Morais-Abreu disse...

O lavador de carro chamava-se Aibu, um robusto preton desfarapado com pes enormes e sempre descalços. Fazia muito rir o publico cruel e farto da Praça Nova com os seus relatos e palhaçadas trocentas. Morreu ha alguns anos atras na solidao da sua diferença. Vi o pela ultima vez na varanda da Cesaria onde se refugiava para fugir certamente das maldades e indiferença do povo mindelense...

Virgílio Brandão disse...

Oh, Ariane. Lembro-me muito bem do Aibu, sim (não estou certo de que é dele que a Carla fala). E do Jack Tchuk, de Kmê Deus, Memê Ôv e uma multidão de outros infelizes sujeitos à maldade humana e que não vale a pena referir agora.

Dia bom